O texto pode ser lido e baixado aqui: https://www.revistaantigona.com.br/index.php/ra/article/view/16.
O resumo do texto é este:
A
República foi proclamada em 1889, tendo amplo apoio. Após a proclamação, muitos
intelectuais republicanos passaram a desiludir-se com o regime, pois esperavam
mudanças imediatas. Esses intelectuais passaram a criticar os limites, as
falhas e as promessas não cumpridas da República. Todavia, com essas críticas
os intelectuais passaram a abandonar a República. Em vez de persistirem na
utopia republicana, passaram a deixá-la de lado. Aos desiludidos republicanos
associaram-se novos intelectuais, com cada vez menos compromisso com o
republicanismo. Desde os anos 1930 a desistência do republicanismo é estudada
como crítica à república ou ao liberalismo, não como desistência. Mas, ao
desistir-se da utopia republicana, também se desistiu de entender a desilusão dos
republicanos como uma etapa de aprendizado intelectual. Se a
desilusão-desistência é a perspectiva atualmente vista como correta, os
intelectuais que persistiram na utopia republicana são vistos como alienados,
tolos, idealistas – ou defensores da exclusão social, do elitismo, das
oligarquias. O presente artigo apresentará os argumentos de alguns intelectuais
que atuaram na I República: favoráveis à República, os positivistas; de maneira
ambivalente, Alberto Torres; por fim, contra a República, Oliveira Vianna. O
que propomos é que o caráter utópico da República perde-se ao longo do tempo; a
sequência de intelectuais indica uma ordem cronológica e do enfraquecimento da
utopia republicana.
