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07 outubro 2026

As teorias da conspiração

No dia 27 de Shakespeare de 172 (6.10.2026) realizamos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Apelo aos conservadores (em sua "Conclusão - missão peculiar aos verdadeiros conservadores").

No sermão abordamos as teorias da conspiração à luz do Positivismo.


As anotações que serviram de base para a exposição oral encontram-se reproduzidas abaixo.

*   *   *

Teorias da conspiração

(27 de Shakespeare de 172/6.10.2026) 

1.     Abertura da prédica

2.     Datas e celebrações

2.1.   Dia 22 de Shakespeare (1º.10): nascimento de José Lonchampt (1825 – 201 anos)

2.2.   Dia 1º de Descartes (8.10): festa de Clotilde e Augusto Comte (8.10.1844 – 182 anos)

2.3.   Dia 2 de Descartes (9.10): transformação de Afrânio Capelli (2009 – 17 anos)

2.4.   Dia 3 de Descartes (10.10): nascimento de Paulo Carneiro (1901 – 125 anos)

2.5.   Dia 3 de Descartes (10.10): transformação de David Carneiro, Jr. (1997 – 29 anos)

2.6.   Mês de Descartes (8.10 a 4.11): undécimo mês, referente à filosofia moderna

3.     Apóiem a Igreja Positivista Virtual!

3.1.   Colaborem com o que puderem; com boa fé e boa vontade, toda e qualquer colaboração é necessária e bem-vinda!

3.1.1. Inscrevam-se no canal, compartilhem, divulguem nossas atividades!

3.2.   Para apoiar as atividades dos nossos canais e da Igreja Positivista Virtual: façam o Pix da Positividade! (Chave Pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)

4.     Leitura comentada do Apelo aos conservadores

5.     Espiritualidade positiva

5.1.   Esta talvez seja a seção mais importante das prédicas!

5.2.   Sejamos altruístas!

5.2.1. Sejamos generosos, tolerantes etc.

5.2.2. Devemos orientar toda a nossa vida pelo altruísmo: quando o altruísmo regula e orienta a vida, o resultado é que o altruísmo (a dedicação para os demais) e o egoísmo (a satisfação das necessidades pessoais) não são incompatíveis, pois só o altruísmo permite unir o bem comum à felicidade pessoal

5.3.   Façamos orações!

5.3.1. A oração positiva é a base do culto íntimo; assim, é tanto a base do aperfeiçoamento pessoal quanto da espiritualidade positiva de modo geral

5.4.   Como Igreja Positivista Virtual, ministramos os sacramentos positivos a quem tem interesse

5.4.1. Em um total de nove, os sacramentos são a celebração de momentos centrais na vida de todos nós – momentos que devem ser celebrados, afirmados, compartilhados (o nascimento/a adoção, o casamento, a aposentadoria, a transformação (a morte) etc.)

6.     Sermão: comentários sobre as teorias da conspiração

6.1.   Os comentários que farei neste sermão não são nem pretender ser exaustivos; são apenas alguns apontamentos que faço a partir do Positivismo, considerando uma pequena conversa que tive com Sandra Fernandes no dia 29.9.2026

6.1.1. As anotações abaixo se baseiam em leituras diversas e esparsas, em reflexões pessoais e, claro, no estudo e na aplicação do Positivismo

6.2.   Eis o diálogo havido em 29.9.2026, entre Sandra Fernandes e um seu amigo dela

 

 

6.2.1. A postagem – em sua afirmação de que o candidato Lula estaria na verdade morto e que a pessoa que se apresenta como ele seria um sósia (ou até mesmo um clone!)[1] – é exemplar de teorias da conspiração

6.2.2. Essa postagem constitui uma hipótese (1) elaborada totalmente sem dados, (2) que despreza os dados disponíveis e que, acima de tudo, (3) elabora hipóteses egoístas, destrutivas e extremamente complicadas

6.3.   Podemos definir as teorias da conspiração como concepções que afirmam que a realidade como é geralmente percebida, na verdade, é uma enganação feita por grupos pequenos (as “elites”, as “cabalas” (cabals, em inglês), o “Estado profundo” (Deep State, em inglês) etc.) – grupos socialmente mal definidos, embora com nomes claros –, a fim de manipular e explorar o conjunto da sociedade; adicionalmente, os propositores dessas concepções são também grupos pequenos, “contraelites”, que seriam populares perspicazes e que se devotariam a denunciar e a combater as conspirações; as “falsas verdades” englobam as mais variadas possibilidades: a Terra oca ocupada pelos “reptilianos”, a existência de alienígenas encoberta pelo governo dos Estados Unidos, a rede de exploração infantil do Partido Democrata dos Estados Unidos, a conspiração internacional dos judeus, a conspiração eterna dos homens, a conspiração internacional dos burgueses etc.

6.4.   A partir do Positivismo, parece-me que as teorias da conspiração são combinações de (1) má fé e falta de confiança, (2) instinto destruidor e (3) ausência de controle da imaginação

6.4.1. Antes de mais nada, as teorias da conspiração correspondem a uma falta generalizada e sistemática de confiança: os seus adeptos não confiam nas autoridades constituídas (temporais e/ou espirituais), desconsideram ou desprezam as pessoas que confiam e valorizam apenas aqueles, que, como eles mesmos, desconfiam dos demais (sua identidade baseia-se, portanto, na desconfiança compartilhada)

6.4.2. As teorias da conspiração têm elementos do instinto destruidor porque, por definição, desejam destruir, ser “do contra”; em contraposição a essa postura conspiracionista, a construção baseia-se na confiança mútua e pública e no esforço coletivo compartilhado

6.4.2.1.          Há um forte elemento maniqueísta, de “nós” contra “eles”, nas teorias da conspiração – e, também de maneira característica, “nós” somos poucos e “não nos deixamos enganar”, “eles” são muitos e/ou são os dominadores; a “nossa” ação tem que ser destruidora

6.4.3. De uma perspectiva intelectual, a teoria da conspiração rejeita as provas disponíveis em proveito das meras possibilidades: trata-se, portanto, de uma afirmação sistemática do meramente possível contra o efetivamente provável (e/ou o realmente comprovado)

6.4.4. É importante termos em mente que as teorias da conspiração apresentam um aspecto ativo, em que se postula que a realidade é ativamente camuflada por grupos que buscam enganar e manipular

6.5.   De uma perspectiva sociológica e histórica mais ampla, no âmbito do Positivismo devemos (ou podemos) igualmente entender as teorias da conspiração como um problema da liberdade absoluta de consciência

6.5.1. A liberdade absoluta de consciência foi apresentada por Augusto Comte nos seus Opúsculos de juventude (como no “Reorganizar a sociedade”, de 1822, e no “Considerações sobre o poder espiritual”, de 1826)

6.5.1.1.          Na verdade, nosso mestre fala em “liberdade ilimitada”; eu uso “liberdade absoluta” para evitar confusões e dissabores nos dias atuais

6.5.2. A idéia presente no conceito da “liberdade absoluta de consciência” consiste em que os indivíduos passam a considerar-se as autoridades supremas sobre quaisquer temas e questões, independentemente de sua preparação prévia específica para isso

6.5.3. A liberdade ilimitada de consciência substitui a infalibilidade papal pela infalibilidade individual

6.5.3.1.          Dessa forma, a liberdade ilimitada de consciência é a afirmação extrema da razão individual, ou melhor, individualista; trata-se, portanto, de um princípio essencialmente metafísico, antissocial, anti-histórico e destruidor

6.5.4. A liberdade ilimitada de consciência foi (e é) afirmada pelo protestantismo a partir da pretensão de que cada indivíduo é o supremo juiz da interpretação da Bíblia

6.5.4.1.          Seja porque é destruidor, seja porque afirma a infalibilidade individual, seja porque é protestante, o princípio da liberdade ilimitada de consciência foi criado e é empregado de maneira sistemática e não por acaso para combater e destruir o poder espiritual

6.5.5. Para evitar más interpretações e ambigüidades daninhas, convém esclarecermos que o problema com o princípio da liberdade absoluta de consciência não está no exame individual das várias questões, ou seja, não está na autonomia individual

6.5.5.1.          O problema está na arrogância individual e no desprezo individual para com a sabedoria coletiva (e, em todo caso, alheia)

6.5.5.2.          Em outras palavras e repetindo o que comentamos há pouco, o problema consiste na alucinada presunção da infalibilidade individual

6.6.   Há aspectos menores nas teorias da conspiração, embora muitas vezes relevantes: (1) substituição das crenças teológicas por crenças metafísicas e/ou alucinadas; (2) sentimentos de baixa autoestima; (3) desejo de pertencimento a grupos

6.6.1. A substituição de crenças teológicas por crenças metafísicas corresponde a uma secularização parcial e degradada; é importante notar que à metafísica intelectual soma-se u’a metafísica moral, ou seja, u’a moralidade corrompida associa-se a concepções degradadas, resultando em teorias da conspiração

6.6.2. Os sentimentos de baixa autoestima e o desejo de pertencimento a grupos, embora sejam aspectos distintos, andam juntos: pessoas que não se sentem valorizadas ou não se encaixam em nenhum grupo passam a justificar suas dificuldades pessoais e sociais por meio da atribuição de comportamentos voluntários contra elas mesmas

6.6.2.1.          Além de serem explicações fáceis (“não me encaixo porque os outros ativamente me excluem”), as teorias da conspiração criam esquemas que dão sentido às vidas de pessoas solitárias e que lhes permitem comportamentos ativos (em vez de passivos ou meramente reativos)

6.6.2.2.          Da mesma forma, as teorias da conspiração compartilhadas criam vínculos entre os indivíduos

6.6.2.3.          Os aspectos práticos das teorias da conspiração oferecem elementos que dão a sensação de superioridade a pessoas que se consideram inferiores e/ou desprezadas: esses elementos são (1) a suposta perspicácia de descobrir o que deveria estar encoberto e (2) o suposto combate aos grupos conspiradores

6.6.3. O fato de muitas teorias da conspiração serem sucedâneas de teologias – ou seja, versões secularizadas ou concepções herdeiras das teologias – não pode ser diminuído, especialmente em sociedades e ambientes marcados pelas teologias mais irracionalistas

6.6.3.1.          Na medida em que as teologias com freqüência são imunes às provas empíricas e à racionalidade (e algumas são-no mais que outras), essa mentalidade própria à teologia é transmitida para as teorias da conspiração, o que as torna mais impermeáveis às evidências empíricas e à argumentação

6.6.3.2.          Os Estados Unidos são particularmente suscetíveis desses problemas todos, na medida em que têm lugar, lá, as teologias mais irracionalistas e mais afirmadoras da pura “fé”, bem como é um país profundamente individualista

6.7.   Reunindo os vários aspectos e problemas anteriores, na medida em que se trata da desconfiança individualista e sistemática de “nós” contra “eles”, a teoria da conspiração é a afirmação coletiva da paranóia individual

6.7.1. Como as teorias da conspiração são a coletivização da paranóia individual, estimulada por um ambiente e/ou u’a mentalidade metafísica, é bastante claro que elas constituem uma grave deformação da espiritualidade humana

6.7.2. Talvez os únicos aspectos positivos das teorias da conspiração – mas sempre de maneira profundamente enviesada e prejudicial – sejam o aumento da autoestima, a constituição de grupos de apoio, a valorização do bem público e a valorização da publicidade

6.8.   Passando da caracterização das teorias da conspiração para os meios de evitá-las, veremos agora como o Positivismo fornece elementos poderosos contra essas paranóias coletivas

6.8.1. Comentamos antes que as teorias da conspiração consistem em problemas da imaginação humana: elas consistem no desprezo prático (e, com freqüência, também desprezo teórico) das leis da Filosofia Primeira e da lógica positiva

6.9.   As leis da Filosofia Primeira são absolutamente aplicáveis e necessárias

6.9.1. A Filosofia Primeira corresponde aos únicos princípios realmente universais, aplicáveis a todos os fenômenos, e referem-se tanto à descrição da realidade quanto aos princípios que o ser humano segue e deve seguir para apreender adequadamente a realidade

6.9.1.1.          Augusto Comte estabeleceu 15 leis da Filosofia Primeira

6.9.2. Por si só, a primeira lei – não por acaso, a chamada “lei-mãe” – bastaria para evitar desvios e aberrações como as teorias da conspiração

6.9.2.1.          A primeira lei é: “Formar a hipótese mais simples e mais simpática que comporta o conjunto dos dados a representar (I)”

6.9.2.1.1.              A aplicação desse princípio às teorias da conspiração é bem direta: as teorias da conspiração são hipóteses complicadas, destruidoras, baseadas na má fé e na desconfiança e que desprezam os dados disponíveis – ou seja, justamente o oposto do pensar de maneira sã

6.9.3. Mas há outras leis da Filosofia Primeira aplicáveis aqui:

6.9.3.1.          Essas outras leis são a quarta, a quinta e a sexta; elas integram o “Segundo grupo, essencialmente subjetivo”, em sua “Primeira série – leis estáticas do entendimento”:

6.9.3.1.1.              “Subordinar as construções subjetivas aos materiais objetivos (Aristóteles, Leibnitz, Kant) (IV)”

6.9.3.1.2.              “As imagens interiores são sempre menos vivas e menos nítidas que as impressões exteriores (V)”

6.9.3.1.3.              “A imagem normal deve ser preponderante sobre as que a agitação cerebral faz simultaneamente surgir (VI)”

6.9.3.1.4.              O conjunto das leis acima corrobora e reforça que, em vez de elaborar hipóteses aberrantes em teorias da conspiração, deve-se regular a imaginação e prestar atenção aos dados objetivos, sem os desprezar

6.10.               A lógica positiva (especialmente conforme desenvolvida na Síntese subjetiva, de 1856, embora também presente no v. I da Política positiva, de 1851, e no Catecismo positivista, de 1852) também é largamente aplicável:

6.10.1.   A imaginação, exatamente como a inteligência, tem que ser disciplinada; na verdade, o mesmo esforço dedicado à ciência e à filosofia tem que ser feito para a arte e a imaginação em geral

6.10.2.   A disciplina da imaginação baseia-se no altruísmo e no caráter social do ser humano; em última análise é necessário respeitar a lei-mãe da Filosofia Primeira (bem como as leis quatro a seis)

6.10.2.1.       Eis a definição da lógica positiva: “O concurso normal dos sentimentos, das imagens e dos sinais, para inspirar-nos as concepções que convêm às nossas necessidades morais, intelectuais e físicas” (Síntese, p. 26)

6.10.2.1.1.            A lógica positiva busca inspirar concepções generosas; sem se aferrar aos dados empíricos, ela deve propor concepções que não ofendam os dados

6.10.2.1.2.            Repetindo: essa concepção serve para disciplinar a inteligência, isto é, tanto a ciência e a filosofia quanto a arte e a imaginação

6.10.2.1.3.            Essa disciplina baseia-se nas concepções sociais (e sociológicas) em vez de nas concepções individuais e individualistas próprias à teologia

6.10.2.1.4.            A disciplina social baseia-se na digna submissão e, daí, na digna obediência; inversamente, a síntese teológica (absoluta) afirmava um ser caprichoso, egoísta e irresponsável

6.10.2.2.       Como isso se aplica às teorias da conspiração?

6.10.2.2.1.            Do ponto de vista da lógica positiva, as teorias da conspiração caracterizam-se por uma imaginação indisciplinada, egoísta, arbitrária; como vimos antes, embora elas satisfaçam de maneira muito secundária algumas necessidades humanas, tal satisfação dá-se a partir de características profunda e radicalmente antissociais

6.11.               Em suma:

6.11.1.   Como vimos acima, coletivamente as teorias da conspiração correspondem à sistematização do individualismo, do desprezo pela autoridade espiritual, do desprezo pela confiança compartilhada, do espírito profundamente metafísico, agressivo e destruidor próprio à liberdade absoluta de consciência; já em termos individuais, as teorias da conspiração surgem da baixa autoestima de pessoas que se sentem deslocadas e/ou desprovidas da sensação de ação, em ambientes que estimulam crenças irracionais e impassíveis de comprovação

6.11.1.1.       Em outras palavras, as teorias da conspiração correspondem a uma degradação profunda da espiritualidade humana em ambientes metafísicos em termos intelectuais e morais

6.11.1.2.       Devemos ter em mente a positividade e não esquecer, nunca, que a espiritualidade positiva só se afirma com um forte elemento social e altruísta, seja como objetivo, seja como meio, seja como princípio orientador: sem isso não é possível distanciar das teorias da conspiração quem se encontra submetido a elas

6.11.2.   Assim, para evitar as teorias da conspiração, temos que ter em mente aspectos sociais (coletivos) e pessoais, da mesma forma que elementos morais e intelectuais

6.11.3.   O Positivismo, ou melhor, a Religião da Humanidade estabelece precisamente elementos para essa regulação:

6.11.3.1.       O estímulo à confiança mútua

6.11.3.2.       A digna subordinação como base do aperfeiçoamento e o reconhecimento das limitações pessoais (em termos intelectuais, práticos e morais)

6.11.3.3.       O desenvolvimento e o reforço dos vínculos coletivos

6.11.3.4.       O “Viver às claras”, ou seja, a abertura e as justificativas públicas dos comportamentos

6.11.3.5.       A disciplina, a regulação e a orientação altruísta da imaginação (via Filosofia Primeira e lógica positiva)

7.     Término da prédica

 

Referências

- Auguste Comte (franc.), Síntese subjetiva (Paris, Exécution Téstamentaire d’Auguste Comte, 2ª ed., 1900): https://archive.org/details/lasynthsesubjec00comtgoog.

- Augusto Comte (franc.), Sistema de filosofia positiva (Paris, Bachelier, 1838), v. 3, 45e leçon (“Considérations générales sur l’étude positive des fonctions intellectuelles et morales, ou cérébrales”).

- Augusto Comte (franc.), Sistema de política positiva (Paris. J.-B. Baillière, 4ª ed., 1880): https://archive.org/details/systmedepoliti01comt.

- Augusto Comte (port.), Apelo aos conservadores (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores.

- Augusto Comte (port.), Catecismo positivista (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 4ª ed., 1934).

- José Lonchampt (port.), Ensaio sobre a oração (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1896; catálogo da IPB, n. 165): https://archive.org/details/n.-165-jose-lonchampt-ensaio-sobre-a-oracao.

- Luís Bueno Horta Barbosa (port.): Introdução geral ao estudo da lógica, ou matemática (Rio de Janeiro, Jornal do Comércio, 1933): https://archive.org/details/augusto-comte-logica-positiva

- Luís Lagarrigue (esp.), A poesia positivista (Santiago do Chile, 1890): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-a-poesia-positivista-1890_202509.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), As últimas concepções de Augusto Comte (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-i e https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-ii.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), O ano sem par (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1900): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-o-ano-sem-par-portug._202312/page/n7/mode/2up.



[1] Embora à primeira vista essa teoria pareça apenas uma piada, na verdade, inacreditavelmente, ela é realmente afirmada – e por uma parcela substancial dos brasileiros (https://www.dw.com/pt-br/como-a-teoria-falsa-de-que-lula-morreu-amea%C3%A7a-a-democracia/a-79311276).

23 setembro 2026

A espiritualidade positiva

No dia 13 de Shakespeare de 172 (22.9.2026) realizamos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Apelo aos conservadores (em sua "Conclusão - missão peculiar aos verdadeiros conservadores").

No sermão abordamos a espiritualidade positiva.

A prédica foi transmitida nos canais Positivismo (https://youtube.com/live/H5wmmuILZsY) e Igreja Positivista Virtual (https://www.facebook.com/IgrejaPositivistaVirtual/videos/4556000391314329).

As anotações que serviram de base para a exposição oral encontram-se reproduzidas abaixo.

*   *   *


A espiritualidade positiva

(13 de Shakespeare de 172/22.9.2026) 

1.     Abertura da prédica

2.     Datas e celebrações

2.1.   Dia 12 de Shakespeare (21.9): nascimento de Luís Lagarrigue (1854 – 172 anos)

2.2.   Dia 13 de Shakespeare (22.9): início da primavera (equinócio da primavera)

3.     Apóiem a Igreja Positivista Virtual!

3.1.   Colaborem com o que puderem; com boa fé e boa vontade, toda e qualquer colaboração é necessária e bem-vinda!

3.1.1. Inscrevam-se no canal, compartilhem, divulguem nossas atividades!

3.2.   Para apoiar as atividades dos nossos canais e da Igreja Positivista Virtual: façam o Pix da Positividade! (Chave Pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)

4.     Leitura comentada do Apelo aos conservadores

5.     Exortações

5.1.   Esta talvez seja a seção mais importante das prédicas!

5.2.   Sejamos altruístas!

5.2.1. Sejamos generosos, tolerantes etc.

5.2.2. Devemos orientar toda a nossa vida pelo altruísmo: quando o altruísmo regula e orienta a vida, o resultado é que o altruísmo (a dedicação para os demais) e o egoísmo (a satisfação das necessidades pessoais) não são incompatíveis, pois só o altruísmo permite unir o bem comum à felicidade pessoal

5.3.   Façamos orações!

5.3.1. A oração positiva é a base do culto íntimo; assim, é tanto a base do aperfeiçoamento pessoal quanto da espiritualidade positiva de modo geral

5.4.   Como Igreja Positivista Virtual, ministramos os sacramentos positivos a quem tem interesse

5.4.1. Em um total de nove, os sacramentos são a celebração de momentos centrais na vida de todos nós – momentos que devem ser celebrados, afirmados, compartilhados (o nascimento/a adoção, o casamento, a aposentadoria, a transformação (a morte) etc.)

6.     Sermão: a espiritualidade positiva

6.1.   O tema do sermão desta semana é a espiritualidade positiva

6.1.1. Indiscutivelmente, esse tema é algo... diferente

6.1.1.1.          No senso comum, o tema da espiritualidade está intimamente vinculado a formas de misticismo ou, em todo caso, à teologia

6.1.1.2.          O comum do povo valoriza bastante a espiritualidade, seja como afirmação de crenças (e, a partir daí, da concepção de que somente quem “crê” merece confiança), seja como sinal de sanidade

6.1.1.3.          Já os acadêmicos são bastante ambíguos: a partir do amálgama institucional e semioficial de tradicionalismo católico com materialismo marxista, de modo geral os acadêmicos desprezam a “espiritualidade” quando ela refere-se a si próprios (misticismo, afinal de contas), embora supostamente a valorizem quando ela refere-se ao povo, aos “outros” e aos “dominados”

6.1.2. Creio que vale a pena indicar por que decidi abordar esse tema; isso foi devido a dois motivos:

6.1.2.1.          Por um lado, devido a compromissos acadêmicos, nas últimas semanas redigi anotações sistemáticas sobre o tema da moral no Positivismo; essas anotações levaram-me a considerar outras, agora sobre a espiritualidade

6.1.2.2.          Por outro lado, também nas últimas semanas li um livro sobre o Tradicionalismo, que é uma concepção particularmente retrógrada e mística de teologia, que apresenta os graves problemas adicionais de ser contra o progresso e a racionalidade e que, em virtude disso, aproxima-se ativa e passivamente do fascismo e de concepções sociopolíticas autoritárias (e teocráticas); entretanto, os adeptos do Tradicionalismo falam convictamente em “espiritualidade”, buscando satisfazer algumas necessidades humanas reais (embora, claro, por vias irreais)

6.1.3. Augusto Comte falava correntemente em “espiritualidade” e em “espiritualidade positiva” (por exemplo, no Catecismo positivista); considerando a importância da subjetividade e a defesa da concepção positiva de religião, não há porque não usarmos essa expressão e não definirmos a concepção positiva de espiritualidade

6.1.3.1.          Em si mesmo, o tema da espiritualidade positiva é muito o da religião positiva; apenas a ênfase é um pouco mais pessoal (e doméstica)

6.1.3.1.1.              Usaremos aqui a expressão “pessoal” no lugar de “individual” para deixar claro, na medida do possível, o aspecto relacional do ser humano, ou seja, seu aspecto social e histórico, evitando assim a mentalidade egoísta e “isolante” própria ao individualismo

6.2.   Adiantando bastante o tema, é importante notarmos que um aspecto central da espiritualidade positiva, que fica tanto implícito quanto explícito, é o fato de que ela implica a mudança de mentalidade e de sensibilidade

6.2.1. Essa mudança de mentalidade e de sensibilidade corresponde ao mesmo tempo à mudança de entendimento intelectual e à mudança afetiva e prática da forma geral como nos relacionamos com o mundo e as demais pessoas

6.2.2. Em termos um pouco mais específicos, essa mudança de mentalidade e de sensibilidade corresponde (1) à afirmação do relativismo em substituição ao absolutismo, (2) à afirmação do altruísmo em substituição ao egoísmo e (3) à afirmação da atividade construtiva e pacífica em substituição à atividade destruidora e/ou violenta

6.3.   É necessário termos clareza de que o senso comum atual do Ocidente, caracterizado pela anárquica combinação de monoteísmo, de politeísmo e de metafísica, tudo isso com elementos variados de misticismo, considera que a espiritualidade refere-se apenas e estritamente à relação do “espírito” (ou seja, de uma entidade etérea, distinta do corpo e oposta a ele) com o “além”

6.3.1. Essa relação é individual e alheia à existência material e à realidade social: a concepção atualmente em voga consiste, portanto, em algo profundamente egoísta, seja porque se refere apenas a cada indivíduo, seja porque se separa do mundo e da sociedade

6.3.2. Além disso, como conseqüência do aspecto estritamente individual e antissocial dessa espiritualidade teológica (e/ou mística), a espiritualidade é divorciada da moralidade: não importa se essa espiritualidade é correta ou não; aliás, em si mesma nem há esse tipo de consideração

6.4.   Não temos como afirmar a espiritualidade positiva sem nos lembrarmos de algumas concepções básicas, em particular (1) o relativismo, (2) a tríplice natureza humana, (3) o caráter social e histórico do ser humano e, por fim, (4) o aspecto ao mesmo tempo objetivo e subjetivo do ser humano

6.4.1. O relativismo consiste em que o ser humano vive sempre em relação com o ambiente, seja objetivamente, seja subjetivamente, seja com o mundo, seja com outros seres humanos: nós não existimos e não apreendemos nada que não seja por meio de relações; assim, para o ser humano não existem coisas “puras”, “em si mesmas”, supostamente independentes de qualquer outra coisa: as pretensões de que tais “coisas em si” existem e de que seria possível ao ser humano apreendê-las correspondem ao absolutismo, isto é, às concepções teológicas e metafísicas

6.4.1.1.          O relativismo pode ser entendido então como “relacionismo” e antiabsolutismo

6.4.2. A tríplice natureza humana corresponde ao fato de que o ser humano é, ao mesmo tempo, sentimentos, inteligência e atividade prática: nossos impulsos elementares são a origem e o destino de nossa existência e são satisfeitos por meio das nossas relações práticas com o mundo e com os demais seres humanos; a inteligência corresponde ao entendimento desse mundo e dessas relações, indicando como o mundo constitui-se e, daí, como é possível atuar nele; dos impulsos elementares, os egoístas (os estritamente individuais) são os mais intensos, mas são os altruístas (os que estabelecem as relações afetivas e sociais) que permitem o equilíbrio e a verdadeira satisfação humana

6.4.2.1.          Buscando a síntese no sentido específico da reunião de várias idéias em conceitos gerais, Augusto Comte reuniu na expressão “sentimentos” os instintos egoístas e os instintos altruístas; o egoísmo é composto por sete impulsos elementares, ao passo que o altruísmo é composto por três impulsos elementares

6.4.2.2.          Nesse total de dez instintos, do primeiro ao último ocorre um enfraquecimento da força e um aumento do caráter social (ou coletivo, ou não estritamente individual) dos instintos, de tal sorte que o primeiro (a nutrição) é o mais forte e o mais individual, ao passo que o último (a bondade) é o mais fraco e o menos individual

6.4.3. Uma conseqüência específica do relativismo (ou do relacionismo) e da tríplice natureza humana é o caráter histórico e social do ser humano, em que, por um lado, somente existimos em sociedade, ao vivermos em conjunto e, por outro lado, exatamente ao vivermos em conjunto nossos atributos desenvolvem-se com o passar do tempo (em particular nas direções de estímulo do altruísmo, compressão do egoísmo, aumento da compreensão da realidade e diminuição da violência)

6.4.3.1.          O desenvolvimento humano é apresentado e explicado por meio das três leis dos três estados, cada uma correspondente a um aspecto da natureza humana

6.4.3.2.          A lei afetiva é a que nos importa mais aqui; ela estabelece que a sociabilidade humana amplia-se das relações domésticas para as relações cívicas e daí para as universais, cada um desses âmbitos correspondendo a um dos instintos altruístas – respectivamente veneração, apego e bondade

6.4.3.2.1.              A bondade, em particular, é afirmada subjetivamente em relação à Humanidade, que é o Grande Ser e que atua como intermediária entre o ser humano individual e o mundo

6.4.4. A existência humana é ao mesmo tempo objetiva e subjetiva: relacionamo-nos com coisas e pessoas que existem de verdade e que exercem pressões sobre nós (assim como nós exercemos pressão sobre essas coisas e pessoas); mas, ao mesmo tempo, entendemos subjetivamente o mundo, compartilhamos valores, temos idéias, temos sentimentos e imaginamos

6.4.4.1.          Em graus variados, que mudam conforme a pessoa, o momento, o contexto histórico e social específico, os elementos objetivos e subjetivos combinam-se

6.4.5. O equilíbrio humano só é possível quando os esforços pessoais são conjugados e compatibilizados com o benefício coletivo; em outras palavras, quando se afirma o altruísmo e quando o egoísmo é comprimido e orientado em favor do altruísmo; com isso, a felicidade individual coincide com o devotamento ao bem-estar coletivo

6.4.5.1.          A dedicação ao bem-estar coletivo tem que considerar cada país e a Humanidade como um todo, mas ela começa sempre, necessariamente, com a dedicação à própria família (cônjuge, filhos, pais, agregados etc.)

6.4.6. Essa é a base da moralidade humana – em que o que estimula e aumenta o altruísmo é moral e o que aumenta o egoísmo, ou diminui o altruísmo, ou aumenta a violência e a destruição, é imoral –; da mesma forma, essa é a base necessária da espiritualidade positiva

6.5.   A partir dos elementos acima, podemos entender que a espiritualidade positiva refere-se a cada ser humano individualmente, mas ela não isola esse indivíduo do resto da sociedade, ou melhor, a espiritualidade positiva não isola os indivíduos da Humanidade: bem ao contrário, a espiritualidade positiva integra, sempre e cada vez mais, os indivíduos na Humanidade

6.5.1. Em um primeiro momento, a integração do indivíduo na Humanidade ocorre objetivamente, nas famílias e nas pátrias, sob a tutela geral da Humanidade; mas a integração de fato ocorre mesmo subjetivamente, com a satisfação das necessidades pessoais de cada um a partir da orientação altruísta dos seus esforços

6.5.2. A integração dos indivíduos na Humanidade não é um encontro místico, indefinido, em que a subjetividade individual é estimulada fora e contra a realidade objetiva e contra a vida em sociedade; bem ao contrário, a integração positiva na Humanidade reconhece a realidade, reconhece a sociedade e busca tanto a melhoria social quanto o aperfeiçoamento individual: se esses aspectos não ocorrerem, não apenas tendemos ao misticismo e ao absolutismo como nossos esforços serão desperdiçados

6.6.   Todos esses comentários serviram, como servem, para entender o que é o ser humano e como ele pode desenvolver-se; são, portanto, aspectos científicos, filosóficos e morais básicos; eles indicam os fundamentos da espiritualidade humana e sugerem alguns aspectos, mas não correspondem exatamente a essa espiritualidade

6.6.1. A passagem desses fundamentos para a constituição efetiva de uma espiritualidade positiva corresponde precisamente, na obra de Augusto Comte, à constituição da Religião da Humanidade

6.6.2. A recusa em aceitar a necessidade de satisfazer as necessidades humanas, em empregar os recursos que há muito tempo já estão à disposição do ser humano e a insistência no mito de que ainda (e sempre) seriam necessários “mais conhecimentos” para tal satisfação: a isso correspondem o academicismo e o cientificismo

6.6.3. Não por acaso, tais mitos são empregados ativamente contra o Positivismo, contra a espiritualidade positiva e, portanto, a favor da permanência da espiritualidade teológica

6.7.   Como é a espiritualidade positiva? Dito de outra maneira, como satisfazemos os indivíduos e vinculamo-los mais à Humanidade?

6.7.1. A espiritualidade positiva ocorre basicamente por meio do culto e do regime, mas também por meio do dogma

6.7.2. O culto positivo é o meio básico da nossa espiritualidade, em particular por meio da oração positiva; a oração positiva integra o culto íntimo, isto é, o culto estritamente individual

6.7.2.1.          O culto doméstico e o culto público também constituem a nossa espiritualidade

6.7.2.2.          Embora a espiritualidade teológica tenda a desprezar, de um ponto de vista intelectual, a importância do compartilhamento público de sentimentos, todas as grandes religiões na prática sempre reconhecerem que os cultos públicos estimulam profunda e intensamente a espiritualidade

6.7.2.2.1.              A música, em particular, é um dos grandes instrumentos da espiritualidade no culto público

6.7.2.3.          O estímulo orientado da imaginação, com a leitura de grandes obras-primas – e, desde o século XX, também com a assistência de grandes filmes, séries e até novelas –, desde sempre é reconhecido com integrando a espiritualidade

6.7.3. O Positivismo tem os seus nove sacramentos, que podem e devem ser entendidos como ritos de passagem; em certo sentido, são ritos de iniciação

6.7.3.1.          É claro que o aprendizado, com as relações entre mestre e discípulo, também é um rito de iniciação e integra a espiritualidade

6.7.4. Já a dedicação prática ao bem comum oferece por si só uma satisfação toda própria, além de permitir o aperfeiçoamento concreto do ser humano

6.7.4.1.          É a dedicação prática ao bem comum que evita o misticismo e que, portanto, na prática reafirma aspectos fundamentais do ser humano (em particular o relacionismo, a existência gregária e o desenvolvimento histórico)

6.7.5. Em termos intelectuais, a leitura de obras filosóficas, de tratados morais, de relatos históricos, de dramas e epopéias literárias também estimula e desenvolve a espiritualidade positiva – na verdade, esses procedimentos também sempre foram entendidos como integrantes e estimulantes da espiritualidade

6.7.5.1.          Dito isso, repetidas vezes criticamos a ciência e o cientificismo; mas a verdade é que a compreensão filosófica do desenvolvimento histórico da ciência integra, e tem que integrar, a espiritualidade positiva

6.7.5.2.          Além dos aspectos indicados antes – aspectos que foram afirmados pela observação prática dos proletários, pela síntese feminina e comprovados pelos cientistas: o relacionismo, a tríplice natureza humana etc. –, cada ciência abstrata ofereceu elementos intelectuais que alimentam a reflexão filosófica e moral, ou seja, que integram a espiritualidade positiva

6.7.5.2.1.              Primeiro exemplo: a Astronomia estabeleceu a observação sistemática e regular de fenômenos que são irresistíveis e completamente fora da capacidade de manipulação humana, forçando-nos à submissão

6.7.5.2.2.              Segundo exemplo: já o conjunto das ciências fundamentais desenvolve os procedimentos e os princípios da classificação, além de revelar um espetáculo cada vez mais nobre e mais subjetivo, bem como cada vez mais complexo e, portanto, mais modificável

6.8.   Para concluir esta exposição:

6.8.1. Os aspectos indicados aqui não esgotam a questão e, na verdade, apenas a apresentam de maneira sumária

6.8.2. Uma exposição sistemática da espiritualidade positiva consistiria, no final das contas, na exposição da própria Religião da Humanidade, ainda que a partir de uma perspectiva específica

6.8.3. Além disso, parece claro que é possível – talvez seja mesmo desejável – que se criem muitos outros elementos e instrumentos da espiritualidade positiva, seja a partir da pura criatividade dos positivistas, seja a partir da inspiração ou dos exemplos fornecidos por outras religiões e filosofias

7.     Término da prédica

 

Referências

- Auguste Comte (franc.), Síntese subjetiva (Paris, Exécution Téstamentaire d’Auguste Comte, 2ª ed., 1900): https://archive.org/details/lasynthsesubjec00comtgoog.

- Augusto Comte (franc.), Sistema de filosofia positiva (Paris, Bachelier, 1838), v. 3, 45e leçon (“Considérations générales sur l’étude positive des fonctions intellectuelles et morales, ou cérébrales”).

- Augusto Comte (franc.), Sistema de política positiva (Paris. J.-B. Baillière, 4ª ed., 1880): https://archive.org/details/systmedepoliti01comt.

- Augusto Comte (port.), Apelo aos conservadores (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores.

- Augusto Comte (port.), Catecismo positivista (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 4ª ed., 1934).

- Gustavo Biscaia de Lacerda (port.), Positivismo, Augusto Comte e epistemologia das ciências humanas e naturais (Marília, Poiesis, 2022).

- José Lonchampt (port.), Ensaio sobre a oração (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1896; catálogo da IPB, n. 165): https://archive.org/details/n.-165-jose-lonchampt-ensaio-sobre-a-oracao.

- Luís Lagarrigue (esp.), A poesia positivista (Santiago do Chile, 1890): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-a-poesia-positivista-1890_202509.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), As últimas concepções de Augusto Comte (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-i e https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-ii.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), O ano sem par (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1900): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-o-ano-sem-par-portug._202312/page/n7/mode/2up.