29 outubro 2023

Augusto Comte: a arte idealiza (e enaltece) o que a ciência explica

Augusto Comte: trecho de “Aptidão estética do Positivismo”

O trecho abaixo corresponde à tradução, a partir do original em francês, das páginas 279 a 284 da quinta parte do Discurso preliminar sobre o conjunto do Positivismo, intitulada “Aptidão estética do Positivismo”. Esse trecho está faltando na edição digitalizada e publicada no portal Internet Archive (https://archive.org/details/augusto-comte-aptidao-estetica-do-positivismo) em setembro de 2023. Por sua vez, essa edição é a tradução brasileira do referido capítulo do Discurso, feita em 1949 por F. A. Machado da Silva; as páginas faltantes nessa edição brasileira vão da 9 à 12. Tradução de Gustavo Biscaia de Lacerda.

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Tal é a filiação histórica que ao mesmo tempo explica e refuta as utopias anárquicas de nosso século sobre uma espécie de pedantocracia estética. Esses sonhos de um orgulho sem freio não podem tornar-se especiosos senão entre espíritos metafísicos, sempre inclinados à consagração absoluta dos casos excepcionais. Se os filósofos devem ser excluídos do comando, os poetas são-lhe ainda menos próprios. Sua versatilidade mental e moral, que os dispõem a melhor refletir o meio correspondente, interdita-lhes mais toda autoridade diretiva. Apenas uma severa educação sistemática pode conter o suficiente seus vícios naturais, que devem então ser bastante desenvolvidos em um tempo estrangeiro a toda convicção profunda. Membros assessórios do poder intelectual, os poetas não podem seguir sua vocação normal senão ao renunciarem à supremacia temporal ainda mais completamente que os membros principais. Os filósofos não são impróprios senão para a ação, mas as consultas convêm-lhes; ao passo que os poetas não devem, em geral, pretender mais um que a outra. Idealizar e estimular, tal é seu duplo ofício natural, que não se realiza dignamente senão conforme uma concentração exclusiva. Essa função é assaz nobre e assaz estendida para absorver todos os que se encontram verdadeiramente destinados a ela. Da mesma forma, esses desvios de conduta da ambição estética não surgiram plenamente senão depois do advento passageiro de uma situação incompatível com a arte verdadeira, falta de costumes pronunciados e de convicções reais. Todos esses poetas falhos ou equivocados dariam um outro curso à sua vida pública se a verdadeira poesia estivesse já tornada possível, por meio da preponderância de uma doutrina universal e de uma direção social. Até um tal resultado, as naturezas estéticas continuarão a estender-se ou a corromper-se em uma miserável agitação política, mais favorável às mediocridades especiosas que às superioridades reais.

O estado normal da natureza humana subordina tanto a imaginação à razão quanto esta ao sentimento. Toda inversão prolongada dessa ordem fundamental é igualmente funesta para o coração e para o espírito. O pretendido reino da imaginação tornar-se-ia ainda mais corruptor que o da razão, se ele não fosse ainda menos compatível com as condições reais da humanidade. Mas, ainda que quimérica, apenas sua busca pode atrapalhar bastante a existência privada, ao substituir por uma exaltação falsa, e com grande freqüência mentirosa, as emoções espontâneas e profundas. Com mais forte razão, essa viciosa preponderância da imaginação deve alterar a vida pública, quando nenhuma barreira social contém mais as ambições estéticas. A arte tende então a perder sua verdadeira destinação de encantar e melhorar a humanidade. Tornada o objetivo da existência, ela degradar-se-ia logo, ao desmoralizar ao mesmo tempo seus órgãos e seu público. Ela reduzir-se-ia cada vez mais aos seus ornatos sensuais, ou mesmo às dificuldades técnicas, sem nenhuma tendência moral. As inclinações estéticas, que, dignamente subordinadas, tanto aperfeiçoaram os costumes modernos, podem tornar-se profundamente corruptoras por seu ilegítimo ascendente. Sabe-se a que prática atroz a Itália foi conduzida, durante muitos séculos, com o objetivo único de embelezar as vozes masculinas. Assim degenerada, a arte, tão própria a desenvolver os instintos simpáticos, pode diretamente suscitar o mais abjeto egoísmo, provocando uma inteira indiferença social, entre aqueles que assumiram como sua principal felicidade o gostar de sons ou de formas. Tal é o íntimo perigo, ainda mais moral que mental, inerente à preponderância privada, e sobretudo pública, das inclinações estéticas, mesmo quando elas são reais. Mas também é necessário reconhecer que essa violação da ordem fundamental conduz logo ao inevitável triunfo das mediocridades, entre aqueles que um longo exercício desenvolve facilmente a habilidade de execução.

É assim que gradualmente caímos sob a vergonhosa dominação, não menos funesta à arte que à filosofia e à moral, das influências evidentemente votadas à subordinação social. Uma deplorável aptidão para exprimir o que não se sente nem se crê fornece hoje um ascendente efêmero a talentos tão incapazes de toda criação estética quanto de toda concepção científica. Essa anomalia política, principal característica de nossa situação revolucionária, deve tornar-se moralmente desastrosa quando esses triunfos imerecidos não ecoem mais, seguindo uma rara exceção, nas almas elevadas para conter-lhes com freqüência o vicioso impulso. Conforme sua maior generalidade, que lhes permite uma ambição mais alta, os poetas são mais expostos a esses perigos que os artistas propriamente ditos. Mas a cultura das artes especiais reproduz esse mal sob uma outra forma, ainda mais degradante, pela avidez pecuniária que macula hoje tantos talentos. É sobretudo aí que a ausência de toda regra deixa ingenuamente surgir uma vaidade pueril que doravante aplica o mesmo título habitual aos verdadeiros criadores estéticos e aos simples órgãos das produções alheias.

Tais são os resultados necessários do gradual desvio de conduta das ambições poéticas durante a longa transição moderna. Eu deveria caracterizar aqui sem hesitação as aberrações que impedem hoje toda sã apreciação da natureza e da destinação da arte. Mas esse severo preâmbulo não poderia chocar as almas verdadeiramente estéticas, já pessoalmente dispostas a sentir o quanto o regime atual contraria toda vocação real. Malgrado declamações interessadas, o verdadeiro desenvolvimento da arte exige pelo menos tanto a compressão das mediocridades quanto o encorajamento das superioridades. O verdadeiro gosto não existe nunca sem o desgosto. É exatamente por que a arte deve sobretudo desenvolver em nós o instinto familiar da perfeição, seus sinceros apreciadores ficam vivamente chocados com toda fraca produção. O feliz privilégio das obras-primas de suscitar uma admiração que os séculos não amenizam preserva-nos da pretensa necessidade de entreter o gosto com novidades que se alteram. Se eu ouso invocar aqui minhas próprias impressões, eu posso declarar que, após 13 anos, pela razão tanto quanto por inclinação, eu reduzi minhas leituras habituais aos grandes poetas ocidentais, sem provar a menor curiosidade a respeito dos produtos cotidianos de uma deplorável fecundidade.

Após essa retificação preliminar, é necessário caracterizar diretamente a aptidão estética do Positivismo, indicando inicialmente como ele constrói naturalmente a verdadeira teoria geral da arte, limitada até aqui a felizes vistas parciais. Tal sistematização estética resulta ao mesmo tempo do princípio subjetivo, do dogma objetivo e do fim ativo, atribuídos à nova filosofia nas duas primeiras partes deste discurso.

A arte consiste sempre em uma representação ideal do que é, destinada a cultivar nosso instinto da perfeição. Seu domínio então é tão estendido quanto o da ciência. Cada uma delas abarca, à sua maneira, o conjunto das realidades, que uma aprecia e a outra embeleza. Suas contemplações respectivas seguem o mesmo curso natural, conforme a minha lei enciclopédica, elevando-se das especulações mais simples e mais exteriores às mais complicadas e mais humanas. Assim, essa escala fundamental do verdadeiro, que nós reconhecemos, na segunda parte, constituir também a do bom, coincide ainda com a do belo, de maneira a estabelecer a mais íntima harmonia entre as três grandes criações da humanidade, a filosofia, a política e a poesia. Com efeito, é o espetáculo inorgânico, sobretudo celeste, que nos manifesta os primeiros caracteres da beleza, da ordem e da grandeza, ali melhor cognoscíveis que em relação aos fenômenos mais complexos e menos regulares. Os graus superiores do belo não poderiam ser verdadeiramente apreciados pelas almas insensíveis a esse grau inicial. Mas, se a filosofia não considera o estudo inorgânico senão como um indispensável preâmbulo para elevar-se à sua destinação humana, a poesia deve ainda mais proceder assim. Sua tendência é mesmo mais pronunciada, a esse respeito, que a da política, que, limitada inicialmente ao aperfeiçoamento material, limita-se por muito tempo ao aperfeiçoamento físico, e em seguida intelectual, antes de subir diretamente ao seu objetivo principal, o aperfeiçoamento moral. A poesia percorre mais rapidamente os três graus preliminares, e eleva-se com menos ainda de esforço à contemplação das belezas morais. Assim, o sentimento constitui naturalmente seu domínio essencial. Ela encontra aí seus meios tanto quanto seu fim. Entre todos os fenômenos humanos, as afeições são as mais modificáveis, e dessa forma os mais idealizáveis, como os mais perfectíveis, em virtude de sua complicação superior, que determina uma imperfeição maior, conforme a lei positivista. Ora, a expressão, mesmo imperfeitíssima, deve reagir bastante sobre as funções que, por sua natureza, tendem a espalhar-se para fora. Se sua eficácia é reconhecida a respeito dos pensamentos, não poderia ela desenvolver mais os sentimentos, mais dispostos à manifestação? Toda cultura estética, mesmo limitada à pura imitação, pode tornar-se então um útil exercício  moral, quando ela estimula dignamente nossas simpatias e nossas antipatias. Mas essa aptidão deve ser bastante mais completa se a representação, em vez de uma estrita fidelidade, encontra-se convenientemente idealizada. [...]

(Augusto Comte, Discurso preliminar sobre o conjunto do Positivismo, 5ª ed., Paris, L. Mathias, 1929, p. 279-284).

26 outubro 2023

Augusto Comte: sobre o progresso; proletários no poder

Três citações de Augusto Comte que valem a difusão direta e a reflexão: a primeira trata dos tipos de progresso e da subjetividade dessa noção; as outras duas citações tratam das qualidades morais e intelectuais próprias ao proletariado e que justificam que a chefia dos governos esteja em suas mãos. 

(As duas últimas citações foram traduzidas do francês por mim.)

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Sobre tipos de progresso e sobre a subjetividade da noção de progresso

“Distinguem-se, assim, duas espécies de progresso, um exterior, outro humano. Embora ambos se refiram finalmente a nós mesmos, só o último diz respeito à nossa própria natureza, e o primeiro limita-se à nossa situação, que ele melhora reagindo sobre todas as existências capazes de afetar a nossa. É por isso que esse progresso exterior é habitualmente qualificado de material, se bem que se estenda à ordem vital propriamente dita [ou seja, aos seres vivos], mas apenas em relação às espécies que nos servem de provisões ou de instrumentos. O ponto de vista do progresso sendo necessariamente mais subjetivo que o da ordem, a uniformidade da linguagem nem sempre corresponde, nele, à identidade de noções” (Augusto Comte, Catecismo positivista, São Paulo, editora Nova Cultural, 1996, p. 252; sem itálico no original).

Proletários como chefes políticos superiores devido às suas qualidades morais e intelectuais

“Rejeitando todo prestígio pedantocrático ou aristocrático, um exame racional mostra facilmente [...] que, entre o povo, a generalidade dos pensamentos e a generosidade dos sentimentos são mais fáceis e mais diretos que em qualquer outra parte. Uma falta ordinária de noções e de hábitos administrativos tornaria nossos proletários pouco próprios aos diversos ofícios especiais do governo prático. Mas disso não resulta nenhuma exclusão quanto à autoridade suprema, nem a respeito de todas as altas funções temporais que exigem uma verdadeira generalidade sem supor nenhuma especialidade” (Augusto Comte, Discurso preliminar sobre o conjunto do Positivismo, 5ª ed., Paris, L. Mathias, 1929, p. 200; sem itálico no original).

 “A razão pública repudiará doravante, como sendo ao mesmo tempo perturbador e atrasado, todo doutor que pretenda comandar e todo governante que deseje ensinar” (Augusto Comte, Discurso preliminar sobre o conjunto do Positivismo, 5ª ed., Paris, L. Mathias, 1929, p. 202).

24 outubro 2023

Sobre o militarismo

No dia 17 de Descartes de 169 (24.10.2023) fizemos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Catecismo Positivista. Nesse sentido, iniciamos a nona conferência, dedicada ao conjunto do regime positivo.

No sermão abordamos o tema do militarismo, examinado à luz da Religião da Humanidade.

A prédica foi transmitida nos canais Positivismo (aqui: https://acesse.dev/8GzSn) e Igreja Positivista Virtual (aqui: https://acesse.one/tD6iK). O sermão começou em 43' 45".

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Sobre o militarismo 

-        Um dos temas a respeito dos quais há enorme confusão é o militarismo

o   Essa confusão é resultado tanto de boa fé quanto de má-fé – o que, lamentavelmente, inclui mesmo pessoas que se dizem próximas ao Positivismo

o   Na verdade, bem vistas as coisas, exatamente devido às confusões que envolvem o Positivismo e os militares, o tema do militarismo é um ótimo parâmetro para avaliação do conhecimento, do entendimento e da adesão que se tem do Positivismo, da mesma forma que do viés dos comentários (boa ou má fé)

o   A confusão consiste em atribuir ao Positivismo a alcunha de militaristas e de militarismo – isso quando o Positivismo é radicalmente pacifista!

§  As pessoas de boa fé partem dos preconceitos correntes para atribuir ao Positivismo tal associação

§  As de má-fé repetem esse preconceito para degradar o Positivismo

§  Por fim, há indivíduos que, rondando o Positivismo, mesmo a despeito de terem noções da doutrina positivista, rejeitam o pacifismo e buscam justificar o militarismo por meio dos mais variados expedientes retóricos e sofísticos

-        Quais são as concepções de Augusto Comte a respeito do militarismo? A resposta a essa questão passa pelo que nosso mestre dizia a respeito da guerra e, de modo mais amplo, da violência

-        Consideremos, antes de mais nada, que há três leis dos três estados; a mais famosa é a lei intelectual, mas o que nos importa aqui é a lei prática

o   Essa lei estabelece que a atividade é primeiro militar conquistadora, depois militar defensiva e enfim pacífico-industrial

o   Evidentemente, ela estabelece um papel positivo para a guerra – mas não para qualquer guerra nem em qualquer momento

o   As guerras fetíchicas, dos povos nômades ou seminômades, em que a destruição dos inimigos é prática habitual, estão excluídas dessa regra

§  Elas têm uma “função social”, mas, como destroem os inimigos, Augusto Comte considera que elas não têm um papel construtivo

o   Em termos de grupos sociais, é importante notar que as teocracias iniciais eram mantidas estáveis pela preponderância dos sacerdotes sobre os guerreiros

§  Daí o recurso a guerras distantes, em que os sacerdotes afastavam os guerreiros

§  As teocracias iniciais, devido à estabilidade assim obtida, eram politeísmos conservadores

§  Quando os sacerdotes perdem afinal a preponderância sobre os guerreiros, as antigas teocracias tornam-se sociedades militaristas, na forma de politeísmos progressivos

o   As guerras incessantes entre grupos, incapazes de conduzir a coletividades maiores e estáveis, não são valorizadas por Augusto Comte

§  O maior exemplo disso são as lutas intestinas gregas (como a Guerra do Peloponeso)

§  Esparta poderia ter desempenhado o papel de núcleo de uma sociedade ampla; mas suas elites eram muito mesquinhas e voltadas para seus próprios problemas

o   As guerras de conquista que importam são aquelas que constituem coletividades amplas e duráveis

§  Internamente, constituem-se grandes áreas pacíficas, em que a indústria pode prosperar

§  O maior exemplo disso foi o império romano

·         Roma, além de ter tido a glória de ser o grande exemplo de sociedade militar conquistadora, apresentou inúmeras outras qualidades:

o   A subordinação da inteligência à atividade prática

o   A valorização das virtudes públicas e, a partir disso, regulação da vida privada

o   A grande emancipação mental das suas elites

o   O entendimento de que a guerra deve visar à paz

o   O desenvolvimento da indústria

§  Além do desenvolvimento da atividade pacífica, a grande comunidade criada por Roma permitiu que a cultura grega fosse disseminada e criou as condições para a renovação moral própria a São Paulo e ao catolicismo

·         Nesse sentido, a seqüência definida por Augusto Comte entre Grécia, Roma e Idade Média é uma seqüência necessária, no sentido de que somente ela poderia ter os frutos que apresentou

-        As guerras de conquista, ao criarem amplas comunidades estáveis e perduráveis, cedem lugar às guerras de defesa, em que o que importa não é a expansão territorial, mas a defesa e a preservação dos limites obtidos

o   No Ocidente, essa fase correspondeu caracteristicamente à Idade Média

o   As guerras de defesa são ilustradas pelas Cruzadas

o   A ação do sacerdócio e do papado como intermediários entre os governos temporais ilustra a passagem paulatina dos hábitos guerreiros para os hábitos pacíficos

o   Nessa fase ocorre a emancipação (também paulatina) dos antigos escravos para a condição de trabalhadores livres

-        A partir disso, paulatinamente as preocupações guerreiras são substituídas pelas preocupações industriais

o   Afirma-se cada vez mais o valor e a importância da vida humana

§  Matar e/ou morrer torna-se cada vez mais um ato ignóbil

o   A busca militarista da honra e da glória são substituídas pelas preocupações civis com o conforto e o bem-estar

o   Os meios violentos de solução de conflitos são paulatinamente substituídos pelos meios pacíficos de solução de conflitos

§  Mais do que isso: cada vez mais, os meios violentos são vistos como errados e aberrantes (chegando ao ponto de serem vistos como “foras da lei”)

·         Em outras palavras, há a mudança de perspectiva, em que a guerra deixa de ser algo triste mas habitual para tornar-se algo terrível, degradante e anormal

§  O repúdio à violência implica, necessariamente e de maneira correlata, a importância crescente do poder Espiritual em relação ao poder Temporal

o   O trabalho passa a ser valorizado e, daí, também os trabalhadores

§  Entretanto, apesar de os benefícios trazidos pela sociedade industrial serem muito maiores e mais permanentes que os das sociedades guerreiras, o fato é que a regularização da sociedade pacífica é mais complicada que as das sociedades militares

·         Literalmente ela é mais complicada e indireta

·         Além disso, as qualidades industriais não são tão evidentes quanto as qualidades militares

·         Adicionalmente, há o sério problema de que (pelo menos inicialmente) a sociedade industrial estimula o egoísmo e as vistas particulares

-        A lei prática dos três estados tem que ser complementada pelas outras duas leis:

o   A lei intelectual dos três estados indica a substituição progressiva das concepções absolutas e indiscutíveis pelas concepções relativas e discutíveis

o   A lei afetiva dos três estados indica que as sociabilidades mais restritas, baseadas nas famílias e nas pátrias, são substituídas por uma sociabilidade mais ampla, que considera de fato a Humanidade

-        Assim, no fundo a lei prática dos três estados estabelece o seguinte:

o   A guerra faz parte da história humana

o   Inversamente, no grande desenvolvimento da Humanidade, é necessário passar pela guerra para chegar-se à concepção da paz

§  Isso significa que a guerra fez sentido e foi justificável no passado, mas não o é mais no presente

o   A transformação da atividade de guerras para a paz ocorre ao longo do tempo, com a acumulação de reflexões, de práticas, de mudanças sociais correlatas

o   A afirmação da sociedade pacífica exige, necessariamente, o repúdio crescente da guerra e dos meios violentos de solução de conflitos

o   Deveria ser evidente, mas para muitas pessoas não é: esse processo é ao mesmo tempo objetivo e subjetivo

§  Isso quer dizer que se trata tanto de condições sociais quanto de condições intelectuais/morais

o   Como a guerra tornou-se cada vez mais imoral, o recurso a elas torna-se cada vez mais inaceitável

§  Conseqüentemente, os militares tornam-se cada vez mais inúteis e onerosos

·         Os países com grandes gastos militares e grandes exércitos não por acaso são vistos como agressores em potencial

·         Nos países distantes dos grandes cenários de conflitos, os exércitos com freqüência são focos de desestabilização política, como na América Latina, na África e na Ásia

§  É importante ter muita clareza: a função de qualquer exército e de qualquer militar é matar e destruir

·         Assim, eventuais utilidades secundárias dos militares (disciplina, senso de dever, honra) são justificativas banais que fazem questão de enganar, romantizar e distrair do que realmente importa

·         Para tentarem justificar os seus gastos e, assim, legitimarem-se, os militares cada vez mais assumem funções pacíficas, que fogem de suas missões precípuas: desenvolvimento econômico, técnico e científico; missões de paz; auxílio humanitário; trabalhos civis; logísticas diversas (eleições, correios etc.)

-        Vale a pena considerarmos as teorias habituais sobre a guerra: elas atribuem os conflitos armados à natureza humana, e/ou à ausência de poder superior e/ou à vontade humana de realizar conflitos

o   No caso de considerar-se a natureza humana como a fonte dos conflitos, essa natureza humana apresenta as seguintes características

§  É totalmente estática (ou seja, ela não se aperfeiçoa ao longo do tempo)

§  É apenas egoística

§  É agressiva

o   No caso da ausência de poder superior, a concepção é que não há uma instância capaz de regular as relações entre as unidades políticas e, caso necessário, impor a ordem

o   No que se refere à vontade de realizar conflitos, a concepção subjacente é que os atores relevantes consideram que as guerras são formas aceitáveis de relacionamento e de solução das diferenças entre os países

o   O Positivismo concorda com elementos de cada uma dessas concepções, embora discorde de alguns de seus aspectos:

§  A natureza humana não é só egoística nem agressiva, nem se mantém estática ao longo do tempo; ela é altruísta e passível de paz, mas isso exige um longo desenvolvimento prévio

§  A ausência de um poder superior a todas as nações não resolveria o problema, na medida em que, considerando a extensão territorial dessa unidade política e as gigantescas variações morais, intelectuais e práticas entre os países, a única forma de manter alguma paz seria por meio da tirania global

·         Órgãos de coordenação entre os países são importantes – daí o papel da diplomacia

·         Mas o que importa mesmo é a coordenação moral e intelectual entre os países, em particular no sentido do pacifismo e da rejeição do militarismo/belicismo

·         Pátrias pequenas facilitam a paz; inversamente, pátrias grandes estimulam (ou facilitam) a guerra

§  Considerando que a paz exige um longo período para seu desenvolvimento histórico, pelo menos desde o século XIX ela é um objetivo a ser perseguido e obtido com seriedade, em particular após 1945

-        A partir dos elementos acima, a rejeição geral da violência nas relações sociais é afirmada no Positivismo

o   Isso tem dois aspectos, um interno e outro externo

§  Internamente aos países, as relações sociais têm que ser estruturadas pelo convencimento mútuo e pela fraternidade universal

§  Externamente, as relações entre os países têm que se pautar pela paz e pela negociação (incluindo a arbitragem)

o   Em virtude disso, Augusto Comte afirmava a necessidade imperiosa de dissolução de todos os exércitos, com sua substituição por forças policiais

§  Convém lembrarmos que as polícias têm como função básica a manutenção da ordem, não a destruição e a morte

§  Além disso, Augusto Comte recomendava aos positivistas militares que mudassem de profissão ou que buscassem orientar suas atividades na caserna para objetivos construtivos

-        Sobre o militarismo e o Positivismo no Brasil:

o   A República foi proclamada em 1889 tendo à frente o positivista Tenente-Coronel Benjamin Constant

§  O fato de ter sido militar facilitou sua atuação em 15 de novembro, mas foi o seu positivismo que permitiu que Benjamin Constant imprimisse uma orientação civilista à sua prática docente e ao governo provisório

o   A orientação civilista e pacifista dos positivistas foi seguida com seriedade; o maior e melhor exemplo disso é o de Rondon, que tinha por mote “morrer se for preciso, matar nunca” e que, por suas atividades sertanistas e indigenistas, foi denominado “o Marechal da Paz” (e indicado ao Prêmio Nobel da Paz)

o   A orientação civilista e pacifista dos positivistas tornou-os alvos básicos e preferenciais dos militares militaristas, muitos dos quais depois aderiram ao fascismo e de que o grande representante foi o General Góes Monteiro

§  Assim, a associação usualmente feita entre Positivismo e militarismo é apenas uma coincidência histórica – e, mais do que isso, uma coincidência profundamente enganadora

o   Afastando-se do tema estrito das relações entre militares e Positivismo, vale lembrar que a República – não por acaso sob influência do Positivismo –, ao ser proclamada, adotou uma orientação pacifista, civilista e diplomática em suas relações internacionais, afastando-se radicalmente da orientação violenta, agressiva, imperialista e militarista do Império

§  A concepção de que o Império – tanto sob dom Pedro I quanto, em particular, dom Pedro II – foi uma época de bonança pacífica é uma completa e total mistificação, realizada pelos saudosos da monarquia, da escravidão e da sociedade de castas

§  Afastando-se do imperialismo imperial no Prata, a República adotou sistematicamente a prática da mediação e da arbitragem para solucionar seus problemas de fronteiras

·         Assim é que o Barão do Rio Branco deixou seus hábitos boêmios mantidos durante o Império e tornou-se, sob a República (e devido à República) um servidor público exemplar

-        Para concluir: o Positivismo é, sim, pacifista

o   Evidentemente, a nossa orientação geral é pacifista, mas, infelizmente, alguns conflitos acabam sendo necessários

o   Mas, de qualquer maneira, o que se evidencia – mais uma vez: o que se evidencia cada vez mais, desde pelo menos o século XIX e com força crescente após 1945 e após 1991 – é que as guerras atuais são iniciadas pela vontade de alguns líderes e/ou de algumas elites em fazer as guerras, devido à burrice e/ou à adesão a hábitos mentais violentos (falta de fraternidade universal, valores absolutos, paranóia etc.)


19 outubro 2023

Construtora Biapó: restauro da Igreja Positivista do Brasil

Em 17 de janeiro de 2020 a Construtora Biapó lançou um vídeo de divulgação do restauro da Igreja Positivista do Brasil, no Rio de Janeiro, especialmente de seu teto.

O vídeo é curto (pouco mais de quatro minutos) e apresenta diversos pequenos erros históricos e teóricos; apesar disso, ele constitui-se em um importante registro do restauro do teto da Igreja Positivista, feito pela empresa responsável pela obra.

Assim, como um reconhecimento por esse serviço, tanto indicamos aqui a publicação do vídeo quanto indicamos sua republicação no canal Positivismo (aqui: https://encr.pw/kaHeJ).

Sobre os calendários positivistas

No dia 10 de Descartes de 169 (17.10.2023) realizamos nossa prédica positiva, em que demos continuidade à leitura comentada do Catecismo positivista - concluindo a "Oitava conferência", dedicada à filosofia das ciências superiores, especialmente a Moral.

No sermão abordamos os calendários positivistas, em que expusemos alguns dos seus aspectos gerais.

Antes das atividades regulares da prédica, manifestamos nosso profundo lamento pelo início da guerra entre o grupo Hamas e Israel, deflagrada no dia 7 de outubro de 2023 - guerra violentíssima, que acirra ódios antigos e que serve apenas para minar os esforços de pacificação geral do Oriente Médio.

A prédica foi transmitida no canal Igreja Positivista Virtual (aqui: https://l1nk.dev/CqhFo). O sermão começou em 1h 12' 20".

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Sobre os calendários positivistas 

-        Do Positivismo, isto é, da doutrina criada por Augusto Comte, da Religião da Humanidade, de modo geral as pessoas conhecem pouca coisa[1]

o   Mesmo esse pouco consiste em elementos aparentemente anedóticos

o   O calendário positivista é uma dessas coisas: as anotações abaixo apresentam algumas explicações breves sobre ele – ou melhor, sobre eles, pois há dois calendários positivistas e dois sistemas de contagem de anos

-        Antes de mais nada, é importante termos clareza de que os calendários têm dois objetivos complementares: (1) marcar a passagem do tempo (2) de acordo com as necessidades e conveniências do culto

-        Os calendários que Augusto Comte elaborou são solares (e não lunares), correspondentes aos dois movimentos da Terra: a volta ao redor de si mesma (rotação) e a volta ao redor do Sol (translação), resultando em um ano de 365 dias (Sistema de política positiva, v. IV, p. 131-137).

o   Os calendários são compostos por 13 meses, cada um com quatro semanas de sete dias; um dia complementar é dedicado à Festa Universal dos Mortos; nos anos bissextos mais um dia complementar é dedicado à Festa das Mulheres Santas

§  A quantidade de 13 meses, além de ser deduzida das semanas de sete dias e dos meses de quatro semanas, é a quantidade mínima capaz de representar os diversos aspectos morais, intelectuais, sociológicos e históricos celebrados no culto público

o   As semanas dos calendários positivistas começam sempre na segunda-feira (lunedia, como dizia Miguel Lemos) e terminam sempre aos domingos; o dia complementar e o dia bissexto são “neutros”

§  Assim, por exemplo, a Festa da Humanidade, no dia 1º de Moisés, ocorre sempre em uma segunda-feira

§  Evidentemente, essa fixidez não é compartilhada pelo calendário júlio-gregoriano, o que muitas vezes gera confusão entre os dias das semanas entre os calendários positivistas (que são fixos e eternos) e o júlio-gregoriano (que varia enormemente quase em tudo)

·         A crítica feita acima ao calendário júlio-gregoriano não tem por objetivo desprezar ou desrespeitar os importantíssimos esforços de Júlio César e do papa Gregório XIII com as reformas que estabeleceram o calendário que leva seus nomes; o que procuramos notar é que, por um lado, apesar desses esforços, ainda assim esse calendário apresenta muitos problemas e que, por outro lado, é possível e é necessário elaborar-se outro padrão de calendário, mais simples, mais regular e mais eficiente (e que, aliás, permita a celebração dos esforços anteriores)

o   Aliás, é importante notar que Augusto Comte preocupou-se em manter a concordância do início do ano com o conjunto do Ocidente; em outras palavras, o dia 1º de Moisés (ou 1º da Humanidade) ocorre sempre no dia 1º de janeiro

-        Como observamos antes, Augusto Comte criou dois calendários, o abstrato e o concreto; ambos são históricos e sociológicos

-        O calendário abstrato visa diretamente ao culto público

o   O calendário abstrato é plenamente universal e organiza-se em termos de funções sociológicas estáticas e dinâmicas (Sistema de política positiva, v. IV, p. 137-154)

§  laços fundamentais: seis meses (Humanidade, casamento, paternidade, filiação, fraternidade, domesticidade)

§  estados preparatórios: três meses (fetichismo, politeísmo, monoteísmo)

§  funções normais: quatro meses (mulher, sacerdócio, patriciado, proletariado)

o   Além dos aspectos históricos, sociológicos e morais indicados acima, o calendário abstrato apresenta um total de 81 festas ao longo dos meses

-        O calendário concreto – o mais conhecido, popularmente chamado de “calendário histórico” – visa ao culto e à marcação do tempo, mas também tem funções didáticas (Sistema de política positiva, v. IV, p. 137-154, 398-399)

o   É fundamental dizê-lo com clareza, antes de mais nada: o calendário concreto não é meramente uma coleção ou uma enciclopédia de nomes de pessoas famosas, nem, portanto, esses nomes teriam sido selecionados conforme as idiossincrasias de nosso mestre

o   O seu aspecto didático consiste em apresentar ao grande público os principais agentes da evolução humana, de modo a afirmar e desenvolver a noção de continuidade histórica própria ao ser humano

§  Evidentemente, a noção de continuidade histórica vai contra a revolta contra a história e a sociedade, tão própria à nossa época metafísica e revolucionária

§  Ao desenvolver o sentimento de continuidade histórica e ao esclarecer o público (primeiro ocidental, depois mundial) sobre os principais agentes da evolução humana, é claro que o calendário histórico combate o espírito crítico e revolucionário de nossa época e auxilia a caminhada rumo ao estado normal

o   O calendário concreto foi elaborado basicamente para referir-se à evolução histórica do Ocidente (até a eclosão da Revolução Francesa, em 14 de julho de 1789), devendo ampliar-se para toda a Humanidade no futuro

§  Essa “ampliação” significa que novos nomes serão incluídos, não apenas do tempo que se passou desde meados do século XIX, mas também de outras civilizações

§  Novamente: os nomes do calendário não são um catálogo geral de nomes, mas indivíduos que atuaram de maneira positiva (construtiva, relativa, fraterna, altruísta, não-crítica, não-absoluta, não-beligerante, não-egoística) para o desenvolvimento da Humanidade, em algum aspecto

o   Grosso modo, ele representa a teocracia inicial e mais as três grandes fases da evolução ocidental:

§  síntese absoluta inicial na teocracia: um mês (Moisés)

§  a Antigüidade (inteligência com Grécia; atividade prática com Roma): quatro meses (Homero, Aristóteles, Arquimedes, César)

§  a Idade Média (afetividade): dois meses (São Paulo, Carlos Magno)

§  a Modernidade (crise própria à transição da teologia, da guerra e do absoluto para a positividade, o pacifismo e o relativismo): seis meses (Dante, Gutenberg, Shakespeare, Descartes, Frederico II, Bichat)

§  O fetichismo não é representado aí porque não há possibilidade de indicação histórica de nenhum nome fetichista (do passado remoto, bem entendido)

-        Nos dois calendários, há o dia suplementar, que é a Festa Universal dos Mortos, e o dia bissexto, a Festa Geral das Mulheres Santas

o   Esses dias são “neutros”, no sentido de que não correspondem a dias da semana nem integram nenhum mês

o   Com a “neutralidade” desses dois dias, os calendários positivistas tornam-se eternos e regulares: todo ano, todo mês e toda semana sempre começarão em uma segunda-feira (ou lunedia), toda semana e todo mês sempre acabarão em um domingo

-        Augusto Comte definiu duas contagens de tempo: uma correspondente à transição revolucionária e outra correspondente à era normal (Sistema de política positiva, v. IV, p. 399-400)

o   A transição revolucionária começa com a eclosão da Revolução Francesa, em 1789; essa contagem indica o quanto de tempo já se passou desde que teve início a transição final em direção ao Positivismo

§  Assim, é uma contagem de tempo relativo a uma fase transitória e crítica

o   A contagem de tempo da era normal evita a origem revolucionária da outra contagem, mas respeita a ligação do passado com o futuro

§  Assim, ela inicia-se em 1855, ou seja, logo após a conclusão da redação do Sistema de política positiva (em 1854)

-        O ano de 2023 na contagem júlio-gregoriana corresponde a:

o   A 235 da transição revolucionária

o   A 169 da era normal

§  A era normal corresponde ao período em que o Positivismo já está plenamente constituído como religião, ou seja, como regulação individual e coletiva das forças humanas

§  É por isso que a era normal começa em 1855

o   No v. IV da Política (p. 375), Augusto Comte observa: “Os padres da Humanidade devem então se ver como já situados no futuro que eles anunciam e preparam, ao desenvolverem, em relação aos povos e a seus chefes quaisquer, costumes tão distantes da sedição quanto do servilismo”

§  É pelo motivo indicado pela primeira frase acima, destacada em itálico, que eu dato os eventos do corrente ano, em termos positivistas, como sendo 169 (era normal) e não 235 (transição revolucionária)

 

Calendário histórico: quadro sociolátrico resumido em 81 festas anuais

 

MESES

FESTAS

CALEND. Júlio-Gregoriano

LAÇOS FUNDAMENTAIS

1º mês: a Humanidade

1º dia do ano: Festa sintética do Grande Ser

1.jan

Festas hebdomadárias da União Social

Religiosa

7.jan

Histórica

14.jan

Nacional

21.jan

Comunal

28.jan

2º mês: o Casamento

Completo

4.fev

Casto

11.fev

Desigual

18.fev

Subjetivo

25.fev

3º mês: a Paternidade

Completa

Natural

4.mar

Artificial

11.mar

Incompleta

Espiritual

18.mar

Temporal

25.mar

4º mês: a Filiação

Completa

Natural

1.abr

Artificial

8.abr

Incompleta

Espiritual

15.abr

Temporal

22.abr

5º mês: a Fraternidade

Completa

Natural

29.abr

Artificial

6.maio

Incompleta

Espiritual

13.maio

Temporal

20.maio

6º mês: a Domesticidade

Permanente

Completa

27.maio

Incompleta

3.jun

Passageira

Completa

10.jun

Incompleta

17.jun

ESTADOS PREPARATÓRIOS

7º mês: o Fetichismo

Espontâneo

Nômade (Festa dos Animais)

24.jun

Sedentário (Festa do Fogo)

1.jul

Sistemático

Sacerdotal (Festa do Sol)

8.jul

Militar (Festa do Ferro)

15.jul

8º mês: o Politeísmo

Conservador

(Festa das Castas)

22.jul

Intelectual (Salamina)

Estético (Homero, Ésquilo, Fídias)

29.jul

Teórico (Tales, Pitágoras, Aristóteles; Hipócrates, Arquimedes; Apolônio, Hiparco)

5.ago

Social

(Cipião, César, Trajano)

12.ago

9º mês: o Monoteísmo

Teocrático

(Abraão, Moisés, Salomão)

19.ago

Católico

(São Paulo; Carlos Magno; Alfredo; Hildebrando; Godofredo; São Bernardo)

26.ago

Islâmico (Lepanto)

(Maomé)

2.set

Metafísico

(Dante; Descartes; Frederico)

9.set

FUNÇÕES NORMAIS

10º mês: a Mulher – providência moral

Mãe

16.set

Esposa

23.set

Filha

30.set

Irmã

7.out

11º mês: o Sacerdócio – providência intelectual

Incompleto

(Festa da Arte)

14.out

Preparatório

(Festa da Ciência)

21.out

Definitivo

Secundário

28.out

Principal (Festa dos Anciãos)

4.nov

12º mês: o Patriciado – providência material

Banco

(Festa dos Cavaleiros)

11.nov

Comércio

18.nov

Fabricação

25.nov

Agricultura

2.dez

13º e último mês: o Proletariado – providência geral

Ativo

(Festa dos Inventores: Gutenberg, Colombo, Vaucanson, Watt, Montgolfier)

9.dez

Afetivo

16.dez

Contemplativo

23.dez

Passivo (São Francisco de Assis)

30.dez

Dia complementar: Festa universal dos MORTOS (31.dez).

Dia bissexto: Festa geral das MULHERES SANTAS.

 

CALENDÁRIO POSITIVISTA

DIA

TIPO principal

Adjunto

DIA SEMANA

J.-G.

1º mês: Moisés – a teocracia inicial

1

Prometeu

Cadmo

Lunedia

1.jan

2

Hércules

Teseu

Martedia

2.jan

3

Orfeu

Tirésias

Mercuridia

3.jan

4

Ulisses

 

Jovedia

4.jan

5

Licurgo

 

Venerdia

5.jan

6

Rômulo

 

Sábado

6.jan

7

Numa

 

Domingo

7.jan

8

Belo

Semirâmis

Lunedia

8.jan

9

Sesôstris

 

Martedia

9.jan

10

Manu

 

Mercuridia

10.jan

11

Ciro

 

Jovedia

11.jan

12

Zoroastro

 

Venerdia

12.jan

13

Os druidas

Ossian

Sábado

13.jan

14

Buda

 

Domingo

14.jan

15

Fo-hi

 

Lunedia

15.jan

16

Lao-tsé

 

Martedia

16.jan

17

Meng-tsé

 

Mercuridia

17.jan

18

Os teocratas do Tibete

 

Jovedia

18.jan

19

Os teocratas do Japão

 

Venerdia

19.jan

20

Manco Capac

Kamehameha

Sábado

20.jan

21

Confúcio

 

Domingo

21.jan

22

Abraão

José do Egito

Lunedia

22.jan

23

Samuel

 

Martedia

23.jan

24

Salomão

 

Mercuridia

24.jan

25

Isaías

Davi

Jovedia

25.jan

26

São João Batista

 

Venerdia

26.jan

27

Arun-al-Rachid

Abderamã III

Sábado

27.jan

28

Maomé

 

Domingo

28.jan

2º mês: Homero – a poesia antiga

1

Hesíodo

 

Lunedia

29.jan

2

Tirteu

Safo

Martedia

30.jan

3

Anacreonte

 

Mercuridia

31.jan

4

Píndaro

 

Jovedia

1.fev

5

Sófocles

Eurípedes

Venerdia

2.fev

6

Teócrito

Longo

Sábado

3.fev

7

Ésquilo

 

Domingo

4.fev

8

Escopas

 

Lunedia

5.fev

9

Zeuxis

 

Martedia

6.fev

10

Ictino

 

Mercuridia

7.fev

11

Praxíteles

 

Jovedia

8.fev

12

Lisipo

 

Venerdia

9.fev

13

Apeles

 

Sábado

10.fev

14

Fidias

 

Domingo

11.fev

15

Esopo

Pilpai

Lunedia

12.fev

16

Plauto

 

Martedia

13.fev

17

Terêncio

Menandro

Mercuridia

14.fev

18

Fedro

 

Jovedia

15.fev

19

Juvenal

 

Venerdia

16.fev

20

Luciano

 

Sábado

17.fev

21

Aristófanes

 

Domingo

18.fev

22

Ênio

 

Lunedia

19.fev

23

Lucrécio

 

Martedia

20.fev

24

Horácio

 

Mercuridia

21.fev

25

Tíbulo

 

Jovedia

22.fev

26

Ovídio

 

Venerdia

23.fev

27

Lucano

 

Sábado

24.fev

28

Virgílio

 

Domingo

25.fev

3º mês: Aristóteles – a filosofia antiga

1

Anaximandro

 

Lunedia

26.fev

2

Anaxímenes

 

Martedia

27.fev

3

Heráclito

 

Mercuridia

28.fev

4

Anaxágoras

 

Jovedia

1.mar

5

Demócrito

Leucipo

Venerdia

2.mar

6

Heródoto

 

Sábado

3.mar

7

Tales

 

Domingo

4.mar

8

Sólon

 

Lunedia

5.mar

9

Xenófanes

 

Martedia

6.mar

10

Empédocles

 

Mercuridia

7.mar

11

Tucídides

 

Jovedia

8.mar

12

Arquitas

Filolau

Venerdia

9.mar

13

Apolônio de Tiana

 

Sábado

10.mar

14

Pitágoras

 

Domingo

11.mar

15

Aristipo

 

Lunedia

12.mar

16

Antístenes

 

Martedia

13.mar

17

Zeno

 

Mercuridia

14.mar

18

Cícero

Plínio, o Jovem

Jovedia

15.mar

19

Epiteto

Arriano

Venerdia

16.mar

20

Tácito

 

Sábado

17.mar

21

Sócrates

 

Domingo

18.mar

22

Xenócrates

 

Lunedia

19.mar

23

Filon de Alexandria

 

Martedia

20.mar

24

S. João Evangelista

 

Mercuridia

21.mar

25

S. Justino

Sto. Irineu

Jovedia

22.mar

26

S. Clemente de Alexandria

 

Venerdia

23.mar

27

Orígenes

Tertuliano

Sábado

24.mar

28

PLATÃO

 

Domingo

25.mar

4º mês: Arquimedes – a ciência antiga

1

Teofrasto

 

Lunedia

26.mar

2

Herófilo

 

Martedia

27.mar

3

Erasístrato

 

Mercuridia

28.mar

4

Celso

 

Jovedia

29.mar

5

Galeno

 

Venerdia

30.mar

6

Avicena

Averróis

Sábado

31.mar

7

HIPÓCRATES

 

Domingo

1.abr

8

Euclides

 

Lunedia

2.abr

9

Aristeu

 

Martedia

3.abr

10

Teodósio de Bitina

 

Mercuridia

4.abr

11

Heron

Ctesíbio

Jovedia

5.abr

12

Papus

 

Venerdia

6.abr

13

Diofante

 

Sábado

7.abr

14

APOLÔNIO

 

Domingo

8.abr

15

Eudexo

Arato

Lunedia

9.abr

16

Píteas

Nearco

Martedia

10.abr

17

Aristarco

Beroso

Mercuridia

11.abr

18

Eratóstenes

Sosígenes

Jovedia

12.abr

19

Ptolomeu

 

Venerdia

13.abr

20

Albatênio

Nassir-Edin

Sábado

14.abr

21

HIPARCO

 

Domingo

15.abr

22

Varrão

 

Lunedia

16.abr

23

Columela

 

Martedia

17.abr

24

Vitrúvio

 

Mercuridia

18.abr

25

Estrabão

 

Jovedia

19.abr

26

Frontino

 

Venerdia

20.abr

27

Plutarco

 

Sábado

21.abr

28

PLÍNIO, O VELHO

 

Domingo

22.abr

5º mês: César – a civilização militar

1

Milcíades

 

Lunedia

23.abr

2

Leônidas

 

Martedia

24.abr

3

Aristides

 

Mercuridia

25.abr

4

Címon

 

Jovedia

26.abr

5

Xenofonte

 

Venerdia

27.abr

6

Fócion

Epaminondas

Sábado

28.abr

7

TEMÍSTOCLES

 

Domingo

29.abr

8

Péricles

 

Lunedia

30.abr

9

Filipe

 

Martedia

1.maio

10

Demóstenes

 

Mercuridia

2.maio

11

Ptolomeu Lago

 

Jovedia

3.maio

12

Filopêmen

 

Venerdia

4.maio

13

Políbio

 

Sábado

5.maio

14

ALEXANDRE

 

Domingo

6.maio

15

Júnio Bruto

 

Lunedia

7.maio

16

Camilo

Cincinato

Martedia

8.maio

17

Fabrício

Régulo

Mercuridia

9.maio

18

Aníbal

 

Jovedia

10.maio

19

Paulo Emílio

 

Venerdia

11.maio

20

Mário

Os Gracos

Sábado

12.maio

21

CIPIÃO

 

Domingo

13.maio

22

Augusto

Mecenas

Lunedia

14.maio

23

Vespasiano

Tito

Martedia

15.maio

24

Adriano

Nerva

Mercuridia

16.maio

25

Antonino

Marco Aurélio

Jovedia

17.maio

26

Papiniano

Ulpiano

Venerdia

18.maio

27

Alexandre Severo

Aécio

Sábado

19.maio

28

TRAJANO

 

Domingo

20.maio

6º mês: São Paulo – o catolicismo

1

S. Lucas

S. Tiago

Lunedia

21.maio

2

S. Cipriano

 

Martedia

22.maio

3

Sto. Atanásio

 

Mercuridia

23.maio

4

S. Jerônimo

 

Jovedia

24.maio

5

Sto. Ambrósio

 

Venerdia

25.maio

6

Sta. Mônica

 

Sábado

26.maio

7

STO. AGOSTINHO

 

Domingo

27.maio

8

Constantino

 

Lunedia

28.maio

9

Teodósio

 

Martedia

29.maio

10

S. Crisóstomo

S. Basílio

Mercuridia

30.maio

11

Sta. Pulquéria

Marciano

Jovedia

31.maio

12

Sta. Genoveva de Paris

 

Venerdia

1.jun

13

S. Gregório Magno

 

Sábado

2.jun

14

HILDEBRANDO

 

Domingo

3.jun

15

S. Bento

Sto. Antônio

Lunedia

4.jun

16

S. Bonifácio

Sto. Austino

Martedia

5.jun

17

Sto. Isidoro de Sevilha

S. Bruno

Mercuridia

6.jun

18

Lanfranc

Sto. Anselmo

Jovedia

7.jun

19

Heloísa

Beatriz

Venerdia

8.jun

20

Arquitetos da Idade Média

S. Benezet

Sábado

9.jun

21

S. BERNARDO

 

Domingo

10.jun

22

S. Francisco Xavier

Sto. Inácio de Loyola

Lunedia

11.jun

23

S. Carlos Borromeu

Frederico Borromeu

Martedia

12.jun

24

Sta. Teresa

Sta. Catarina de Siena

Mercuridia

13.jun

25

S. Vicente de Paula

Abade de l'Épée

Jovedia

14.jun

26

Bourdalone

Claude Fleury

Venerdia

15.jun

27

Guilherme Penn

George Fox

Sábado

16.jun

28

BOSSUET

 

Domingo

17.jun

7º mês: Carlos Magno – a civilização feudal

1

Teodorico Magno

 

Lunedia

18.jun

2

Pelágio

 

Martedia

19.jun

3

Óton, o Grande

Henrique, o Passarinheiro

Mercuridia

20.jun

4

Sto. Henrique

 

Jovedia

21.jun

5

Villiers

La Vallete

Venerdia

22.jun

6

D. João de Lepanto

Jean Sobieski

Sábado

23.jun

7

ALFREDO

 

Domingo

24.jun

8

Carlos Martel

 

Lunedia

25.jun

9

O Cid

Tancredo

Martedia

26.jun

10

Ricardo Coração de Leão

Saladino

Mercuridia

27.jun

11

Joana D’Arco

Marina

Jovedia

28.jun

12

Albuquerque

Walter Raleigh

Venerdia

29.jun

13

Baiardo

 

Sábado

30.jun

14

GODOFREDO

 

Domingo

1.jul

15

S. Leão, o Grande

Leão IV

Lunedia

2.jul

16

Gerbert

Pedro Damião

Martedia

3.jul

17

Pedro, o Eremita

 

Mercuridia

4.jul

18

Suger

Sto. Elói

Jovedia

5.jul

19

Alexandre III

Thomas Becket

Venerdia

6.jul

20

S. Francisco de Assis

S. Domingos

Sábado

7.jul

21

INOCÊNCIO III

 

Domingo

8.jul

22

Sta. Clotilde

 

Lunedia

9.jul

23

Sta. Batilde

Matilde de Toscana

Martedia

10.jul

24

Sto. Estevão da Hungria

 

Mercuridia

11.jul

25

Sta. Isabel da Hungria

Mateus Corvino

Jovedia

12.jul

26

Branca de Castela

 

Venerdia

13.jul

27

S. Fernando III

Afonso X

Sábado

14.jul

28

S. LUÍS

 

Domingo

15.jul

8º mês: Dante – a epopéia moderna

1

Os trovadores

 

Lunedia

16.jul

2

Bocácio

Chaucer

Martedia

17.jul

3

Rabelais

Swift

Mercuridia

18.jul

4

Cervantes

 

Jovedia

19.jul

5

La Fontaine

Robert Burns

Venerdia

20.jul

6

Defoe

Goldsmith

Sábado

21.jul

7

ARIOSTO

 

Domingo

22.jul

8

Leonardo da Vinci

Ticiano

Lunedia

23.jul

9

Miguel Ângelo

Paolo Veronese

Martedia

24.jul

10

Holbein

Rembrandt

Mercuridia

25.jul

11

Poussin

Lesueur

Jovedia

26.jul

12

Velázquez

Murillo

Venerdia

27.jul

13

Teniers

Rubens

Sábado

28.jul

14

RAFAEL

 

Domingo

29.jul

15

Froissart

Joinville

Lunedia

30.jul

16

Camões

Spenser

Martedia

31.jul

17

Os romanceiros espanhóis

 

Mercuridia

1.ago

18

Chateaubriand

 

Jovedia

2.ago

19

Walter Scott

Cooper

Venerdia

3.ago

20

Manzoni

 

Sábado

4.ago

21

TASSO

 

Domingo

5.ago

22

Petrarca

 

Lunedia

6.ago

23

Tomás de Kempis

Luís de Granada

Martedia

7.ago

24

Madame de Lafayette

Mme. de Stäel

Mercuridia

8.ago

25

Fénélon

S. Francisco de Sales

Jovedia

9.ago

26

Klopstock

Gessner

Venerdia

10.ago

27

Byron

Elisa Mercœur e Shelley

Sábado

11.ago

28

MILTON

 

Domingo

12.ago

9º mês: Gutenberg – a indústria moderna

1

Marco Polo

Chardin

Lunedia

13.ago

2

Diogo Cœur

Gresham

Martedia

14.ago

3

Gama

Magalhães

Mercuridia

15.ago

4

Napier

Briggs

Jovedia

16.ago

5

Lacaille

Delambre

Venerdia

17.ago

6

Cook

Tasman

Sábado

18.ago

7

COLOMBO

 

Domingo

19.ago

8

Benvenuto Cellini

 

Lunedia

20.ago

9

Amontons

Wheatstone

Martedia

21.ago

10

Harrison

Pedro Leroy

Mercuridia

22.ago

11

Dollond

Graham

Jovedia

23.ago

12

Arkwright

Jacquard

Venerdia

24.ago

13

Conte

 

Sábado

25.ago

14

VAUCANSON

 

Domingo

26.ago

15

Stevin

Torricelli

Lunedia

27.ago

16

Mariotte

Boyle

Martedia

28.ago

17

Papin

Worcester

Mercuridia

29.ago

18

Black

 

Jovedia

30.ago

19

Jouffroy

Fulton

Venerdia

31.ago

20

Dalton

Thilorier

Sábado

1.set

21

WATT

 

Domingo

2.set

22

Bernardo de Palissy

 

Lunedia

3.set

23

Guglielmini

Riquet

Martedia

4.set

24

Duhamel du Monceau

Bourgelat

Mercuridia

5.set

25

Saussure

Bouguer

Jovedia

6.set

26

Coulomb

Borda

Venerdia

7.set

27

Carnot

Vauban

Sábado

8.set

28

MONTGOLFIER

 

Domingo

9.set

10º mês: Shakespeare – o drama moderno

1

Lope de Vega

Montalvan

Lunedia

10.set

2

Moreto

Guillem de Castro

Martedia

11.set

3

Rojas

Guevara

Mercuridia

12.set

4

Otway

 

Jovedia

13.set

5

Lessing

 

Venerdia

14.set

6

Goethe

 

Sábado

15.set

7

CALDERÓN

 

Domingo

16.set

8

Tirso

 

Lunedia

17.set

9

Vondel

 

Martedia

18.set

10

Racine

 

Mercuridia

19.set

11

Voltaire

 

Jovedia

20.set

12

Alfieri

Metastásio

Venerdia

21.set

13

Schiller

 

Sábado

22.set

14

CORNEILLE

 

Domingo

23.set

15

Alarcón

 

Lunedia

24.set

16

Mme. de Motteville

Mme. Roland

Martedia

25.set

17

Mme. de Sevigné

Lady Montague

Mercuridia

26.set

18

Lesage

Sterne

Jovedia

27.set

19

Madame de Staal

Miss Edgeworth

Venerdia

28.set

20

Fielding

Richardson

Sábado

29.set

21

MOLIÈRE

 

Domingo

30.set

22

Pergolesi

Palestrina

Lunedia

1.out

23

Sacchini

Grétry

Martedia

2.out

24

Gluck

Lully

Mercuridia

3.out

25

Beethoven

Hændel

Jovedia

4.out

26

Rossini

Weber

Venerdia

5.out

27

Bellini

Donizetti

Sábado

6.out

28

MOZART

 

Domingo

7.out

11º mês: Descartes – a filosofia moderna

1

Alberto, o Grande

Jean de Salisbury

Lunedia

8.out

2

Rogério Bacon

Raimundo Lúlio

Martedia

9.out

3

S. Boaventura

Joaquim

Mercuridia

10.out

4

Ramus

Cardeal de Cusa

Jovedia

11.out

5

Montaigne

Erasmo

Venerdia

12.out

6

Campanella

Morus

Sábado

13.out

7

S. TOMÁS DE AQUINO

 

Domingo

14.out

8

Hobbes

Espinosa

Lunedia

15.out

9

Pascal

Giordano Bruno

Martedia

16.out

10

Locke

Malebranche

Mercuridia

17.out

11

Vauvenargues

Mme. de Lambert

Jovedia

18.out

12

Diderot

Duclos

Venerdia

19.out

13

Cabanis

Georges Leroy

Sábado

20.out

14

BACON

 

Domingo

21.out

15

Grócio

Cujácio

Lunedia

22.out

16

Fontenelle

Maupertuis

Martedia

23.out

17

Vico

Herder

Mercuridia

24.out

18

Freret

Winckelmann

Jovedia

25.out

19

Montesquieu

D’Auguesseau

Venerdia

26.out

20

Buffon

Oken

Sábado

27.out

21

LEIBNIZ

 

Domingo

28.out

22

Robertson

Gibbon

Lunedia

29.out

23

Adam Smith

Dunoyer

Martedia

30.out

24

Kant

Fichte

Mercuridia

31.out

25

Condorcet

Fergusson

Jovedia

1.nov

26

José De Maistre

De Bonald

Venerdia

2.nov

27

Hegel

Sofia Germain

Sábado

3.nov

28

HUME

 

Domingo

4.nov

12º mês: Frederico – a política moderna

1

Maria de Molina

 

Lunedia

5.nov

2

Cosme de Médicis, o Velho

 

Martedia

6.nov

3

Comines

Guicciardini

Mercuridia

7.nov

4

Isabel de Castela

 

Jovedia

8.nov

5

Carlos V

Sixto V

Venerdia

9.nov

6

Henrique IV

 

Sábado

10.nov

7

LUÍS XI

 

Domingo

11.nov

8

Coligny

L'Hôpital

Lunedia

12.nov

9

Barneveldt

 

Martedia

13.nov

10

Gustavo Adolfo

 

Mercuridia

14.nov

11

Witt

 

Jovedia

15.nov

12

Ruyter

 

Venerdia

16.nov

13

Guilherme III

 

Sábado

17.nov

14

Guilherme, o Taciturno

 

Domingo

18.nov

15

Ximenes

 

Lunedia

19.nov

16

Sully

Oxenstiern

Martedia

20.nov

17

Walpole

Mazarino

Mercuridia

21.nov

18

Colbert

Luís XIV

Jovedia

22.nov

19

Aranda

Pombal

Venerdia

23.nov

20

Turgot

Campomanes

Sábado

24.nov

21

RICHELIEU

 

Domingo

25.nov

22

Sidney

Lambert

Lunedia

26.nov

23

Franklin

Hampden

Martedia

27.nov

24

Washington

Koscinsko

Mercuridia

28.nov

25

Jefferson

Madison

Jovedia

29.nov

26

Bolívar

Toussaint L'ouverture

Venerdia

30.nov

27

Francia

 

Sábado

1.dez

28

CROMWELL

 

Domingo

2.dez

13º mês: Bichat – a ciência moderna

1

Copérnico

Tycho Brahe

Lunedia

3.dez

2

Kepler

Halley

Martedia

4.dez

3

Huyghens

Varignon

Mercuridia

5.dez

4

Jacques Bernouilli

Jean Bernouilli

Jovedia

6.dez

5

Bradley

Römer

Venerdia

7.dez

6

Volta

Sauveur

Sábado

8.dez

7

GALILEU

 

Domingo

9.dez

8

Viete

Harriott

Lunedia

10.dez

9

Wallis

Fermat

Martedia

11.dez

10

Clairaut

Poinsot

Mercuridia

12.dez

11

Euler

Monge

Jovedia

13.dez

12

D’Alembert

Bernouilli

Venerdia

14.dez

13

Lagrange

Fourier

Sábado

15.dez

14

NEWTON

 

Domingo

16.dez

15

Bergmann

Scheele

Lunedia

17.dez

16

Priestley

Davy

Martedia

18.dez

17

Cavendish

 

Mercuridia

19.dez

18

Guyton-Morveau

Geoffroy

Jovedia

20.dez

19

Berthollet

 

Venerdia

21.dez

20

Berzélio

Ritter

Sábado

22.dez

21

LAVOISIER

 

Domingo

23.dez

22

Harvey

Carlos Bell e Barthez

Lunedia

24.dez

23

Boërhaave

Stahl

Martedia

25.dez

24

Lineu

Bernardo de Jussieu

Mercuridia

26.dez

25

Haller

Vicq-d’Azyr

Jovedia

27.dez

26

Lamarck

Blainville

Venerdia

28.dez

27

Broussais

Morgagni

Sábado

29.dez

28

GALL

 

Domingo

30.dez

Festa geral dos mortos

Festa das mulheres santas

31.dez

 



[1] As presentes anotações baseiam-se na postagem “Calendários positivistas – algumas explicações”, ampliando-a e desenvolvendo-a.

A postagem está disponível aqui: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2019/12/calendarios-positivistas-algumas.html (acesso em 6.10.2023).