A proteção patrícia ao sacerdócio
(21 de Aristóteles de 171/18.3.2025)
1. Abertura
2. Exortações
iniciais
2.1. Sejamos
altruístas!
2.2. Façamos
orações!
2.3. Como
somos uma igreja, ministramos os sacramentos: quem tiver interesse, entre em
contato conosco!
2.4. Precisamos
de sua ajuda; há várias maneiras para isso:
2.4.1. Divulgação,
arte, edição de vídeos e livros! Entre em contato conosco!
2.4.2. Façam o
Pix da Positividade! (Chave pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)
3. Datas
e celebrações:
3.1. Dia
23 de Aristóteles (20.3): início do outono
4. Ultrapassamos
a marca de 500.000 visitas no blogue Filosofia
Social e Positivismo (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/)
em 21 de Aristóteles de 171 – ou seja, hoje!
4.1. As
outras marcas foram atingidas nas seguintes datas:
4.1.1. 400.000
visitas: 16 de São Paulo de 169 (5.6.2023)
4.1.2. 300.000
visitas: 7 de Dante de 165 (22.7.2019)
4.1.3. 200.000
visitas: 27 de Aristóteles de 163 (24.3.2017)
4.1.4. 100.000
visitas: 8 de Dante de 161 (23.7.2015)
4.1.5. Criação em
4 de janeiro de 2007
5. Leitura
comentada do Apelo aos conservadores
5.1. Antes
de mais nada, devemos recordar algumas considerações sobre o Apelo:
5.1.1. O Apelo é um manifesto político e
dirige-se não a quaisquer pessoas ou grupos, mas a um grupo específico: são os líderes políticos e industriais que
tendem para a defesa da ordem (e que tendem para a defesa da ordem até mesmo
devido à sua atuação como líderes políticos e industriais), mas que, ao mesmo
tempo, reconhecem a necessidade do progresso (a começar pela república): são
esses os “conservadores” a que Augusto Comte apela
5.1.1.1.
O Apelo,
portanto, adota uma linguagem e um formato adequados ao público a que se dirige
5.1.1.2.
Empregamos a expressão “líderes industriais” no
lugar de “líderes econômicos”, por ser mais específica e mais adequada ao
Positivismo: a “sociedade industrial” não se refere às manufaturas, mas à
atividade pacífica, construtiva, colaborativa, oposta à guerra
5.1.2. A religião
estabelece parâmetros morais, intelectuais e práticos para a existência humana
e, portanto, orienta a política, estabelece as suas metas, as suas
possibilidades e os seus limites
5.2. Uma
versão digitalizada da tradução brasileira desse livro, feita por Miguel Lemos
e publicada em 1899, está disponível no Internet
Archive: https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores
5.3. Passemos,
então, à leitura comentada do Apelo aos
conservadores!
6. Sermão:
a proteção patrícia ao sacerdócio
6.1. Em
uma carta a John Stuart Mill, do final de 1845, Augusto Comte faz um balanço
semiprivado das relações políticas, sociais, filosóficas e morais entre o
patriciado e o sacerdócio
6.1.1. Dizemos
“balanço semiprivado” porque era uma
carta pessoal de nosso mestre a Stuart Mill, que ele (nosso mestre) autorizou a
divulgar conforme o destinatário julgasse adequado, sem a tornar totalmente
pública
6.2. A
tradução que leremos é de Raimundo Teixeira Mendes, presente em O ano sem par, entre as páginas 567 e
579
6.2.1. Um primeiro
volume da correspondência de Augusto Comte a John Stuart Mill foi publicado em
1877, sob o título Lettres d’Auguste
Comte à John Stuart Mill – 1841-1846. Com 462 páginas, esse volume contém
45 cartas e quatro anexos. A carta abaixo corresponde à de n. XL desse volume,
publicada entre as páginas 374 e 392; foi a partir dessa edição que Teixeira
Mendes traduziu o texto abaixo. Já na coletânea da correspondência completa de
Augusto Comte, organizada por Paulo Berredo Carneiro e Pierre Arnaud, a carta abaixo
está no volume III, dedicado ao período entre abril de 1845 e abril de 1846 (o
“ano sem par”), entre as páginas 238 e 248; no conjunto do epistolário
comtiano, ela corresponde à missiva CCCLXVI.
6.3. O
que importa nessa carta?
6.3.1. Essa
missiva apresenta, como é característico do Positivismo, inúmeros temas e
aspectos estreitamente vinculados entre si, ainda que alguns sejam apenas
citados enquanto outros sejam longamente desenvolvidos
6.3.2. O tema
principal é a apreciação de nosso mestre a respeito do apoio, falho, do
patriciado em favor do sacerdócio positivo
6.3.2.1.
O patriciado, como notamos há pouco, são os
líderes políticos e industriais, ou seja, são os responsáveis pela gestão do
poder e da riqueza
6.3.2.2.
A crítica principal de Augusto Comte é em
relação ao patriciado inglês, que habitualmente era mais liberal e mais pródigo
em protetorados desse tipo
6.3.2.3.
Mas, de qualquer maneira, a idéia principal aí é
que o patriciado tem o dever – moral, pelo menos – de sustentar, de apoiar, o
sacerdócio
6.3.3. Augusto
Comte sugere aí um tema que foi desenvolvido mais tarde em diversas ocasiões: o
patriciado como uma “cavalaria industrial”
6.3.3.1.
A noção de “cavalaria industrial” à primeira
vista dá a impressão de que se trata de nostalgia pela Idade Média, mas é muito
superior a uma tolice dessas
6.3.3.2.
A cavalaria medieval era constituída por
militares em uma sociedade guerreira, violenta e “machista”; esses militares
decidiam de vontade própria limitarem sua violência e, em vez de serem
prepotentes, atuarem em defesa dos fracos e dos subordinados; além disso, submetiam-se
ao protetorado moral das mulheres
6.3.3.3.
Isso não teve efeitos sistêmicos de grande
envergadura, mas foi bastante grande para difundir-se e, além disso, produziu
exemplos duradouros
6.3.3.4.
A cavalaria industrial, portanto, é a idéia de
uma corporação de líderes industriais que promovam o exemplo e a prática do que
se chama atualmente de “responsabilidade social” – entendendo que a
responsabilidade social não é pelo lucro, mas pelo bem-estar público
6.3.3.5.
A responsabilidade social do patriciado, a ser
estimulada e exemplificada pela cavalaria industrial, não impede nem substitui
medidas políticas: entretanto, o Positivismo sempre afirmou que tais medidas
políticas só podem vir depois das mudanças de sentimentos e de idéias (em caso
contrário, as medidas políticas serão autoritárias, superficiais e efêmeras)
6.3.3.5.1.
De modo geral, as filosofias políticas da nossa
época desprezam as mudanças morais (como no caso do marxismo e do liberalismo)
ou querem que essas mudanças aconteçam juntamente ou após as mudanças políticas
(como o socialismo comum e a democracia); o catolicismo com freqüência deseja
apenas as mudanças morais
6.4. Outros
aspectos expostos ou desenvolvidos na carta:
6.4.1. Afirmação
dos deveres sociais e morais
6.4.2. Afirmação
da necessidade de o patriciado manter materialmente, de maneira direta e
indireta, o sacerdócio
6.4.3. Afirmação
de que, como a riqueza é produzida sempre socialmente, ela deve necessariamente
ter uma destinação social
6.4.4. Caracterização
do comunismo e da possibilidade de revolução se e quando os patrícios não
cumprem suas responsabilidades sociais
6.4.5. Afirmação
da responsabilidade social e da noção de que os detentores do capital não são “donos”
do capital, mas seus gestores; a
riqueza é uma função, não uma condição
6.4.6. Crítica à divisão
absoluta entre o público e o privado
6.4.7. Afirmação
do caráter complementar e sucessivo das medidas morais e políticas para regulação
social
6.4.8. Forte denúncia
da mesquinhez acadêmica
6.4.9. Afirmação
do dever – moralmente banal, mas importantíssimo em termos práticos – de o
Estado defender seus servidores
6.4.10. Argumento
a favor da estabilidade dos servidores públicos
6.5. A
situação específica que motivou toda essa reflexão foram as sucessivas manobras
acadêmicas, políticas e administrativas feitas na Escola Politécnica, entre
1840 e 1852, para impedir que Augusto Comte assumisse o cargo de professor
efetivo de lá e, depois, para demiti-lo de suas funções subalternas (repetidor
e examinador de admissão)
6.5.1. Essas
manobras mantiveram Augusto Comte com salários baixíssimos e, cada vez mais, à
sombra da miséria e da fome
6.6. Passemos,
então, à leitura da carta!
7. Exortações
finais
7.1. Sejamos
altruístas!
7.2. Façamos
orações!
7.3. Como
somos uma igreja, ministramos os sacramentos: quem tiver interesse, entre em
contato conosco!
7.4. Precisamos
de sua ajuda; há várias maneiras para isso:
7.4.1. Divulgação,
arte, edição de vídeos e livros! Entre em contato conosco!
7.4.2. Façam o
Pix da Positividade! (Chave pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)
8. Término da prédica