13 outubro 2026

Responsabilidade política e pequenos países

No dia 6 de Descartes de 172 (13.10.2026) realizamos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Apelo aos conservadores (em sua "Conclusão - missão peculiar aos verdadeiros conservadores").

A prédica foi transmitida nos canais Positivismo (https://youtube.com/live/fLu-aKtKXJo) e Igreja Positivista Virtual (https://www.facebook.com/IgrejaPositivistaVirtual/videos/1138082255349262).

As anotações que serviram de base para a exposição oral encontram-se reproduzidas abaixo.

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Leitura comentada do Apelo aos conservadores

(6 de Descartes de 172/13.10.2026) 

1.     Abertura da prédica

2.     Datas e celebrações

2.1.   Dia 5 de Descartes (12.10): Descoberta da América (1492 – 534 anos) – festa de Colombo

2.2.   Mês de Descartes (8.10 a 4.11): undécimo mês, dedicado à filosofia moderna

3.     Apóiem a Igreja Positivista Virtual!

3.1.   Colaborem com o que puderem; com boa fé e boa vontade, toda e qualquer colaboração é necessária e bem-vinda!

3.1.1. Inscrevam-se no canal, compartilhem, divulguem nossas atividades!

3.2.   Para apoiar as atividades dos nossos canais e da Igreja Positivista Virtual: façam o Pix da Positividade! (Chave Pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)

4.     Espiritualidade positiva

4.1.   Esta talvez seja a seção mais importante das prédicas!

4.2.   Sejamos altruístas!

4.2.1. Sejamos generosos, tolerantes etc.

4.2.2. Devemos orientar toda a nossa vida pelo altruísmo: quando o altruísmo regula e orienta a vida, o resultado é que o altruísmo (a dedicação para os demais) e o egoísmo (a satisfação das necessidades pessoais) não são incompatíveis, pois só o altruísmo permite unir o bem comum à felicidade pessoal

4.3.   Façamos orações!

4.3.1. A oração positiva é a base do culto íntimo; assim, é tanto a base do aperfeiçoamento pessoal quanto da espiritualidade positiva de modo geral

4.4.   Como Igreja Positivista Virtual, ministramos os sacramentos positivos a quem tem interesse

4.4.1. Em um total de nove, os sacramentos são a celebração de momentos centrais na vida de todos nós – momentos que devem ser celebrados, afirmados, compartilhados (o nascimento/a adoção, o casamento, a aposentadoria, a transformação (a morte) etc.)

5.     Explicações gerais sobre o Apelo aos conservadores

5.1.   Como estamos no final da leitura do Apelo, convém indicar que a próxima leitura será feita do livro Doze diálogos, do positivista chileno Luís Lagarrigue

5.1.1. Esse livro está disponível aqui: https://archive.org/details/luis-lagarrigue-doze-dialogos

5.2.   Que tipo de documento é o Apelo e a quem ele dirige-se?

5.2.1. O Apelo é um manifesto político e dirige-se não a quaisquer pessoas ou grupos, mas a um grupo específico: são os líderes políticos e industriais que tendem para a defesa da ordem (e que tendem para a defesa da ordem até mesmo devido à sua atuação como líderes políticos e industriais), mas que, ao mesmo tempo, reconhecem a necessidade do progresso (a começar pela república): são esses os “conservadores” a que Augusto Comte apela

5.2.2. O Apelo, portanto, adota uma linguagem e um formato adequados ao público a que se dirige

5.2.3. Empregamos a expressão “líderes industriais” no lugar de “líderes econômicos”, por ser mais específica e mais adequada ao Positivismo: a “sociedade industrial” não se refere às manufaturas, mas à atividade pacífica, construtiva, colaborativa, oposta à guerra

5.2.4. É necessário reforçar que, na medida em que a “conservação” consiste na manutenção da sociedade como base necessária para o aperfeiçoamento, a política “conservadora” proposta por Augusto Comte é progressista, de tal sorte que ela corresponde à união e à realização do ideal de “Ordem E Progresso”

5.2.4.1.          A noção positiva de “conservador” e de “conservadorismo” opõe-se à noção inglesa de “conservador” (conforme definida originalmente por Edmund Burke, em 1794) e que se aproxima de ausência de movimento, de movimento muito lento ou, em todo caso, de rejeição de mudanças sociais racionais e intencionais

5.2.4.2.          Assim, a expressão “apelo aos conservadores” (em francês: “appel aux conservateurs”) não significa, nem quer significar, “defesa do conservadorismo” (ou, como querem alguns, de maneira alucinada, “defesa do reacionarismo”)

5.3.   Outras observações:

5.3.1. Uma versão digitalizada da tradução brasileira desse livro, feita por Miguel Lemos e publicada em 1899, está disponível no Internet Archive: https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores

5.3.2. O capítulo em que estamos é a “Conclusão”, cujo subtítulo é “Conduta própria aos verdadeiros conservadores”

6.     Leitura comentada do Apelo aos conservadores

7.     Término da prédica

 

Referências

- Auguste Comte (franc.), Síntese subjetiva (Paris, Exécution Téstamentaire d’Auguste Comte, 2ª ed., 1900): https://archive.org/details/lasynthsesubjec00comtgoog.

- Augusto Comte (franc.), Sistema de filosofia positiva (Paris, Bachelier, 1838), v. 3, 45e leçon (“Considérations générales sur l’étude positive des fonctions intellectuelles et morales, ou cérébrales”).

- Augusto Comte (franc.), Sistema de política positiva (Paris. J.-B. Baillière, 4ª ed., 1880): https://archive.org/details/systmedepoliti01comt.

- Augusto Comte (port.), Apelo aos conservadores (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores.

- Augusto Comte (port.), Catecismo positivista (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 4ª ed., 1934).

- José Lonchampt (port.), Ensaio sobre a oração (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1896; catálogo da IPB, n. 165): https://archive.org/details/n.-165-jose-lonchampt-ensaio-sobre-a-oracao.

- Luís Lagarrigue (esp.), A poesia positivista (Santiago do Chile, 1890): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-a-poesia-positivista-1890_202509.

- Luís Lagarrigue (esp.), Doze diálogos entre Clotilde de Vaux e Augusto Comte (Santiago do Chile, Universo, 1938): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-doze-dialogos.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), As últimas concepções de Augusto Comte (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-i e https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-ii.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), O ano sem par (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1900): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-o-ano-sem-par-portug._202312/page/n7/mode/2up. 

Apelo pelo voto contra o fascismo

No dia 13 de outubro de 2026 o jornal carioca Monitor Mercantil publicou o nosso artigo "Apelo pelo voto contra o fascismo". 

O original encontra-se disponível aqui.

Reproduzimos abaixo o texto.

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Apelo pelo voto contra o fascismo

Ódio, violência política e golpismo acendem alerta sobre os riscos do avanço do fascismo no Brasil Por Gustavo Biscaia

De modo geral, esta coluna apresenta reflexões sociais, históricas e morais abstratas e de longo prazo, evitando referências a problemas imediatos. Entretanto, há momentos em que é necessário sermos mais diretos e claros, devido à urgência dos problemas. O que nos preocupa agora são questões imediatas, para serem aplicadas em duas semanas, embora seus efeitos sejam de longo prazo. Sendo muito diretos: faremos um apelo pelo voto contra o fascismo.

Este é um artigo difícil de escrever. As ideias são claras, mas o objetivo é convencer quem simpatiza com a violência a distanciar-se dela. O que mais é possível dizer que já não tenha sido dito? Há muitas pessoas que — (re)descobrimos agora — estão secretamente dispostas à violência e às paixões mais agressivas: é difícil, se não impossível, convencê-las; mas há outras pessoas, em número maior, que apenas nesta época se deixam levar por sentimentos e ideias que, em situações normais, considerariam horríveis, desprezíveis e inaceitáveis. É a estas pessoas que dirigimos este artigo.

Esta não é uma eleição comum. Infelizmente, as eleições de 2018 e 2022 também não foram comuns e, até onde se pode perceber, as próximas também não serão. Esse longo período indica que o Brasil atravessa um grave e perigoso período de instabilidade, em que o desejo de “mudança” é usado como desculpa para o estímulo e a prática dos piores instintos e paixões humanas: o ódio, o ressentimento, o desejo de destruição, a violência sistemática etc.

Qualquer pessoa sensata reconhece que tais sentimentos são os piores possíveis e que devem ser evitados ao máximo. Não é que o ser humano não os possa ter, nem que, em vários momentos de nossas vidas, não sucumbamos a eles: tais sentimentos fazem parte da vida e é impossível evitá-los. Mas há uma longa distância entre ficarmos sujeitos a tais sentimentos e o seu estímulo sistemático: a política atual baseia-se precisamente nesse estímulo sistemático.

Temos que dizer com clareza: a violência e o ódio são inaceitáveis, em particular na política. Qualquer que seja a sua justificativa. Defesa da tradição, da família, da propriedade, da religião, da justiça social… O que quer que seja, o ódio e a violência na política são inaceitáveis. Inversamente, quem defende o ódio na política deve ser rejeitado — ou melhor: julgado, condenado e preso.

Não adianta fingir: a política que estimula o ódio e a violência é o fascismo. Esse ódio transforma os adversários políticos, que devem ser vencidos ou convencidos, em inimigos a serem combatidos e exterminados. Essa mudança de linguagem dá a medida da degradação moral e social, na direção do fascismo.

Não adianta dizer que “a esquerda (também) é violenta” ou que criticar o fascismo seria “desinformação de esquerda”. Não lidamos atualmente com a extrema esquerda no Brasil; a atual esquerda é extremamente suave, institucionalista e contra a violência. Mesmo que cometa erros e equívocos, eles são muito distantes do que aparece nos meios de comunicação a partir do mito do “comunismo”. Mesmo que as pessoas, de modo geral, soubessem do que se trata — e duvidamos disso —, o fato é que estamos felizmente muito longe do comunismo.

Inversamente, não estamos longe do fascismo. De novo: o ódio, o ressentimento, a violência sistemática e o golpismo são práticas fascistas. Não há país que se desenvolva com base nisso. O fascismo supostamente defende as famílias: ora, qual família se mantém com base no ódio e na violência? Nenhuma. As famílias baseiam-se no afeto, no respeito mútuo, no cuidado constante de todos com os mais frágeis. Se as famílias não se mantêm com o ódio, por que a sociedade em geral conseguiria manter-se?

O ódio e a violência do fascismo não são abstratos; são bem concretos. Uma profunda vulgaridade (“golden shower”, mentiras deliberadas, degradação sistemática de figuras públicas). O golpismo militarista, a invasão e a destruição da Praça dos Três Poderes; a tentativa de explosão do aeroporto de Brasília; as agressões físicas contra apoiadores de esquerda; os incêndios de prédios públicos e as invasões a áreas protegidas por lei; os vídeos e as imagens adulteradas; o elogio à tortura e a torturadores; a promoção de intervenções estrangeiras; a defesa das milícias. Mas também vídeos e imagens que “brincam” que outros brasileiros (de esquerda ou não) são mortos, queimados, violentados, torturados. Propor e realizar o terrorismo, a morte, a mutilação etc. exige posturas ativas; compartilhar vídeos e imagens que afirmam que matar, violentar e mutilar é correto — esse compartilhamento é mais passivo. Passivo ou não, ele estimula a violência e o ódio, com objetivos políticos. Isso, por definição, é o fascismo, e é apenas devido ao fascismo que muitos brasileiros consideram tais práticas aceitáveis.

Não há uma justificativa única para essa violência golpista. De modo geral, afirma-se (1) que se trata da defesa da tradição e da religião e, ao mesmo tempo, mas de maneira contraditória, (2) que se deseja a mudança social, o combate ao “sistema”. A mudança social é compartilhada pela direita e pela esquerda; a defesa da tradição é só da direita. Tais objetivos podem ser alcançados com meios pacíficos, via convencimento, ou com meios violentos, via imposição. O convencimento exige tempo e tem efeitos de longo prazo; a imposição é sempre mais rápida, mas também é sempre superficial, baseia-se em golpes e gera ressentimentos.

Não dá para desenvolver aqui a ideia de que o “sistema”, no Brasil, é de direita. O que se deseja combater no “sistema” — corrupção, incapacidade, estupidez, violência — são atributos de direita. A esquerda tem lá sua cota disso tudo, mas basta um pouco de conhecimento de história (e de boa-fé) para reconhecer que são “pontos fora da curva”.

A mudança social rápida — sempre violenta e com base em golpes — é um mito que a esquerda propôs durante muito tempo: comunistas, socialistas revolucionários e mesmo anarquistas. Mas a direita fez a mesmíssima coisa: fascistas, nazistas, integralistas, juntas militares, juntas de salvação nacional. No Brasil recente, felizmente, os delírios violentos da esquerda foram aos poucos deixados de lado, mas, nas últimas décadas, a direita fez questão de (1) fingir que isso não aconteceu e (2) propor a retomada da violência golpista de direita. Para piorar, a violência fascista sempre foi apoiada nas milícias: por definição, as milícias são de “direita”, grupos profundamente corruptos e violentos de militares e policiais que exploram a população para enriquecer, praticando os mesmos crimes que deveriam combater.

Não sabemos se conseguimos convencer alguém. Não temos vivido tempos normais, e muita gente faz questão de não querer ser convencida. Muita gente considera aceitável, hoje em dia, ser violenta, degradar a vida pública e buscar destruir os “inimigos”. Essa violência tem objetivos políticos, defende o golpismo e é da direita: isso é o fascismo. São esses elementos que caracterizam nossa época como anormal. É necessário rejeitar tudo isso. Em outras palavras, é necessário, no dia 25 de outubro, votar contra o fascismo.

Gustavo Biscaia de Lacerda é sociólogo da UFPR e doutor em sociologia política.

11 outubro 2026

900.000 visitas!

No dia 4 de Descartes de 172 (11.10.2026) o nosso blogue Filosofia Social e Positivismo atingiu a marca de 900.000 visitas!

Essa é uma data a ser comemorada, pois somos um blogue pequeno e dedicado a questões políticas, sociais e filosóficas, a partir do Positivismo e da Religião da Humanidade.

Ele foi criado há quase 20 anos, em 4 de janeiro de 2007, e as sucessivas marcas de milhares de visitas foram atingidas nas seguintes datas:

  • 100.000 visitas: 8 de Dante de 161 (23.7.2015) (8,5 anos desde o início)
  • 200.000 visitas: 27 de Aristóteles de 163 (24.3.2017) (1,66 ano desde a marca anterior) 
  • 300.000 visitas: 7 de Dante de 165 (22.7.2019) (2,25 anos desde a marca anterior)
  • 400.000 visitas: 16 de São Paulo de 169 (5.6.2023) (3,83 anos desde a marca anterior)
  • 500.000 visitas: 21 de Aristóteles de 171 (18.3.2025) (1,75 ano desde a marca anterior)
  • 600.000 visitas: 21 de Frederico de 171 (25.11.2025) (0,67 ano desde a marca anterior)
  • 700.000 visitas: 16 de César de 172 (8.5.2026) (0,5 ano desde a marca anterior)
  • 800.000 visitas: 17 de Dante de 172 (1.8.2026) (0,25 ano desde a marca anterior)
  • 900.000 visitas: 4 de Descartes de 172 (11.10.2026) (0,21 ano desde a marca anterior)

Com alegria percebemos que cada vez mais rapidamente ele ultrapassa as marcas dos milhares. Isso significa que ele é lido, consultado, refletido.

Repetimos aqui, mais uma vez, o que dissemos quando atingimos a marca de 400.000 visitas (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2023/06/400-mil-visitas.html):

Este blogue foi criado para apresentar notícias e reflexões baseadas no Positivismo, inspiradas por ele e/ou sobre ele, expondo a positividade e o espírito positivo, o pacifismo e as liberdades públicas e individuais, o relativismo e o altruísmo, contra o absolutismo teológico-metafísico, o autoritarismo e o militarismo.

Neste blogue buscamos expor concepções reais e úteis, para esclarecer, orientar, aconselhar o público leitor; são informações, relatos, dados expostos gratuitamente, para a correta e necessária livre circulação de idéias. O objetivo, em última análise, é colaborar na constituição de um novo poder Espiritual e, com isso, auxiliar na constituição de uma opinião pública renovada conforme os parâmetros indicados (relativa, altruísta, orgânica).

Esse programa – “real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático” – vai contra o espírito de nossa época, que se caracteriza pelo absolutismo, pela crítica, pela visão fragmentária e de detalhe, pelo egoísmo disseminado; assim, o programa da Religião da Humanidade atualmente é de difícil difusão. Mesmo com essa dificuldade, ou mesmo devido a ela, é necessário persistir, tendo certeza de que, em meio às tormentas morais, intelectuais e políticas de nossa época e de nossa sociedade, a positividade triunfará. 

07 outubro 2026

As teorias da conspiração

No dia 27 de Shakespeare de 172 (6.10.2026) realizamos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Apelo aos conservadores (em sua "Conclusão - missão peculiar aos verdadeiros conservadores").

No sermão abordamos as teorias da conspiração à luz do Positivismo.


As anotações que serviram de base para a exposição oral encontram-se reproduzidas abaixo.

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Teorias da conspiração

(27 de Shakespeare de 172/6.10.2026) 

1.     Abertura da prédica

2.     Datas e celebrações

2.1.   Dia 22 de Shakespeare (1º.10): nascimento de José Lonchampt (1825 – 201 anos)

2.2.   Dia 1º de Descartes (8.10): festa de Clotilde e Augusto Comte (8.10.1844 – 182 anos)

2.3.   Dia 2 de Descartes (9.10): transformação de Afrânio Capelli (2009 – 17 anos)

2.4.   Dia 3 de Descartes (10.10): nascimento de Paulo Carneiro (1901 – 125 anos)

2.5.   Dia 3 de Descartes (10.10): transformação de David Carneiro, Jr. (1997 – 29 anos)

2.6.   Mês de Descartes (8.10 a 4.11): undécimo mês, referente à filosofia moderna

3.     Apóiem a Igreja Positivista Virtual!

3.1.   Colaborem com o que puderem; com boa fé e boa vontade, toda e qualquer colaboração é necessária e bem-vinda!

3.1.1. Inscrevam-se no canal, compartilhem, divulguem nossas atividades!

3.2.   Para apoiar as atividades dos nossos canais e da Igreja Positivista Virtual: façam o Pix da Positividade! (Chave Pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)

4.     Leitura comentada do Apelo aos conservadores

5.     Espiritualidade positiva

5.1.   Esta talvez seja a seção mais importante das prédicas!

5.2.   Sejamos altruístas!

5.2.1. Sejamos generosos, tolerantes etc.

5.2.2. Devemos orientar toda a nossa vida pelo altruísmo: quando o altruísmo regula e orienta a vida, o resultado é que o altruísmo (a dedicação para os demais) e o egoísmo (a satisfação das necessidades pessoais) não são incompatíveis, pois só o altruísmo permite unir o bem comum à felicidade pessoal

5.3.   Façamos orações!

5.3.1. A oração positiva é a base do culto íntimo; assim, é tanto a base do aperfeiçoamento pessoal quanto da espiritualidade positiva de modo geral

5.4.   Como Igreja Positivista Virtual, ministramos os sacramentos positivos a quem tem interesse

5.4.1. Em um total de nove, os sacramentos são a celebração de momentos centrais na vida de todos nós – momentos que devem ser celebrados, afirmados, compartilhados (o nascimento/a adoção, o casamento, a aposentadoria, a transformação (a morte) etc.)

6.     Sermão: comentários sobre as teorias da conspiração

6.1.   Os comentários que farei neste sermão não são nem pretender ser exaustivos; são apenas alguns apontamentos que faço a partir do Positivismo, considerando uma pequena conversa que tive com Sandra Fernandes no dia 29.9.2026

6.1.1. As anotações abaixo se baseiam em leituras diversas e esparsas, em reflexões pessoais e, claro, no estudo e na aplicação do Positivismo

6.2.   Eis o diálogo havido em 29.9.2026, entre Sandra Fernandes e um seu amigo dela

 

 

6.2.1. A postagem – em sua afirmação de que o candidato Lula estaria na verdade morto e que a pessoa que se apresenta como ele seria um sósia (ou até mesmo um clone!)[1] – é exemplar de teorias da conspiração

6.2.2. Essa postagem constitui uma hipótese (1) elaborada totalmente sem dados, (2) que despreza os dados disponíveis e que, acima de tudo, (3) elabora hipóteses egoístas, destrutivas e extremamente complicadas

6.3.   Podemos definir as teorias da conspiração como concepções que afirmam que a realidade como é geralmente percebida, na verdade, é uma enganação feita por grupos pequenos (as “elites”, as “cabalas” (cabals, em inglês), o “Estado profundo” (Deep State, em inglês) etc.) – grupos socialmente mal definidos, embora com nomes claros –, a fim de manipular e explorar o conjunto da sociedade; adicionalmente, os propositores dessas concepções são também grupos pequenos, “contraelites”, que seriam populares perspicazes e que se devotariam a denunciar e a combater as conspirações; as “falsas verdades” englobam as mais variadas possibilidades: a Terra oca ocupada pelos “reptilianos”, a existência de alienígenas encoberta pelo governo dos Estados Unidos, a rede de exploração infantil do Partido Democrata dos Estados Unidos, a conspiração internacional dos judeus, a conspiração eterna dos homens, a conspiração internacional dos burgueses etc.

6.4.   A partir do Positivismo, parece-me que as teorias da conspiração são combinações de (1) má fé e falta de confiança, (2) instinto destruidor e (3) ausência de controle da imaginação

6.4.1. Antes de mais nada, as teorias da conspiração correspondem a uma falta generalizada e sistemática de confiança: os seus adeptos não confiam nas autoridades constituídas (temporais e/ou espirituais), desconsideram ou desprezam as pessoas que confiam e valorizam apenas aqueles, que, como eles mesmos, desconfiam dos demais (sua identidade baseia-se, portanto, na desconfiança compartilhada)

6.4.2. As teorias da conspiração têm elementos do instinto destruidor porque, por definição, desejam destruir, ser “do contra”; em contraposição a essa postura conspiracionista, a construção baseia-se na confiança mútua e pública e no esforço coletivo compartilhado

6.4.2.1.          Há um forte elemento maniqueísta, de “nós” contra “eles”, nas teorias da conspiração – e, também de maneira característica, “nós” somos poucos e “não nos deixamos enganar”, “eles” são muitos e/ou são os dominadores; a “nossa” ação tem que ser destruidora

6.4.3. De uma perspectiva intelectual, a teoria da conspiração rejeita as provas disponíveis em proveito das meras possibilidades: trata-se, portanto, de uma afirmação sistemática do meramente possível contra o efetivamente provável (e/ou o realmente comprovado)

6.4.4. É importante termos em mente que as teorias da conspiração apresentam um aspecto ativo, em que se postula que a realidade é ativamente camuflada por grupos que buscam enganar e manipular

6.5.   De uma perspectiva sociológica e histórica mais ampla, no âmbito do Positivismo devemos (ou podemos) igualmente entender as teorias da conspiração como um problema da liberdade absoluta de consciência

6.5.1. A liberdade absoluta de consciência foi apresentada por Augusto Comte nos seus Opúsculos de juventude (como no “Reorganizar a sociedade”, de 1822, e no “Considerações sobre o poder espiritual”, de 1826)

6.5.1.1.          Na verdade, nosso mestre fala em “liberdade ilimitada”; eu uso “liberdade absoluta” para evitar confusões e dissabores nos dias atuais

6.5.2. A idéia presente no conceito da “liberdade absoluta de consciência” consiste em que os indivíduos passam a considerar-se as autoridades supremas sobre quaisquer temas e questões, independentemente de sua preparação prévia específica para isso

6.5.3. A liberdade ilimitada de consciência substitui a infalibilidade papal pela infalibilidade individual

6.5.3.1.          Dessa forma, a liberdade ilimitada de consciência é a afirmação extrema da razão individual, ou melhor, individualista; trata-se, portanto, de um princípio essencialmente metafísico, antissocial, anti-histórico e destruidor

6.5.4. A liberdade ilimitada de consciência foi (e é) afirmada pelo protestantismo a partir da pretensão de que cada indivíduo é o supremo juiz da interpretação da Bíblia

6.5.4.1.          Seja porque é destruidor, seja porque afirma a infalibilidade individual, seja porque é protestante, o princípio da liberdade ilimitada de consciência foi criado e é empregado de maneira sistemática e não por acaso para combater e destruir o poder espiritual

6.5.5. Para evitar más interpretações e ambigüidades daninhas, convém esclarecermos que o problema com o princípio da liberdade absoluta de consciência não está no exame individual das várias questões, ou seja, não está na autonomia individual

6.5.5.1.          O problema está na arrogância individual e no desprezo individual para com a sabedoria coletiva (e, em todo caso, alheia)

6.5.5.2.          Em outras palavras e repetindo o que comentamos há pouco, o problema consiste na alucinada presunção da infalibilidade individual

6.6.   Há aspectos menores nas teorias da conspiração, embora muitas vezes relevantes: (1) substituição das crenças teológicas por crenças metafísicas e/ou alucinadas; (2) sentimentos de baixa autoestima; (3) desejo de pertencimento a grupos

6.6.1. A substituição de crenças teológicas por crenças metafísicas corresponde a uma secularização parcial e degradada; é importante notar que à metafísica intelectual soma-se u’a metafísica moral, ou seja, u’a moralidade corrompida associa-se a concepções degradadas, resultando em teorias da conspiração

6.6.2. Os sentimentos de baixa autoestima e o desejo de pertencimento a grupos, embora sejam aspectos distintos, andam juntos: pessoas que não se sentem valorizadas ou não se encaixam em nenhum grupo passam a justificar suas dificuldades pessoais e sociais por meio da atribuição de comportamentos voluntários contra elas mesmas

6.6.2.1.          Além de serem explicações fáceis (“não me encaixo porque os outros ativamente me excluem”), as teorias da conspiração criam esquemas que dão sentido às vidas de pessoas solitárias e que lhes permitem comportamentos ativos (em vez de passivos ou meramente reativos)

6.6.2.2.          Da mesma forma, as teorias da conspiração compartilhadas criam vínculos entre os indivíduos

6.6.2.3.          Os aspectos práticos das teorias da conspiração oferecem elementos que dão a sensação de superioridade a pessoas que se consideram inferiores e/ou desprezadas: esses elementos são (1) a suposta perspicácia de descobrir o que deveria estar encoberto e (2) o suposto combate aos grupos conspiradores

6.6.3. O fato de muitas teorias da conspiração serem sucedâneas de teologias – ou seja, versões secularizadas ou concepções herdeiras das teologias – não pode ser diminuído, especialmente em sociedades e ambientes marcados pelas teologias mais irracionalistas

6.6.3.1.          Na medida em que as teologias com freqüência são imunes às provas empíricas e à racionalidade (e algumas são-no mais que outras), essa mentalidade própria à teologia é transmitida para as teorias da conspiração, o que as torna mais impermeáveis às evidências empíricas e à argumentação

6.6.3.2.          Os Estados Unidos são particularmente suscetíveis desses problemas todos, na medida em que têm lugar, lá, as teologias mais irracionalistas e mais afirmadoras da pura “fé”, bem como é um país profundamente individualista

6.7.   Reunindo os vários aspectos e problemas anteriores, na medida em que se trata da desconfiança individualista e sistemática de “nós” contra “eles”, a teoria da conspiração é a afirmação coletiva da paranóia individual

6.7.1. Como as teorias da conspiração são a coletivização da paranóia individual, estimulada por um ambiente e/ou u’a mentalidade metafísica, é bastante claro que elas constituem uma grave deformação da espiritualidade humana

6.7.2. Talvez os únicos aspectos positivos das teorias da conspiração – mas sempre de maneira profundamente enviesada e prejudicial – sejam o aumento da autoestima, a constituição de grupos de apoio, a valorização do bem público e a valorização da publicidade

6.8.   Passando da caracterização das teorias da conspiração para os meios de evitá-las, veremos agora como o Positivismo fornece elementos poderosos contra essas paranóias coletivas

6.8.1. Comentamos antes que as teorias da conspiração consistem em problemas da imaginação humana: elas consistem no desprezo prático (e, com freqüência, também desprezo teórico) das leis da Filosofia Primeira e da lógica positiva

6.9.   As leis da Filosofia Primeira são absolutamente aplicáveis e necessárias

6.9.1. A Filosofia Primeira corresponde aos únicos princípios realmente universais, aplicáveis a todos os fenômenos, e referem-se tanto à descrição da realidade quanto aos princípios que o ser humano segue e deve seguir para apreender adequadamente a realidade

6.9.1.1.          Augusto Comte estabeleceu 15 leis da Filosofia Primeira

6.9.2. Por si só, a primeira lei – não por acaso, a chamada “lei-mãe” – bastaria para evitar desvios e aberrações como as teorias da conspiração

6.9.2.1.          A primeira lei é: “Formar a hipótese mais simples e mais simpática que comporta o conjunto dos dados a representar (I)”

6.9.2.1.1.              A aplicação desse princípio às teorias da conspiração é bem direta: as teorias da conspiração são hipóteses complicadas, destruidoras, baseadas na má fé e na desconfiança e que desprezam os dados disponíveis – ou seja, justamente o oposto do pensar de maneira sã

6.9.3. Mas há outras leis da Filosofia Primeira aplicáveis aqui:

6.9.3.1.          Essas outras leis são a quarta, a quinta e a sexta; elas integram o “Segundo grupo, essencialmente subjetivo”, em sua “Primeira série – leis estáticas do entendimento”:

6.9.3.1.1.              “Subordinar as construções subjetivas aos materiais objetivos (Aristóteles, Leibnitz, Kant) (IV)”

6.9.3.1.2.              “As imagens interiores são sempre menos vivas e menos nítidas que as impressões exteriores (V)”

6.9.3.1.3.              “A imagem normal deve ser preponderante sobre as que a agitação cerebral faz simultaneamente surgir (VI)”

6.9.3.1.4.              O conjunto das leis acima corrobora e reforça que, em vez de elaborar hipóteses aberrantes em teorias da conspiração, deve-se regular a imaginação e prestar atenção aos dados objetivos, sem os desprezar

6.10.               A lógica positiva (especialmente conforme desenvolvida na Síntese subjetiva, de 1856, embora também presente no v. I da Política positiva, de 1851, e no Catecismo positivista, de 1852) também é largamente aplicável:

6.10.1.   A imaginação, exatamente como a inteligência, tem que ser disciplinada; na verdade, o mesmo esforço dedicado à ciência e à filosofia tem que ser feito para a arte e a imaginação em geral

6.10.2.   A disciplina da imaginação baseia-se no altruísmo e no caráter social do ser humano; em última análise é necessário respeitar a lei-mãe da Filosofia Primeira (bem como as leis quatro a seis)

6.10.2.1.       Eis a definição da lógica positiva: “O concurso normal dos sentimentos, das imagens e dos sinais, para inspirar-nos as concepções que convêm às nossas necessidades morais, intelectuais e físicas” (Síntese, p. 26)

6.10.2.1.1.            A lógica positiva busca inspirar concepções generosas; sem se aferrar aos dados empíricos, ela deve propor concepções que não ofendam os dados

6.10.2.1.2.            Repetindo: essa concepção serve para disciplinar a inteligência, isto é, tanto a ciência e a filosofia quanto a arte e a imaginação

6.10.2.1.3.            Essa disciplina baseia-se nas concepções sociais (e sociológicas) em vez de nas concepções individuais e individualistas próprias à teologia

6.10.2.1.4.            A disciplina social baseia-se na digna submissão e, daí, na digna obediência; inversamente, a síntese teológica (absoluta) afirmava um ser caprichoso, egoísta e irresponsável

6.10.2.2.       Como isso se aplica às teorias da conspiração?

6.10.2.2.1.            Do ponto de vista da lógica positiva, as teorias da conspiração caracterizam-se por uma imaginação indisciplinada, egoísta, arbitrária; como vimos antes, embora elas satisfaçam de maneira muito secundária algumas necessidades humanas, tal satisfação dá-se a partir de características profunda e radicalmente antissociais

6.11.               Em suma:

6.11.1.   Como vimos acima, coletivamente as teorias da conspiração correspondem à sistematização do individualismo, do desprezo pela autoridade espiritual, do desprezo pela confiança compartilhada, do espírito profundamente metafísico, agressivo e destruidor próprio à liberdade absoluta de consciência; já em termos individuais, as teorias da conspiração surgem da baixa autoestima de pessoas que se sentem deslocadas e/ou desprovidas da sensação de ação, em ambientes que estimulam crenças irracionais e impassíveis de comprovação

6.11.1.1.       Em outras palavras, as teorias da conspiração correspondem a uma degradação profunda da espiritualidade humana em ambientes metafísicos em termos intelectuais e morais

6.11.1.2.       Devemos ter em mente a positividade e não esquecer, nunca, que a espiritualidade positiva só se afirma com um forte elemento social e altruísta, seja como objetivo, seja como meio, seja como princípio orientador: sem isso não é possível distanciar das teorias da conspiração quem se encontra submetido a elas

6.11.2.   Assim, para evitar as teorias da conspiração, temos que ter em mente aspectos sociais (coletivos) e pessoais, da mesma forma que elementos morais e intelectuais

6.11.3.   O Positivismo, ou melhor, a Religião da Humanidade estabelece precisamente elementos para essa regulação:

6.11.3.1.       O estímulo à confiança mútua

6.11.3.2.       A digna subordinação como base do aperfeiçoamento e o reconhecimento das limitações pessoais (em termos intelectuais, práticos e morais)

6.11.3.3.       O desenvolvimento e o reforço dos vínculos coletivos

6.11.3.4.       O “Viver às claras”, ou seja, a abertura e as justificativas públicas dos comportamentos

6.11.3.5.       A disciplina, a regulação e a orientação altruísta da imaginação (via Filosofia Primeira e lógica positiva)

7.     Término da prédica

 

Referências

- Auguste Comte (franc.), Síntese subjetiva (Paris, Exécution Téstamentaire d’Auguste Comte, 2ª ed., 1900): https://archive.org/details/lasynthsesubjec00comtgoog.

- Augusto Comte (franc.), Sistema de filosofia positiva (Paris, Bachelier, 1838), v. 3, 45e leçon (“Considérations générales sur l’étude positive des fonctions intellectuelles et morales, ou cérébrales”).

- Augusto Comte (franc.), Sistema de política positiva (Paris. J.-B. Baillière, 4ª ed., 1880): https://archive.org/details/systmedepoliti01comt.

- Augusto Comte (port.), Apelo aos conservadores (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores.

- Augusto Comte (port.), Catecismo positivista (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 4ª ed., 1934).

- José Lonchampt (port.), Ensaio sobre a oração (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1896; catálogo da IPB, n. 165): https://archive.org/details/n.-165-jose-lonchampt-ensaio-sobre-a-oracao.

- Luís Bueno Horta Barbosa (port.): Introdução geral ao estudo da lógica, ou matemática (Rio de Janeiro, Jornal do Comércio, 1933): https://archive.org/details/augusto-comte-logica-positiva

- Luís Lagarrigue (esp.), A poesia positivista (Santiago do Chile, 1890): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-a-poesia-positivista-1890_202509.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), As últimas concepções de Augusto Comte (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-i e https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-ii.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), O ano sem par (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1900): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-o-ano-sem-par-portug._202312/page/n7/mode/2up.



[1] Embora à primeira vista essa teoria pareça apenas uma piada, na verdade, inacreditavelmente, ela é realmente afirmada – e por uma parcela substancial dos brasileiros (https://www.dw.com/pt-br/como-a-teoria-falsa-de-que-lula-morreu-amea%C3%A7a-a-democracia/a-79311276).