04 novembro 2026

Monarquia e república na França e no Ocidente

No dia 27 de Descartes de 172 (3.11.2026) realizamos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Apelo aos conservadores (em sua Conclusão - "missão peculiar aos verdadeiros conservadores").

Também fizemos a leitura do documento "Apelo à fraternidade, contra a mesquinhez violenta e vingativa".

A prédica foi transmitida nos canais Positivismo (https://youtube.com/live/wfMkdk-dmqU) e Igreja Positivista Virtual (https://www.facebook.com/IgrejaPositivistaVirtual/videos/1087648617414789).

As anotações escritas que serviram de base para a exposição oral encontram-se reproduzidas abaixo.

*   *   *

Leitura comentada do Apelo aos conservadores

(27 de Descartes de 172/3.11.2026) 

1.     Abertura da prédica

2.     Datas e celebrações

2.1.   Dia 17 de Descartes (24.10): transformação de Júlio de Castilhos (1903 – 123 anos)

2.2.   Dia 21 de Descartes (28.10): transformação de Edgar de Proença Rosa (2001 – 25 anos)

2.3.   Dia 26 de Descartes (2.11): Dia de Finados

2.4.   Dia 27 de Descartes (3.11): transformação de Jean-François Robinet (1899 – 127 anos)

2.5.   Mês de Frederico (5.11 a 2.12): duodécimo mês, dedicado à política moderna

3.     Apóiem a Igreja Positivista Virtual!

3.1.   Colaborem com o que puderem; com boa fé e boa vontade, toda e qualquer colaboração é necessária e bem-vinda!

3.1.1. Inscrevam-se no canal, compartilhem, divulguem nossas atividades!

3.2.   Para apoiar as atividades dos nossos canais e da Igreja Positivista Virtual: façam o Pix da Positividade! (Chave Pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)

4.     Leitura do documento “Apelo pela fraternidade, contra a mesquinhez violenta e vingativa”

4.1.   Redigido em 24 de Descartes de 172 (31.10.2026)

4.2.   Publicado no blogue Filosofia Social e Positivismo, neste endereço: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/10/apelo-pela-fraternidade-contra.html

5.     Espiritualidade positiva

5.1.   Esta talvez seja a seção mais importante das prédicas!

5.2.   Sejamos altruístas!

5.2.1. Sejamos generosos, tolerantes etc.

5.2.2. Devemos orientar toda a nossa vida pelo altruísmo: quando o altruísmo regula e orienta a vida, o resultado é que o altruísmo (a dedicação para os demais) e o egoísmo (a satisfação das necessidades pessoais) não são incompatíveis, pois só o altruísmo permite unir o bem comum à felicidade pessoal

5.3.   Façamos orações!

5.3.1. A oração positiva é a base do culto íntimo; assim, é tanto a base do aperfeiçoamento pessoal quanto da espiritualidade positiva de modo geral

5.4.   Como Igreja Positivista Virtual, ministramos os sacramentos positivos a quem tem interesse

5.4.1. Em um total de nove, os sacramentos são a celebração de momentos centrais na vida de todos nós – momentos que devem ser celebrados, afirmados, compartilhados (o nascimento/a adoção, o casamento, a aposentadoria, a transformação (a morte) etc.)

6.     Explicações gerais sobre o Apelo aos conservadores

6.1.   Como estamos no final da leitura do Apelo, convém indicar que a próxima leitura será feita do livro Doze diálogos, do positivista chileno Luís Lagarrigue

6.1.1. Esse livro está disponível aqui: https://archive.org/details/luis-lagarrigue-doze-dialogos

6.2.   Que tipo de documento é o Apelo e a quem ele dirige-se?

6.2.1. O Apelo é um manifesto político e dirige-se não a quaisquer pessoas ou grupos, mas a um grupo específico: são os líderes políticos e industriais que tendem para a defesa da ordem (e que tendem para a defesa da ordem até mesmo devido à sua atuação como líderes políticos e industriais), mas que, ao mesmo tempo, reconhecem a necessidade do progresso (a começar pela república): são esses os “conservadores” a que Augusto Comte apela

6.2.2. O Apelo, portanto, adota uma linguagem e um formato adequados ao público a que se dirige

6.2.3. Empregamos a expressão “líderes industriais” no lugar de “líderes econômicos”, por ser mais específica e mais adequada ao Positivismo: a “sociedade industrial” não se refere às manufaturas, mas à atividade pacífica, construtiva, colaborativa, oposta à guerra

6.2.4. É necessário reforçar que, na medida em que a “conservação” consiste na manutenção da sociedade como base necessária para o aperfeiçoamento, a política “conservadora” proposta por Augusto Comte é progressista, de tal sorte que ela corresponde à união e à realização do ideal de “Ordem E Progresso”

6.2.4.1.          A noção positiva de “conservador” e de “conservadorismo” opõe-se à noção inglesa de “conservador” (conforme definida originalmente por Edmund Burke, em 1794) e que se aproxima de ausência de movimento, de movimento muito lento ou, em todo caso, de rejeição de mudanças sociais racionais e intencionais

6.2.4.2.          Assim, a expressão “apelo aos conservadores” (em francês: “appel aux conservateurs”) não significa, nem quer significar, “defesa do conservadorismo” (ou, como querem alguns, de maneira alucinada, “defesa do reacionarismo”)

6.3.   Outras observações:

6.3.1. Uma versão digitalizada da tradução brasileira desse livro, feita por Miguel Lemos e publicada em 1899, está disponível no Internet Archive: https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores

6.3.2. O capítulo em que estamos é a “Conclusão”, cujo subtítulo é “Conduta própria aos verdadeiros conservadores”

7.     Leitura comentada do Apelo aos conservadores

8.     Término da prédica

 

Referências

- Auguste Comte (franc.), Síntese subjetiva (Paris, Exécution Téstamentaire d’Auguste Comte, 2ª ed., 1900): https://archive.org/details/lasynthsesubjec00comtgoog.

- Augusto Comte (franc.), Sistema de filosofia positiva (Paris, Bachelier, 1838), v. 3, 45e leçon (“Considérations générales sur l’étude positive des fonctions intellectuelles et morales, ou cérébrales”).

- Augusto Comte (franc.), Sistema de política positiva (Paris. J.-B. Baillière, 4ª ed., 1880): https://archive.org/details/systmedepoliti01comt.

- Augusto Comte (port.), Apelo aos conservadores (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores.

- Augusto Comte (port.), Catecismo positivista (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 4ª ed., 1934).

- José Lonchampt (port.), Ensaio sobre a oração (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1896; catálogo da IPB, n. 165): https://archive.org/details/n.-165-jose-lonchampt-ensaio-sobre-a-oracao.

- Luís Lagarrigue (esp.), A poesia positivista (Santiago do Chile, 1890): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-a-poesia-positivista-1890_202509.

- Luís Lagarrigue (esp.), Doze diálogos entre Clotilde de Vaux e Augusto Comte (Santiago do Chile, Universo, 1938): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-doze-dialogos.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), As últimas concepções de Augusto Comte (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-i e https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-ii.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), O ano sem par (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1900): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-o-ano-sem-par-portug._202312/page/n7/mode/2up. 

02 novembro 2026

"Apelo pela fraternidade, contra a mesquinhez violenta e vingativa" em várias línguas


O “Apelo pela fraternidade, contra a mesquinhez violenta e vingativa”, publicado pela Igreja Positivista Virtual, está disponível nas seguintes línguas:

- português: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/10/apelo-pela-fraternidade-contra.html

- francês: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appel-la-fraternite-contre-la.html

- italiano: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appello-alla-fraternita-contro-la.html

- inglês: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/an-appeal-for-fraternity-against.html

 

L’« Appel à la fraternité, contre la mesquinerie violente et vindicative », publié par l’Église positiviste virtuelle, est disponible dans les langues suivantes :

-      portugais (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/10/apelo-pela-fraternidade-contra.html)

-      français (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appel-la-fraternite-contre-la.html)

-      italien (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appello-alla-fraternita-contro-la.html)

-      anglais (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/an-appeal-for-fraternity-against.html).

 

The “Appeal for Fraternity Against Violent, Vindictive Pettiness,” published by the Virtual Positivist Church, is available in the following languages:

·       Portuguese (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/10/apelo-pela-fraternidade-contra.html)

·       French (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appel-la-fraternite-contre-la.html)

·       Italian (https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appello-alla-fraternita-contro-la.html)

·       English (lhttps://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/an-appeal-for-fraternity-against.html).

 

L’« Appello alla fraternità, contro la meschinità violenta e vendicativa », pubblicato dalla Chiesa Positivista Virtuale, è disponibile nelle seguenti lingue:

-      portoghese: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/10/apelo-pela-fraternidade-contra.html

-      francese: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appel-la-fraternite-contre-la.html

-      italiano: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appello-alla-fraternita-contro-la.html

-      inglese: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/an-appeal-for-fraternity-against.html

 

由虚拟实证主义教会(Igreja Positivista Virtual)发表的《呼吁友爱,反对暴力与报复性的卑劣行径》,现已提供以下语言版本:

-      葡萄牙语:https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/10/apelo-pela-fraternidade-contra.html

-      法语:https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appel-la-fraternite-contre-la.html

-      意大利语: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appello-alla-fraternita-contro-la.html

-      英语:https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/an-appeal-for-fraternity-against.html

 

النداء إلى الأخوّة، في مواجهة الدناءة العنيفة والانتقامية، الصادر عن الكنيسة الوضعية الافتراضية (Igreja Positivista Virtual)، متاح باللغات التالية:

-      البرتغالية: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/10/apelo-pela-fraternidade-contra.html

-      الفرنسية: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appel-la-fraternite-contre-la.html

-      الإيطالية (الرابط غير متوفر بعد): https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appello-alla-fraternita-contro-la.html

-      الإنجليزية: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/an-appeal-for-fraternity-against.html

 

«Призыв к братству против жестокой и мстительной мелочности», опубликованный Виртуальной Позитивистской Церковью (Igreja Positivista Virtual), доступен на следующих языках:

-      Португальский: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/10/apelo-pela-fraternidade-contra.html

-      Французский: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appel-la-fraternite-contre-la.html

-      Итальянский: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/appello-alla-fraternita-contro-la.html

-      Английский: https://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com/2026/11/an-appeal-for-fraternity-against.html


Appello alla fraternità, contro la meschinità violenta e vendicativa

 Chiesa Positivista Virtuale


 

Appello alla fraternità, contro la meschinità violenta e vendicativa

 

L’amore per principio e l’ordine per base; il progresso per fine

Vivere alla luce del sole              Ordine e Progresso        Vivere per gli altri

 

Non è possibile usare mezzi termini: le minacce e gli atti effettivi di boicottaggio, licenziamento, omissione di soccorso, rifiuto di prestare assistenza e fornitura di prodotti inadeguati (compresi medicinali e trattamenti) — tutti comportamenti imputabili a numerosi brasiliani che si definiscono «di destra» o conservatori — sono inaccettabili e devono cessare immediatamente.

Dalla sera del 25 ottobre 2026, dopo la conferma della vittoria di Luiz Inácio Lula da Silva e della sconfitta di Flávio Nantes Bolsonaro alle elezioni presidenziali, si sono susseguite manifestazioni e atti concreti delle forme di comportamento più abiette: umiliazioni sistematiche, in particolare nei confronti delle persone vulnerabili (bambini, senzatetto, anziani ecc.); bambini investiti da veicoli; motociclisti travolti da mezzi della polizia; omicidi e tentati omicidi mediante pestaggi o colpi d’arma da fuoco; licenziamenti di lavoratori; boicottaggi da parte di commercianti e prestatori di servizi; rifiuti di prestare assistenza da parte di medici, infermieri, avvocati e funzionari pubblici; prestazioni di scarsa qualità e/o fornitura di prodotti e servizi inadeguati, ecc. Del resto, neppure gli animali sono stati risparmiati: asini e muli sono stati contrassegnati con numeri e simboli associati al candidato vincitore e costretti a subire le più crudeli condizioni di lavoro, fino alla morte. Tutti questi comportamenti sono stati suggeriti o messi in pratica da una parte dei cittadini brasiliani contro un’altra parte, come se si trattasse di condotte virtuose e giuste.

Tuttavia, lungi dall’essere accettabili e legittimi, questi comportamenti costituiscono una sistematizzazione della violenza fisica diretta, della violenza morale, della discriminazione e dell’irresponsabilità civica e professionale. Tutti questi comportamenti sono, a buon diritto, illegali, e coloro che li propongono e li praticano sono già oggetto di denunce presso le autorità competenti. Eppure, molto più che illegali, e ben prima ancora di esserlo, tali comportamenti sono profondamente immorali, nella misura in cui arrecano intenzionalmente danno ad altri cittadini e ad altri esseri umani, per di più per motivi di pura meschinità.

La diffusione di queste proposte e di queste pratiche, nonché dello spirito che le anima, esige che ci esprimiamo con chiarezza. Questi comportamenti costituiscono forme di violenza politica; la loro repressione da parte degli organi dello Stato, benché necessaria, affronta soltanto la superficie del problema. Nella misura in cui coinvolgono valori e idee, la loro soluzione è necessariamente morale o, più precisamente, religiosa. È per questo motivo che rendiamo pubblico il presente appello. (La religione non coincide con la teologia. La religione è la sistematizzazione dell’insieme dell’esistenza umana — affettiva, intellettuale e pratica; privata e pubblica; domestica, civica e universale; oggettiva e soggettiva — in vista dell’armonia dinamica dell’essere umano. Il fondamento di tale sistematizzazione è l’altruismo, ossia l’amore universale; sul piano civico, esso si concretizza nella fraternità umana.)

La profonda immoralità di questi comportamenti non si manifesta soltanto nell’intenzione consapevole e morbosa di arrecare il massimo danno possibile ad altri esseri umani. Tale immoralità risulta ancora più grave per una serie di ulteriori aspetti:

-      I comportamenti che critichiamo consistono in ritorsioni adottate per manifestare il dissenso nei confronti del risultato di elezioni profondamente polarizzate e radicalizzate;

-      Si tratta, in definitiva, di uno sforzo inutile, dal momento che le elezioni si sono già concluse e che, pertanto, ciò che doveva essere deciso è stato ormai deciso;

-      Essi rappresentano un tentativo di imporre con la forza ciò che dovrebbe essere ottenuto esclusivamente attraverso una persuasione pacifica e dignitosa;

-      Negano brutalmente i fondamenti di qualsiasi società, vale a dire la fraternità e la fiducia reciproca, incoraggiando e praticando sistematicamente l’odio, la violenza e il risentimento;

-      Corrispondono precisamente alle pratiche e alle intenzioni temute dai conservatori e da coloro che si definiscono «di destra», e che questi ultimi attribuiscono ai propri avversari «di sinistra»;

-      Consistono in pratiche e intenzioni che, in circostanze normali, i conservatori e coloro che si definiscono «di destra» considererebbero inaccettabili e denuncerebbero e criticherebbero prontamente;

-      Si tratta di pratiche e intenzioni degradanti i cui promotori e autori, non appena vengono criticati, affermano subito, con cinismo o ipocrisia, di essere stati «fraintesi» oppure che le loro dichiarazioni sarebbero state «estrapolate dal contesto», e così via;

-      Sono pratiche e intenzioni rivolte contro persone vulnerabili o dipendenti e costituiscono, pertanto, comportamenti particolarmente meschini e brutali;

-      Pratiche identiche, ugualmente motivate dal risentimento e perseguite con finalità punitive o vendicative, non costituiscono una novità storica: furono ampiamente attuate dai nazisti e dai loro sostenitori in Germania negli anni Trenta e Quaranta.

Queste pratiche e queste intenzioni sono violente e rivelano una profonda degradazione morale e intellettuale. Oltre a essere infantili, esse rappresentano l'esatto contrario di ciò che i loro sostenitori conservatori e «di destra» normalmente dichiarano di accettare o, almeno, affermano di accettare. Questi comportamenti costituiscono una reazione meschina a uno specifico risultato elettorale. Se le elezioni avessero avuto un esito diverso, i sostenitori di queste pratiche e intenzioni esigerebbero dagli sconfitti esattamente il contrario di ciò che oggi propongono: accettazione, moderazione, rispetto del risultato elettorale e così via. Soltanto perché hanno perso le elezioni, i sostenitori di tali comportamenti si ritengono scandalosamente autorizzati a vendicarsi dei sostenitori e degli elettori del candidato vincitore.

Le elezioni non costituiscono semplicemente il miglior meccanismo per la selezione dei governanti. Come è noto, esse rappresentano un meccanismo attraverso il quale si cerca di indebolire dal basso l'autorità che proviene dall'alto; inoltre, trasformano in questioni puramente numeriche diversi problemi che, per definizione, sono qualitativi: la capacità di governo, la rappresentanza degli interessi della società, l'opinione pubblica e così via. Tuttavia, nonostante questi gravi e profondi difetti, in Brasile la formazione dei governi si basa sulla procedura elettorale, il cui risultato, nel bene o nel male, deve essere accettato. Tale accettazione non dipende dal fatto che i risultati siano graditi oppure no, ma soltanto dal rispetto leale e corretto delle procedure coordinate dalla Giustizia Elettorale. Del resto, l'accettazione dei risultati elettorali è legata a una caratteristica fondamentale di qualsiasi società: la fiducia reciproca.

Nonostante agiscano apertamente in direzione opposta, i conservatori e coloro che si definiscono «di destra» e che difendono le diverse forme di violenza meschina contro le persone vulnerabili e dipendenti hanno bisogno della fiducia reciproca tanto quanto qualsiasi altro cittadino. Non esiste società senza fiducia reciproca. Tutte le pratiche e le intenzioni che qui critichiamo distruggono tale fiducia. E non solo: distruggono la fraternità e la generosità; alimentano l'odio, la rabbia, la diffidenza e i risentimenti.

I conservatori e coloro che si definiscono «di destra» che qui critichiamo si dichiarano, in teoria, favorevoli al conservatorismo e all'ordine sociale, oltre che contrari al «progresso». Le pratiche politiche e sociali più favorevoli allo sviluppo, alla libertà e alla dignità umana sono affermate dalle riflessioni e dagli insegnamenti della Religione dell'Umanità e sintetizzate nella proposta della sociocrazia. Quest'ultima chiarisce, a sua volta, che il vero conservatorismo non è immobile e non auspica il ritorno al passato, così come il progresso non equivale alla distruzione sistematica delle istituzioni. Tuttavia, come è noto, il conservatorismo che si è affermato in Brasile negli ultimi anni si vanta della propria vocazione distruttiva e dichiara che «prima di costruire qualsiasi cosa, bisogna distruggere molto» — in particolare, distruggere tutto ciò che abbia a che fare con il «progresso». Contro queste intenzioni distruttive, il vero conservatorismo afferma che la società e le istituzioni devono continuare a esistere, sia affinché i cittadini possano condurre la propria vita, sia affinché le condizioni di vita possano migliorare, soprattutto a vantaggio dei più deboli e dei più fragili. Il vero conservatorismo è dunque, al tempo stesso, progressista e contrario alle distruzioni sistematiche. Affinché tali miglioramenti possano realizzarsi, la fiducia, fondata sulla fraternità, deve essere effettivamente condivisa dall'intera società.

Le pratiche e le intenzioni che qui critichiamo respingono la fraternità, distruggono la fiducia, sono particolaristiche e impediscono qualsiasi progresso. Peggio ancora: pur definendosi «conservatrici», si oppongono a qualsiasi forma di conservazione. Pertanto, opponendosi sistematicamente al «progresso», queste pratiche e intenzioni finiscono in realtà per opporsi all'ordine stesso. Non vi sono dunque né ordine né progresso, ma, al loro posto, una grande quantità di violenza e anarchia.

Le opinioni devono essere rispettate. Il cambiamento di opinione deve avvenire sempre e necessariamente soltanto attraverso la persuasione pacifica. L'uso della violenza per imporre cambiamenti di opinione non è, in fondo, diverso dall'impiego dello Stato per imporre credenze. La deplorevole particolarità del caso presente consiste soltanto nel fatto che la violenza viene esercitata nell'ambito della società stessa e assume un carattere punitivo o vendicativo. Non vi è dubbio che molti dei conservatori che qui critichiamo desiderino utilizzare lo Stato per imporre le proprie credenze, soprattutto quelle teologiche. Di fronte a ciò, dobbiamo ribadire ancora una volta: né la violenza dello Stato né quella della società sono accettabili; né la violenza in generale né quella impiegata per imporre credenze sono accettabili; né la violenza volta a imporre credenze né quella volta a punire le credenze altrui sono accettabili.

Come abbiamo affermato all'inizio di questo documento, in questo caso non è possibile usare mezzi termini. Rivolgiamo pertanto un appello chiaro e diretto ai conservatori e a coloro che si definiscono «di destra»: cessino immediatamente di propagandare e/o mettere in pratica i comportamenti qui criticati; rivedano le proprie condotte e le proprie intenzioni, in modo da rispettare e praticare il vero conservatorismo — progressista, fraterno e pacifico; modifichino le intenzioni e le pratiche di coloro che sostengono la meschinità violenta e punitiva. In sintesi, ben oltre il semplice invito ad astenersi da comportamenti illegali, ossia criminali, rivolgiamo ai conservatori e a coloro che si definiscono «di destra», alla luce di concezioni autenticamente religiose, un appello affinché pongano fine alla mostruosa violenza politica che hanno praticato e riprendano a coltivare comportamenti fraterni, capaci di promuovere la fiducia reciproca.

 

Curitiba, 24 Descartes 172 (31 ottobre 2026).

 

Sacerdote dell'Umanità Gustavo Biscaia de Lacerda,

in nome della Chiesa Positivista Virtuale

 

01 novembro 2026

Appel à la fraternité, contre la mesquinerie violente et vindicative

Église Positiviste Virtuelle


 

Appel à la fraternité, contre la mesquinerie violente et vindicative

 

L’amour pour principe et l’ordre pour base ; le progrès pour but

Vivre au grand jour        Ordre et Progrès           Vivre pour autrui

 

Il n’y a pas lieu de prendre des précautions de langage : les menaces et les actes effectifs de boycott, de licenciement, de non-assistance à personne en danger, de refus de soins ou de services, ainsi que la fourniture de produits inadéquats (y compris des médicaments et des traitements) – autant de comportements imputables à de nombreux Brésiliens se réclamant de la « droite » ou du conservatisme – sont inacceptables et doivent cesser immédiatement.

Depuis la soirée du 25 octobre 2026, après la confirmation de la victoire de Luiz Inácio Lula da Silva et de la défaite de Flávio Nantes Bolsonaro à l’élection présidentielle, on assiste à des manifestations répétées et à la mise en œuvre des comportements les plus abjects : humiliations systématiques, visant en particulier les personnes vulnérables (enfants, personnes sans domicile, personnes âgées, etc.) ; enfants renversés par des véhicules ; motocyclistes percutés par des véhicules de police ; meurtres et tentatives de meurtre par passages à tabac ou par arme à feu ; licenciements de travailleurs ; boycotts organisés par des commerçants et des prestataires de services ; refus de prise en charge de la part de médecins, d’infirmiers, d’avocats et d’agents publics ; prestations de mauvaise qualité et/ou fourniture de produits et de services inadéquats, etc. Même les animaux n’ont pas été épargnés : des ânes et des mulets ont été marqués de numéros et de symboles associés au candidat vainqueur, puis contraints d’endurer les conditions de travail les plus cruelles, jusqu’à en mourir. Tous ces comportements sont préconisés ou mis en pratique par une partie des citoyens brésiliens à l’encontre d’une autre partie, comme s’il s’agissait de conduites vertueuses et justifiées.

Or, loin d’être acceptables et légitimes, ces comportements constituent une systématisation de la violence physique directe, de la violence morale, de la discrimination et de l’irresponsabilité civique et professionnelle. Tous sont, à juste titre, illégaux, et leurs instigateurs comme leurs auteurs font déjà l’objet de signalements auprès des autorités compétentes. Toutefois, bien avant d’être illégaux et plus encore que de simples infractions à la loi, ces comportements sont profondément immoraux, dans la mesure où ils portent intentionnellement préjudice à d’autres citoyens et à d’autres êtres humains – et cela, de surcroît, par pure mesquinerie.

La diffusion de ces propositions et de ces pratiques, ainsi que l’esprit qui les anime, exige que nous prenions clairement position. Ces comportements constituent des formes de violence politique ; leur répression par les autorités de l’État, bien que nécessaire, ne traite que la surface du problème. Dans la mesure où ils mettent en jeu des valeurs et des idées, leur résolution est nécessairement morale ou, plus précisément, religieuse. C’est pourquoi nous publions le présent appel. (La religion ne se confond pas avec la théologie. Elle est la systématisation de l’ensemble de l’existence humaine – affective, intellectuelle et pratique ; privée et publique ; domestique, civique et universelle ; objective et subjective – en vue de l’harmonie dynamique de l’être humain. Le fondement d’une telle systématisation est l’altruisme, ou amour universel ; sur le plan civique, celui-ci prend la forme de la fraternité humaine.)

La profonde immoralité de ces comportements ne se manifeste pas seulement dans l’intention consciente et morbide de nuire autant que possible à d’autres êtres humains. Elle est encore aggravée par de nombreux autres aspects :

-      Les comportements que nous dénonçons constituent des représailles destinées à manifester le refus du résultat d’élections profondément polarisées et radicalisées ;

-      Ils représentent, en définitive, une entreprise vaine, puisque les élections sont terminées et que les décisions qui devaient être prises l’ont déjà été ;

-      Ils visent à imposer par la force ce qui ne devrait être obtenu que par une persuasion pacifique et digne ;

-      Ils nient brutalement les fondements de toute société, à savoir la fraternité et la confiance mutuelle, en encourageant et en pratiquant systématiquement la haine, la violence et le ressentiment ;

-      Ils correspondent précisément aux pratiques et aux intentions que les conservateurs et les personnes se réclamant de la « droite » redoutent et attribuent à leurs adversaires de « gauche » ;

-      Ils relèvent de pratiques et d’intentions que les conservateurs et les personnes de « droite » considéreraient, en temps normal, comme inacceptables et qu’ils dénonceraient et critiqueraient sans hésitation ;

-      Il s’agit de pratiques et d’intentions dégradantes dont les instigateurs et les auteurs, dès qu’elles sont critiquées, prétendent aussitôt, avec cynisme ou hypocrisie, avoir été « mal compris » ou que leurs propos auraient été « sortis de leur contexte », etc. ;

-      Ces pratiques et ces intentions visent des personnes vulnérables ou dépendantes : elles constituent donc des comportements particulièrement mesquins et brutaux ;

-      Des pratiques identiques, motivées elles aussi par le ressentiment et poursuivant des objectifs punitifs ou vindicatifs, ne constituent pas une nouveauté historique : elles ont été largement mises en œuvre par les nazis et leurs partisans en Allemagne dans les années 1930 et 1940.

Ces pratiques et ces intentions sont violentes et révèlent une profonde dégradation morale et intellectuelle. Outre leur caractère puéril, elles sont à l’opposé de ce que leurs auteurs conservateurs et de « droite » acceptent habituellement – ou, du moins, prétendent accepter. Ces comportements ne sont qu’une réaction mesquine à un résultat électoral particulier. Si les élections avaient donné un autre résultat, les défenseurs de ces pratiques et de ces intentions exigeraient des perdants exactement le contraire de ce qu’ils préconisent aujourd’hui : l’acceptation, la modération, le respect du résultat des élections, etc. C’est uniquement parce qu’ils ont perdu les élections que leurs défenseurs s’estiment scandaleusement autorisés à se venger des soutiens et des électeurs du candidat vainqueur.

Les élections ne constituent tout simplement pas le meilleur mécanisme de sélection des gouvernants. Comme on le sait, elles constituent un mécanisme permettant de saper l’autorité d’en haut par le bas ; en outre, elles transforment en questions purement numériques plusieurs problèmes qui sont, par définition, qualitatifs : la capacité à gouverner, la représentation des intérêts de la société, l’opinion publique, etc. Néanmoins, malgré ces défauts graves et fondamentaux, au Brésil, la désignation des gouvernements repose sur la procédure électorale, dont le résultat doit être accepté, bon gré mal gré. Cette acceptation ne dépend pas du fait que l’on apprécie ou non les résultats, mais uniquement du respect scrupuleux des procédures organisées sous l’autorité de la Justice électorale. D’ailleurs, l’acceptation des résultats électoraux est liée à une caractéristique fondamentale de toute société : la confiance mutuelle.

Bien qu’ils agissent ouvertement en sens contraire, les conservateurs et les personnes de « droite » qui défendent diverses formes de violence mesquine à l’encontre des personnes vulnérables et dépendantes ont autant besoin de confiance mutuelle que n’importe quel autre citoyen. Il n’existe pas de société sans confiance mutuelle. Toutes les pratiques et toutes les intentions que nous dénonçons ici détruisent cette confiance. Plus encore : elles détruisent la fraternité et la générosité ; elles alimentent la haine, la colère, la méfiance et les ressentiments.

Les conservateurs et les personnes de « droite » que nous critiquons ici se déclarent, en principe, favorables au conservatisme et à l’ordre social, tout en s’opposant au « progrès ». Les pratiques politiques et sociales les plus favorables au développement, à la liberté et à la dignité humaine sont affirmées par les réflexions et les enseignements de la Religion de l’Humanité et synthétisées dans le projet de sociocratie. La proposition sociocratique montre, à son tour, que le véritable conservatisme n’est ni immobile ni animé par le désir de revenir au passé, de même que le progrès ne signifie pas la destruction systématique des institutions. Pourtant, comme chacun sait, le conservatisme qui s’est manifesté au Brésil ces dernières années tire fierté de la destruction et affirme que, « avant de construire quoi que ce soit, il faut détruire beaucoup de choses » – en particulier tout ce qui se rapporte au « progrès ». Face à ces intentions destructrices, le véritable conservatisme affirme que la société et ses institutions doivent continuer d’exister, aussi bien pour permettre aux citoyens de mener leur vie que pour améliorer les conditions d’existence, notamment au bénéfice des plus faibles et des plus fragiles. Ainsi, le véritable conservatisme est à la fois progressiste et opposé aux destructions systématiques. Pour que ces améliorations puissent se réaliser, la confiance, fondée sur la fraternité, doit être effectivement partagée par l’ensemble de la société.

Les pratiques et les intentions que nous dénonçons ici rejettent la fraternité, détruisent la confiance, relèvent du particularisme et font obstacle à tout progrès. Pis encore : bien qu’elles se présentent comme « conservatrices », elles s’opposent à toute forme de conservation. Ainsi, en s’opposant systématiquement au « progrès », ces pratiques et ces intentions s’opposent en réalité à l’ordre lui-même. Il n’y a donc ni ordre ni progrès, mais, à leur place, beaucoup de violence et d’anarchie.

Les opinions doivent être respectées. Tout changement d’opinion doit nécessairement s’opérer, et toujours, par la seule voie de la persuasion pacifique. Le recours à la violence pour imposer un changement d’opinion n’est, au fond, pas différent du recours à l’État pour imposer des croyances. La particularité regrettable du cas présent tient simplement au fait que la violence est exercée au sein même de la société et revêt un caractère punitif ou vindicatif. Il ne fait aucun doute que nombre des conservateurs que nous critiquons ici souhaitent utiliser l’État pour imposer leurs croyances, notamment leurs croyances théologiques. Face à cela, nous devons réaffirmer une fois encore : ni la violence de l’État ni celle de la société ne sont acceptables ; ni la violence en général ni celle qui vise à imposer des croyances ne sont acceptables ; ni la violence destinée à imposer des croyances ni celle destinée à punir des croyances ne sont acceptables.

Comme nous l’avons indiqué au début de ce document, il n’y a pas lieu ici de prendre des précautions de langage. Nous lançons donc un appel clair et direct aux conservateurs et aux personnes de « droite » : qu’ils cessent immédiatement de propager et/ou de mettre en œuvre les pratiques dénoncées ici ; qu’ils réexaminent leurs comportements et leurs intentions afin de respecter et de mettre en pratique le véritable conservatisme – progressiste, fraternel et pacifique ; qu’ils modifient les intentions et les pratiques de ceux qui soutiennent la mesquinerie violente et punitive. En somme, bien au-delà d’un simple appel à renoncer à des comportements illégaux, c’est-à-dire criminels, nous demandons aux conservateurs et aux personnes de « droite », à la lumière de conceptions véritablement religieuses, de mettre fin à la violence politique monstrueuse qu’ils pratiquent et de renouer avec des comportements fraternels, propres à favoriser la confiance mutuelle.

 

Curitiba, 24 Descartes 172 (le 31 octobre 2026).

 

Prêtre de l’Humanité Gustavo Biscaia de Lacerda,

au nom de l’Église Positiviste Virtuelle