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21 outubro 2026

Papel político da religião positiva

No dia 13 de Descartes de 172 (20.10.2026) realizamos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Apelo aos conservadores (em sua "Conclusão - missão peculiar aos verdadeiros conservadores").

No sermão abordamos o papel político da religião positiva.

A prédica foi transmitida nos canais Positivismo (https://youtube.com/live/DNDxSKQQ9hE) e Igreja Positivista Virtual (https://www.facebook.com/IgrejaPositivistaVirtual/videos/1087648617414789).

As anotações que serviram de base para a exposição oral encontram-se reproduzidas abaixo.

*   *   *

Papel político da religião positiva

(13 de Descartes de 172/20.10.2026) 

1.     Abertura da prédica

2.     Datas e celebrações

2.1.   Dia 11 de Descartes (18.10): nascimento de Frederic Harrison (1831 – 195 anos)

2.2.   Dia 11 de Descartes (18.10): nascimento de Benjamin Constant (1836 – 190 anos)

2.3.   Dia 13 de Descartes (20.10): transformação de José Lonchampt (1890 – 136 anos)

2.4.   Dia 18 de Descartes (25.10): segundo turno das eleições para Presidente da República

3.     Apóiem a Igreja Positivista Virtual!

3.1.   Colaborem com o que puderem; com boa fé e boa vontade, toda e qualquer colaboração é necessária e bem-vinda!

3.1.1. Inscrevam-se no canal, compartilhem, divulguem nossas atividades!

3.2.   Para apoiar as atividades dos nossos canais e da Igreja Positivista Virtual: façam o Pix da Positividade! (Chave Pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)

4.     Leitura comentada do Apelo aos conservadores

5.     Espiritualidade positiva

5.1.   Esta talvez seja a seção mais importante das prédicas!

5.2.   Sejamos altruístas!

5.2.1. Sejamos generosos, tolerantes etc.

5.2.2. Devemos orientar toda a nossa vida pelo altruísmo: quando o altruísmo regula e orienta a vida, o resultado é que o altruísmo (a dedicação para os demais) e o egoísmo (a satisfação das necessidades pessoais) não são incompatíveis, pois só o altruísmo permite unir o bem comum à felicidade pessoal

5.3.   Façamos orações!

5.3.1. A oração positiva é a base do culto íntimo; assim, é tanto a base do aperfeiçoamento pessoal quanto da espiritualidade positiva de modo geral

5.4.   Como Igreja Positivista Virtual, ministramos os sacramentos positivos a quem tem interesse

5.4.1. Em um total de nove, os sacramentos são a celebração de momentos centrais na vida de todos nós – momentos que devem ser celebrados, afirmados, compartilhados (o nascimento/a adoção, o casamento, a aposentadoria, a transformação (a morte) etc.)

6.     Sermão: o papel político da religião positiva

6.1.   Nesta prédica queremos comentar a atuação política da Religião da Humanidade

6.1.1. Esse tema foi sugerido pela Sandra e pelo Hernani no ano passado e ficou sovando desde então; mas como com freqüência tratamos de questões políticas e como estamos em um período eleitoral particularmente preocupante, tenso e fulcral, convém tratarmos disso agora

6.1.2. O nosso objetivo neste sermão é comentarmos alguns aspectos específicos da atuação política do Positivismo, bem como algumas confusões e algumas críticas injustas; mas, para isso, teremos que antes rever alguns aspectos básicos do Positivismo

6.2.   Relembremos, então, seis aspectos centrais do Positivismo que tratam de questões políticas:

6.2.1. A preocupação central da Religião da Humanidade, após o desenvolvimento das forças humanas ao longo da história, é regular essas forças, promovendo a harmonia humana, individual e coletiva, em termos estáticos e dinâmicos

6.2.2. Como sabemos, a perspectiva de conjunto é necessária para qualquer regulação; no caso humano, temos que considerar o âmbito privado e o âmbito público (sendo que o âmbito privado divide-se em individual e doméstico): enquanto os monoteísmos (e as metafísicas também) privilegiam sempre um âmbito em detrimento do outro, o Positivismo considera-os ambos, percebendo-os como necessariamente complementares

6.2.2.1.          A família baseia-se nas relações afetivas ao redor do casal fundamental; já a vida pública baseia-se nas atividades industriais e políticas das pátrias (ou melhor, das mátrias), a partir da reunião das classes sociais e da atuação do Estado;

6.2.2.2.          Seja porque os âmbitos privado e público são complementares, seja porque, enfim, eles existem, exercem efeitos reais sobre o ser humano e, portanto, e têm que ser regulados, o Positivismo não negligencia a política, que é um dos aspectos da existência pública

6.2.3. Com a modernidade afirmou-se cada vez mais o ideal e a necessidade de separação entre os poderes temporal e espiritual, em que um modifica a conduta objetivamente, pela imposição da força, e o outro modifica a conduta subjetivamente, pelo aconselhamento

6.2.3.1.          Na verdade, a separação dos dois poderes é a instituição fundamental da modernidade e é afirmada sem cessar pelo Positivismo

6.2.3.2.          A separação dos dois poderes permite e garante que as pessoas tenham plena liberdade de pensamento, de expressão e de associação, independentemente das vontades do Estado

6.2.3.3.          Qualquer mudança social – qualquer! – modernamente tem que ocorrer baseada na separação dos dois poderes, de maneira a permitir que as mudanças sejam profundas, duradouras e aceitas livremente pela sociedade, sem imposições nem autoritarismo

6.2.3.4.          O sacerdócio positivo recusa-se a ocupar cargos públicos e, seja por questões doutrinárias e políticas, seja porque todos os sacerdócios devem submeter-se às mesmas condições, o sacerdócio positivo deve exigir a mesma restrição da parte dos outros sacerdócios (mesmo que empiricamente eles não queiram e mesmo que eles rejeitem doutrinariamente tal restrição)

6.2.4. O Positivismo afirma que o conjunto das sociedades deverá ser positivista; mas esse conjunto significa que as sociedades civis têm que se modificar antes dos governantes

6.2.4.1.          Isso estabelece uma progressão na atuação positivista, em três fases: mudança de concepções na sociedade civil; adoção de políticas positivas por governos não positivistas; adoção do Positivismo pelos governos

6.2.4.2.          Essas três fases ocorrerão sempre baseadas na separação entre os dois poderes, de maneira a garantir a dignidade das opiniões e o caráter não tirânico do governo

6.2.5. A política positiva, além de republicana, tem que ter um caráter social e progressista, ou seja, deve realizar-se visando ao aperfeiçoamento (ou, dito de outra maneira, à melhoria) das condições vida dos seres humanos, em particular dos proletários e das mulheres

6.2.5.1.          O respeito às instituições é necessário (é uma política “conservadora”), ao mesmo tempo em que as instituições devem ser orientadas na direção social e progressista

6.2.5.1.1.              Esse é o sentido de várias fórmulas positivistas: “ordem e progresso”, “o capital é social e sua aplicação tem que ser social”, “regular consagrando e consagrar regulando” e “preservar melhorando” (e, secundariamente, “só se destrói o que se substitui”)

6.2.5.2.          As condições de atuação do patriciado devem ser respeitadas, ao mesmo tempo em que ele deve ser cobrado publicamente em suas atribuições:

6.2.5.2.1.              Vale lembrar que Augusto Comte fala em “patriciado” e não em “burguesia”: nosso mestre era extremamente crítico da burguesia, que ele via com mesquinha, individualista, egoísta

6.2.5.2.2.              A separação dos dois poderes é uma das condições sociais, políticas e morais dessa cobrança, feita pela opinião pública orientada pelo sacerdócio

6.2.5.2.3.              Como dizia Augusto Comte, “grandes responsabilidades exigem grandes poderes”; inversamente, o Homem-Aranha afirma que “grandes poderes acarretam grandes responsabilidades”

6.2.6. A Religião da Humanidade, isto é, o sacerdócio muda a sociedade por duas vias complementares: (1) fornecendo os parâmetros gerais e (2) orientando os agentes específicos

6.2.6.1.          É necessário insistir em que o Positivismo oferece as diretrizes gerais; os detalhes específicos das ações concretas cabem aos executores

6.2.6.2.          Os servidores da Humanidade têm a responsabilidade por suas condutas; o sacerdócio aconselha-os e admoesta-os

6.2.6.2.1.              Em outras palavras, trata-se de melhorar o mundo melhorando o homem

6.2.6.3.          A proposição de parâmetros gerais e o aconselhamento individual não são “moralismo”: essa é a única forma de atuar politicamente sem violência

6.2.6.3.1.              Nossa época crítica considera que tudo o que consiste em afirmação de valores morais equivale sempre a hipocrisia; essa hipocrisia é chamada de “moralismo”

6.2.6.3.2.              Embora evidentemente essa hipocrisia sempre possa ocorrer, a identificação da exceção como se fosse a regra é um dos sinais mais claros do aspecto destruidor e crítico de nossa época

6.2.6.3.3.              A afirmação da moralidade como “moralismo” hipócrita apresenta-se como grande sabedoria política, mesmo e principalmente pelos doutores acadêmicos!

6.3.   Feitas essas lembranças, podemos passar para a discussão do papel político da Religião da Humanidade

6.3.1. A religião da Humanidade é uma religião cívica, o que significa que nos interessam as questões políticas

6.4.   Devemos fazer vários esclarecimentos sobre o caráter cívico do Positivismo

6.4.1. “Religião cívica” é diferente de “religião civil”

6.4.1.1.          A religião cívica é aquela que se preocupa com vários aspectos da vida política

6.4.1.2.          A religião civil é uma doutrina oficial de Estado, como o catolicismo na quase totalidade de sua existência, os protestantismos em todos os lugares em que uma seita específica é dominante, o marxismo nos países comunistas, o nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália etc.

6.4.1.3.          A religião civil foi particularmente teorizada por J.-J. Rousseau, a partir da experiência da Genebra calvinista; Rousseau afirmou que a democracia exige sempre, necessariamente, a adesão dos cidadãos a uma doutrina oficial do Estado; quem não concordar (mesmo que da boca para fora) com isso deve democraticamente ser preso, exilado ou morto

6.4.2. Há vários sentidos da palavra “política”: polity, politics, policy; relações de poder e busca do bem viver

6.4.2.1.          Polity corresponde ao conjunto das instituições sociais e políticas vigentes em uma sociedade; policy corresponde a cada “política pública” (educação, saúde, previdência, relações internacionais, gestão econômica etc.); politics é a política do dia-a-dia, com as negociações, as campanhas eleitorais etc.

6.4.2.2.          As relações de poder e a busca do bem viver são duas concepções gerais: Aristóteles definiu a política como a busca da organização social que busca o bem viver; em contraposição a Aristóteles, Hobbes reduziu a política às relações de poder, ou melhor, de dominação

6.4.2.3.          O Positivismo considera cada uma dessas concepções, embora, evidentemente, de diferentes maneiras e com várias intensidades: o Positivismo procura manter-se distante da politics (mas não indiferente ou omisso em relação a ela); mantém uma preocupação com a policy e com as relações de poder; concede grande atenção para a polity e considera que a política, em última análise, deve ser a busca do bem viver

6.4.3. O interesse pelas questões políticas é diferente de partidarização da religião

6.4.3.1.          A partidarização consiste em assumir um espírito particular de partido, ou seja, consiste em abandonar as vistas gerais – e a generosidade – em favor de vistas particulares e mesquinhas (o marxismo, o identitarismo, o fascismo etc. são assim)

6.4.3.2.          A partidarização, portanto, vincula-se à mesquinhez, à intolerância, à agressividade

6.4.3.3.          A partidarização deve ser entendida em sentido amplo, mas essa concepção cai como uma luva com as instituições sociais chamadas atualmente de “partidos políticos”: a religião que se vincula a um partido político degrada-se

6.4.3.4.          No final das contas, a partidarização acaba opondo-se à separação dos dois poderes, seja em termos concretos (quando o sacerdócio vincula-se a um partido político), seja em termos “sociais” (quando o sacerdócio de qualquer maneira abandona suas necessárias dignidade, perspectivas gerais e generosidade)

6.4.4. A rejeição da partidarização é diferente da “neutralidade”

6.4.4.1.          Antes de mais nada, essa é uma defesa de um certo quietismo

6.4.4.1.1.              O quietismo é a postura intelectual e prática que defende um afastamento das disputas sociais e políticas, em um sentido de “quietude” (daí o nome)

6.4.4.1.2.              Assim, o quietismo acaba sendo uma forma de omissão social e política

6.4.4.2.          A “neutralidade” significa de modo geral que o sacerdócio deve manter-se distante das questões políticas – ou seja, que ele deve tornar-se omisso, alienado e voltar-se apenas para o âmbito privado (fazendo referências etéreas e meio inúteis no âmbito público)

6.4.4.3.          A neutralidade opõe-se à partidarização, mas é igualmente daninha da dignidade do sacerdócio, seja porque torna inútil e omisso o sacerdócio, seja porque afirma uma dignidade que não serve para nada

6.4.4.4.          A exigência de neutralidade é feita por pessoas que gostariam que o Positivismo não tratasse de questões políticas e que são incapazes de perceber que a preocupação com questões políticas em geral implica a defesa de algumas perspectivas específicas, sem que isso represente a defesa de políticos ou de partidos em particular

6.4.4.5.          Qual seria a neutralidade possível por exemplo na época da Abolição? Ou da República? Ou da crítica ao Eixo? Ou na campanha “O Petróleo É Nosso”? Ou no combate ao imperialismo e ao neocoloniaismo? Ou da defesa dos trabalhadores contra a exploração dos burgueses?

6.4.4.6.          Muitos dizem que temos que ser “neutros” porque estaríamos sendo de “esquerda”

6.4.4.6.1.              Curiosamente, a exigência de neutralidade é apenas quando seríamos de “esquerda”

6.4.4.6.2.              Mas, na verdade, não estaríamos sendo de “esquerda”; na verdade, temos elementos de “esquerda” e de “direita”: somos positivistas e defendemos posturas próprias à positividade

6.4.4.6.3.              O fato de que muitas vezes esses temas também serem defendidos por marxistas, comunistas, identitários etc. não implica concordância com eles; na verdade, isso significa que eles têm uma certa positividade, em termos de sentimentos e de algumas práticas

6.4.4.6.4.              Assim, na verdade, é a “esquerda” que se aproximaria do Positivismo

6.4.4.6.5.              De qualquer maneira, lamentavelmente, durante bem mais de 100 anos a esquerda deixou-se corromper pelo marxismo, que por sua vez causou inúmeros e profundos danos à Humanidade

6.4.4.6.6.              A mentalidade “Guerra Fria” é uma das conseqüências mais nefastas do marxismo e prejudica todas as sociedades: essa mentalidade consiste em associar políticas progressistas ao marxismo (ou ao comunismo soviético, tanto faz) e, devido a tal associação, rejeitar essas políticas porque elas seriam “marxistas” (ou “comunistas”)

6.5.   Por fim, há dois extremos errados de avaliação da separação dos dois poderes proposta pela Religião da Humanidade: (1) “É religião, logo não deve intrometer-se na política” e (2) “A Religião da Humanidade é política disfarçada de religião”

6.5.1. A idéia de que o Positivismo, por ser uma religião, não deveria tratar de política já foi comentada acima; é uma exigência feita em particular para as teologias e daí estendida para o Positivismo; isso não tem o menor cabimento

6.5.2. Já afirmar que o Positivismo é uma política disfarçada de religião é uma concepção muito comum, repetida em particular pelos doutores acadêmicos – isto é, pelos metafísicos em geral e pelos materialistas em particular (embora teológicos também adotem essa postura)

6.5.2.1.          Essa é uma forma de criticar e degradar o Positivismo

6.5.2.2.          Essa é uma forma cômoda de dividir o mundo: de um lado, os teológicos retrógrados; de outro lado, os materialistas progressistas; todas as relações sociais seriam relações de poder, de dominação e exploração; como disse Marx, de sua habitual maneira brutal, “a religião é o ópio do povo”: não haveria sinceridade nas religiões, apenas formas de dominação disfarçadas

6.5.2.2.1.              Nessa concepção, o Positivismo não seria teológico (ou talvez fosse – afinal, é uma “religião”), mas com toda a certeza seria um ópio tanto quanto as teologias

6.5.2.2.2.              É claro que, nesse esquema, somente os marxistas seriam honestos, corretos, coerentes, não alienados e não alienantes etc.

6.6.   Em suma:

6.6.1. O Positivismo é uma religião cívica

6.6.2. A instituição fundamental, base para todas as ações posteriores, é a separação entre os poderes temporal e espiritual

6.6.2.1.          O Positivismo é a única religião que defende sistematicamente a separação dos dois poderes

6.6.3. A noção de religião cívica (preocupação com questões políticas) é diferente da de religião civil (religião oficial obrigatória)

6.6.4. A preocupação com a vida política exige o afastamento simultâneo dos extremos opostos da partidarização (a vinculação a grupos específicos e o afastamento da perspectiva geral e dos sentimentos generosos) e da “neutralidade” (o silenciamento a respeito de questões políticas, geralmente a favor de perspectivas de “esquerda” e seguindo a mentalidade Guerra Fria)

6.6.5. Duas críticas opostas também surgem quando se afirma a atuação política do Positivismo: a exigência de ele manter-se distante da política por ser uma religião e a afirmação de que ele seria, na verdade, uma política disfarçada de religião

7.     Término da prédica

 

Referências

- Auguste Comte (franc.), Síntese subjetiva (Paris, Exécution Téstamentaire d’Auguste Comte, 2ª ed., 1900): https://archive.org/details/lasynthsesubjec00comtgoog.

- Augusto Comte (franc.), Sistema de filosofia positiva (Paris, Bachelier, 1838), v. 3, 45e leçon (“Considérations générales sur l’étude positive des fonctions intellectuelles et morales, ou cérébrales”).

- Augusto Comte (franc.), Sistema de política positiva (Paris. J.-B. Baillière, 4ª ed., 1880): https://archive.org/details/systmedepoliti01comt.

- Augusto Comte (port.), Apelo aos conservadores (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores.

- Augusto Comte (port.), Catecismo positivista (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 4ª ed., 1934).

- José Lonchampt (port.), Ensaio sobre a oração (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1896; catálogo da IPB, n. 165): https://archive.org/details/n.-165-jose-lonchampt-ensaio-sobre-a-oracao.

- Luís Lagarrigue (esp.), A poesia positivista (Santiago do Chile, 1890): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-a-poesia-positivista-1890_202509.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), As últimas concepções de Augusto Comte (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-i e https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-ii.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), O ano sem par (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1900): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-o-ano-sem-par-portug._202312/page/n7/mode/2up. 

13 outubro 2026

Responsabilidade política e pequenos países

No dia 6 de Descartes de 172 (13.10.2026) realizamos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Apelo aos conservadores (em sua "Conclusão - missão peculiar aos verdadeiros conservadores").

A prédica foi transmitida nos canais Positivismo (https://youtube.com/live/fLu-aKtKXJo) e Igreja Positivista Virtual (https://www.facebook.com/IgrejaPositivistaVirtual/videos/1138082255349262).

As anotações que serviram de base para a exposição oral encontram-se reproduzidas abaixo.

*   *   *

Leitura comentada do Apelo aos conservadores

(6 de Descartes de 172/13.10.2026) 

1.     Abertura da prédica

2.     Datas e celebrações

2.1.   Dia 5 de Descartes (12.10): Descoberta da América (1492 – 534 anos) – festa de Colombo

2.2.   Mês de Descartes (8.10 a 4.11): undécimo mês, dedicado à filosofia moderna

3.     Apóiem a Igreja Positivista Virtual!

3.1.   Colaborem com o que puderem; com boa fé e boa vontade, toda e qualquer colaboração é necessária e bem-vinda!

3.1.1. Inscrevam-se no canal, compartilhem, divulguem nossas atividades!

3.2.   Para apoiar as atividades dos nossos canais e da Igreja Positivista Virtual: façam o Pix da Positividade! (Chave Pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)

4.     Espiritualidade positiva

4.1.   Esta talvez seja a seção mais importante das prédicas!

4.2.   Sejamos altruístas!

4.2.1. Sejamos generosos, tolerantes etc.

4.2.2. Devemos orientar toda a nossa vida pelo altruísmo: quando o altruísmo regula e orienta a vida, o resultado é que o altruísmo (a dedicação para os demais) e o egoísmo (a satisfação das necessidades pessoais) não são incompatíveis, pois só o altruísmo permite unir o bem comum à felicidade pessoal

4.3.   Façamos orações!

4.3.1. A oração positiva é a base do culto íntimo; assim, é tanto a base do aperfeiçoamento pessoal quanto da espiritualidade positiva de modo geral

4.4.   Como Igreja Positivista Virtual, ministramos os sacramentos positivos a quem tem interesse

4.4.1. Em um total de nove, os sacramentos são a celebração de momentos centrais na vida de todos nós – momentos que devem ser celebrados, afirmados, compartilhados (o nascimento/a adoção, o casamento, a aposentadoria, a transformação (a morte) etc.)

5.     Explicações gerais sobre o Apelo aos conservadores

5.1.   Como estamos no final da leitura do Apelo, convém indicar que a próxima leitura será feita do livro Doze diálogos, do positivista chileno Luís Lagarrigue

5.1.1. Esse livro está disponível aqui: https://archive.org/details/luis-lagarrigue-doze-dialogos

5.2.   Que tipo de documento é o Apelo e a quem ele dirige-se?

5.2.1. O Apelo é um manifesto político e dirige-se não a quaisquer pessoas ou grupos, mas a um grupo específico: são os líderes políticos e industriais que tendem para a defesa da ordem (e que tendem para a defesa da ordem até mesmo devido à sua atuação como líderes políticos e industriais), mas que, ao mesmo tempo, reconhecem a necessidade do progresso (a começar pela república): são esses os “conservadores” a que Augusto Comte apela

5.2.2. O Apelo, portanto, adota uma linguagem e um formato adequados ao público a que se dirige

5.2.3. Empregamos a expressão “líderes industriais” no lugar de “líderes econômicos”, por ser mais específica e mais adequada ao Positivismo: a “sociedade industrial” não se refere às manufaturas, mas à atividade pacífica, construtiva, colaborativa, oposta à guerra

5.2.4. É necessário reforçar que, na medida em que a “conservação” consiste na manutenção da sociedade como base necessária para o aperfeiçoamento, a política “conservadora” proposta por Augusto Comte é progressista, de tal sorte que ela corresponde à união e à realização do ideal de “Ordem E Progresso”

5.2.4.1.          A noção positiva de “conservador” e de “conservadorismo” opõe-se à noção inglesa de “conservador” (conforme definida originalmente por Edmund Burke, em 1794) e que se aproxima de ausência de movimento, de movimento muito lento ou, em todo caso, de rejeição de mudanças sociais racionais e intencionais

5.2.4.2.          Assim, a expressão “apelo aos conservadores” (em francês: “appel aux conservateurs”) não significa, nem quer significar, “defesa do conservadorismo” (ou, como querem alguns, de maneira alucinada, “defesa do reacionarismo”)

5.3.   Outras observações:

5.3.1. Uma versão digitalizada da tradução brasileira desse livro, feita por Miguel Lemos e publicada em 1899, está disponível no Internet Archive: https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores

5.3.2. O capítulo em que estamos é a “Conclusão”, cujo subtítulo é “Conduta própria aos verdadeiros conservadores”

6.     Leitura comentada do Apelo aos conservadores

7.     Término da prédica

 

Referências

- Auguste Comte (franc.), Síntese subjetiva (Paris, Exécution Téstamentaire d’Auguste Comte, 2ª ed., 1900): https://archive.org/details/lasynthsesubjec00comtgoog.

- Augusto Comte (franc.), Sistema de filosofia positiva (Paris, Bachelier, 1838), v. 3, 45e leçon (“Considérations générales sur l’étude positive des fonctions intellectuelles et morales, ou cérébrales”).

- Augusto Comte (franc.), Sistema de política positiva (Paris. J.-B. Baillière, 4ª ed., 1880): https://archive.org/details/systmedepoliti01comt.

- Augusto Comte (port.), Apelo aos conservadores (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores.

- Augusto Comte (port.), Catecismo positivista (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 4ª ed., 1934).

- José Lonchampt (port.), Ensaio sobre a oração (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1896; catálogo da IPB, n. 165): https://archive.org/details/n.-165-jose-lonchampt-ensaio-sobre-a-oracao.

- Luís Lagarrigue (esp.), A poesia positivista (Santiago do Chile, 1890): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-a-poesia-positivista-1890_202509.

- Luís Lagarrigue (esp.), Doze diálogos entre Clotilde de Vaux e Augusto Comte (Santiago do Chile, Universo, 1938): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-doze-dialogos.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), As últimas concepções de Augusto Comte (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-i e https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-ii.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), O ano sem par (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1900): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-o-ano-sem-par-portug._202312/page/n7/mode/2up.