Este blogue é dedicado a apresentar e a discutir temas de Filosofia Social e Positivismo, o que inclui Sociologia e Política.
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Fiz uma pesquisa na internet e ela diz que o Apostolado Positivista era contra Julio Castilho. Infelizmente, não consegui ainda achar fontes primárias. Caso isso seja verdade (Miguel Lemos e Teixeira Mendes, por exemplo, tendo criticado duramente Castilho), "Não existe "castilhismo", apenas positivismo" é uma falsidade. Existe pelo menos o positivismo deles contra o "castilhismo".
Jether: agradeço a participação. Seu comentário, todavia, apresenta uma série imensa de fragilidades e equívocos.
Em primeiro lugar, enquanto você sabe quem sou eu e quais os valores e princípios que defendo, eu não sei nada a seu respeito; nesse sentido, eu não sei qual o seu interesse no Positivismo, no castilhismo e na defesa de uma distância entre eles. Em particular, desde há pouco mais de dez anos existe um movimento fascista que advoga a existência autônoma de algo chamado "castilhismo" para, com isso, defender um tipo de fascismo gaúcho inspirado (ou baseado) em Júlio de Castilhos e, por extensão, no Positivismo. Espero que você não seja adepto desse fascismo gaúcho: caso seja, a postagem acima é dirigida a você e seus sequazes.
Em segundo lugar, uma "pesquisa na internet" não tem valor científico ou filosófico nenhum (exceto se for para avaliar as respostas obtidas); sempre que eu faço "pesquisas na internet" a respeito do Positivismo os resultados são péssimos, quase na totalidade apresentando erros primários devido a má-fé (ou seja, aprensentando pura desinformação).
Em terceiro lugar, eventuais críticas da IPB a Júlio de Castilhos não correspondem necessariamente a uma distanciamento radical entre eles; na verdade, afirmar que a crítica de um órgão do poder espiritual a um órgão do poder temporal corresponde a alguma coisa como distanciamento entre eles é não conhecer e, daí, não entender a teoria e a prática políticas propostas pelo Positivismo. A avaliação do poder temporal pelo poder espiritual é obrigação deste último; entre as avaliações possíveis, evidentemente cabem, quando necessário, críticas; entender de outra forma a questão significa exigir que o poder espiritual atue apenas como legitimador do poder temporal, ou seja, que lhe seja dócil e servil. Essa forma de pensar é profundamente viciada e, lamentavelmente, é difundida de maneira ampla, explícita ou implicitamente, entre comentadores, filósofos e "ideólogos".
Em quarto lugar, as propostas castilhistas baseavam-se no Positivismo: Júlio de Castilhos aplicava na prática o Positivismo, adaptando-o quando necessário às situações específicas e concretas do Brasil e do Rio Grande do Sul da época. Evidentemente há uma diferença, ou melhor, uma distância entre a teoria e a prática; mas, ao contrário de muitos políticos, a prática de Júlio de Castilhos realmente era baseada, quando não orientada, no Positivismo.
Em quinto lugar, considerando as observações anteriores, a conclusão a que você chegou, de que seria falsa minha afirmação de que "não existe 'castilhismo', apenas Positivismo", é - pressupondo a boa fé - insustentável, sendo no mínimo precipitada, no máximo totalmente errada.
Fiz uma pesquisa na internet e ela diz que o Apostolado Positivista era contra Julio Castilho. Infelizmente, não consegui ainda achar fontes primárias. Caso isso seja verdade (Miguel Lemos e Teixeira Mendes, por exemplo, tendo criticado duramente Castilho), "Não existe "castilhismo", apenas positivismo" é uma falsidade. Existe pelo menos o positivismo deles contra o "castilhismo".
ResponderExcluirJether: agradeço a participação. Seu comentário, todavia, apresenta uma série imensa de fragilidades e equívocos.
ExcluirEm primeiro lugar, enquanto você sabe quem sou eu e quais os valores e princípios que defendo, eu não sei nada a seu respeito; nesse sentido, eu não sei qual o seu interesse no Positivismo, no castilhismo e na defesa de uma distância entre eles. Em particular, desde há pouco mais de dez anos existe um movimento fascista que advoga a existência autônoma de algo chamado "castilhismo" para, com isso, defender um tipo de fascismo gaúcho inspirado (ou baseado) em Júlio de Castilhos e, por extensão, no Positivismo. Espero que você não seja adepto desse fascismo gaúcho: caso seja, a postagem acima é dirigida a você e seus sequazes.
Em segundo lugar, uma "pesquisa na internet" não tem valor científico ou filosófico nenhum (exceto se for para avaliar as respostas obtidas); sempre que eu faço "pesquisas na internet" a respeito do Positivismo os resultados são péssimos, quase na totalidade apresentando erros primários devido a má-fé (ou seja, aprensentando pura desinformação).
Em terceiro lugar, eventuais críticas da IPB a Júlio de Castilhos não correspondem necessariamente a uma distanciamento radical entre eles; na verdade, afirmar que a crítica de um órgão do poder espiritual a um órgão do poder temporal corresponde a alguma coisa como distanciamento entre eles é não conhecer e, daí, não entender a teoria e a prática políticas propostas pelo Positivismo. A avaliação do poder temporal pelo poder espiritual é obrigação deste último; entre as avaliações possíveis, evidentemente cabem, quando necessário, críticas; entender de outra forma a questão significa exigir que o poder espiritual atue apenas como legitimador do poder temporal, ou seja, que lhe seja dócil e servil. Essa forma de pensar é profundamente viciada e, lamentavelmente, é difundida de maneira ampla, explícita ou implicitamente, entre comentadores, filósofos e "ideólogos".
Em quarto lugar, as propostas castilhistas baseavam-se no Positivismo: Júlio de Castilhos aplicava na prática o Positivismo, adaptando-o quando necessário às situações específicas e concretas do Brasil e do Rio Grande do Sul da época. Evidentemente há uma diferença, ou melhor, uma distância entre a teoria e a prática; mas, ao contrário de muitos políticos, a prática de Júlio de Castilhos realmente era baseada, quando não orientada, no Positivismo.
Em quinto lugar, considerando as observações anteriores, a conclusão a que você chegou, de que seria falsa minha afirmação de que "não existe 'castilhismo', apenas Positivismo", é - pressupondo a boa fé - insustentável, sendo no mínimo precipitada, no máximo totalmente errada.