26 julho 2026

Exemplos e explicações

O exemplo é sempre pedagógico, mas com freqüência é necessário explicá-lo.




22 julho 2026

Busto de Teixeira Mendes foi furtado

A notícia abaixo foi publicada em 26 de agosto de 2025, ou seja, há quase um ano. O busto do grande Apóstolo da Humanidade Raimundo Teixeira Mendes que ficava em frente à Igreja Positivista do Brasil, no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, foi furtado; nesse período de um ano, não se recuperou a peça.

O texto original foi publicado aqui.

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Busto histórico do filósofo Raimundo Teixeira Mendes é furtado na Glória

Caso escancara problema de segurança na região e vira desafio para as autoridades

Ladrões roubam busto histórico na Glória (Foto: Reprodução Informe Gloriano)

O bairro da Glória voltou a ser vítima da ação de vândalos. Dessa vez, os criminosos roubaram o busto do filósofo Raimundo Teixeira Mendes, que ficava localizado na Rua Benjamim Constant. A obra estava situada nas dependências do prédio neoclássico da Igreja Positivista do Brasil, instituição que ele ajudou a fundar junto com o também filósofo Miguel de Lemos.

Nem mesmo o monitoramento das câmeras de segurança da região, as grades do edifício e até o peso do busto intimidou a ação dos delinquentes, que levaram também a base de mármore que sustentava o monumento. Os indivíduos também tentaram, mas não conseguiram, levar os bustos de Miguel de Lemos e do Marechal Rondon, engenheiro e sertanista militar, que dividem espaço na mesma área. 

Denúncias apontam que o destino dessas peças históricas seria o comércio ilegal, sobretudo em ferros-velhos, sobretudo dos próximos à Central do Brasil, onde as obras subtraídas são frequentemente encontradas em fiscalizações.

Criminosos furtam busto de Raimundo Teixeira Mendes na Glória (Foto: Reprodução Informe Gloriano)

Teixeira Mendes foi quem idealizou a inclusão da frase “Ordem e Progresso” na bandeira do Brasil. A expressão remete a um dos princípios do positivismo, corrente filosófica fundada pelo francês Auguste Comte no início do século XIX, que diz: O amor por princípio, a Ordem por base, o Progresso por fim”.

A Igreja Positivista do Brasil, onde estava o busto furtado, teve papel fundamental na difusão do positivismo no país. Fundada no final do século XIX, foi ponto de encontro de intelectuais e políticos que influenciaram a formação da República. Além de abrigar cerimônias e debates filosóficos, a instituição também defendia ideais de progresso, educação e ordem social inspirados na obra de Auguste Comte, deixando um legado que marcou profundamente a história política e cultural brasileira.

Região central na mira dos ladrões

Conforme amplamente noticiado pelo DIÁRIO DO RIO, moradores de rua e usuários de drogas tem se associado a ferros-velhos irregulares da cidade para repassar as obras roubadas.

Os casos mais chocantes têm acontecido no Passeio Público, no Centro do Rio, local que já perdeu vinte esculturas nos últimos anos. Dez foram furtadas. As outras dez, retiradas pela própria Prefeitura após atos de vandalismo ou tentativas de roubo.

Entre os monumentos desaparecidos, estão bustos de nomes como Júlia Lopes de Almeida, Francisco Braga, Olegário Mariano, Raymundo Correia e Paulo Silva. Já entre as obras recolhidas estão o busto de Castro Alves, a “Fonte do Menino” — criada por Mestre Valentim — e esculturas das estações Verão e Primavera. Segundo a Secretaria Municipal de Conservação, todas essas obras estão previstas para restauração e posterior devolução ao parque, mas ainda sem data definida.

Outras obras como a estátua em homenagem a vereadora Marielle Franco, no Buraco do Lume, e o monumento que celebra o ativista indiano Mahatma Gandhi, na praça homônima, também viraram alvo dos infratores e já tiveram suas placas de identificação roubadas na região central da cidade.

Além de bustos e estátuas, grades de áreas públicas também somem e vão parar nos ferros-velhos. Espaços públicos como o Campo de Santana e Praça Paris sofrem com os furtos. Os criminosos retiram grades e peças metálicas para venda ilegal. Em muitos casos, a depredação acontece à noite, diante da ausência de vigilância e policiamento.

As igrejas também não escapam dessa triste realidade. No fim do ano passado, uma das poucas relíquias de São Benedito ainda existentes foi furtada da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, na Rua Uruguaiana, no Centro do Rio

Em nota enviada ao DIÁRIO DO RIO, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e de outras delegacias da instituição, informou “que realiza ações diárias e contínuas para combater o furto de materiais metálicos.

Segundo a polícia, desde setembro de 2024, mais de 310 ferros-velhos foram fiscalizados, com cerca de 100 responsáveis pelos estabelecimentos presos nestas ações. Neste mesmo período, mais de 267 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas pela especializada.

A DRF tem diversos inquéritos em andamento que investigam toda a cadeia criminosa, desde o furtador até as metalúrgicas, e as diligências seguem para responsabilizar criminalmente todos os envolvidos. Além disso, as ações visam também descapitalizar financeiramente os braços operacionais do tráfico, responsáveis por fomentar esse tipo de crime.

A Polícia Civil informou que também atua também em conjunto com a Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo, para reprimir as práticas delituosas”.

21 julho 2026

Novo email da Igreja Positivista Virtual

A Igreja Positivista Virtual agora tem um novo email, mais adequado à sua atuação e ao seu nome: IgrejaPositivista1@gmail.com!




13 julho 2026

O Brasil, da rejeição do Ocidente à ilusão do reinício da história

No dia 13 de julho de 2026 o jornal carioca Monitor Mercantil publicou nosso artigo "O Brasil, da rejeição do Ocidente à ilusão do reinício da história - 1".

O texto original encontra-se disponível aqui: https://monitormercantil.com.br/o-brasil-da-rejeicao-do-ocidente-a-ilusao-do-reinicio-da-historia-1/.

O artigo pode ser lido abaixo.

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Mapa Múndi (foto de Leandro Barreto na Unsplash).

O Brasil, da rejeição do Ocidente à ilusão do reinício da história – 1

Nos afastamos de nossa ocidentalidade. Esse afastamento, ou essa rejeição, são graves e muito ruins. Por Gustavo Biscaia de Lacerda.

Um dos traços mais notáveis da política brasileira no último século é a nossa insistente dificuldade, ou nossa franca rejeição, de conjugarmos (1) a filiação à civilização ocidental com (2) a autonomia nacional e perspectivas universalistas. Essa conjugação não tem nada de excepcional e não é em si mesma contraditória, mas sua realização exige vontade e esforços conscientes. Cada vez mais o que se vê é que tais vontade e esforços não ocorrem – bem ao contrário, aliás.

Genericamente e a princípio, as perspectivas universalistas são o respeito a todas as culturas e civilizações existentes, bem como a abertura e o bom relacionamento com elas, a partir de critérios aplicáveis a todas, com dignidade e uniformidade.

A autonomia nacional corresponde à capacidade de decidirmos o que desejamos fazer, com quem desejamos relacionar-nos, quais os valores que nos orientam – o que tem um aspecto interno e outro externo.

Já a filiação à civilização ocidental corresponde ao fato de que o Brasil surgiu a partir dos esforços expansionistas europeus, sob a orientação política, cultural e moral portuguesa, com diversas modalidades de interação com as populações autóctones e de outras áreas nesse esforço.

Muitas vezes os europeus foram brutais, mesmo criminosos, gerando situações que se tornaram problemáticas; ainda assim, daí surgiram novas sociedades, sob a orientação do que posteriormente se ampliou para a concepção de “Ocidente” – e que não se reduz aos seus aspectos problemáticos, apresentando muitos e importantes aspectos positivos.

A autonomia nacional brasileira é um valor que mais ou menos não se discute, pelo menos ao afirmar-se internamente a originalidade de nossa sociedade e, em decorrência, as nossas preocupações externas específicas. Mas – e é esse o começo do problema que desejamos comentar – essa autonomia (interna e externa) é entendida como rejeição do pertencimento ao Ocidente, o que, por sua vez, conduz a um universalismo no mínimo claudicante.

Não se pode fingir que o Ocidente teve ao longo da história um comportamento exemplar. A própria noção de “Ocidente” com frequência é manipulada para induzir, ou impor, comportamentos que beneficiam apenas alguns países em particular; além disso, em inúmeros períodos ela justificou práticas odiosas, como a escravidão e/ou extermínio de outros povos.

A expressão “fardo do homem branco” (white man’s burden) resume isso muito bem, em termos de colonialismo imperialista ou de restrição do próprio “Ocidente” a alguns países (em particular Alemanha, Inglaterra e, mais recentemente, Estados Unidos).

Os problemas ligados ao “Ocidente” não são poucos e muitos deles são realmente graves: isso explica e às vezes justifica inúmeras reações, começando pela descolonização, passando por distanciamentos variados e chegando à franca rejeição. Depois de 1945, isso assumiu as formas do Movimento dos Países Não-Alinhados, do Movimento do Terceiro Mundo e atualmente do Sul Global. Esses movimentos transitam entre o distanciamento e a rejeição, com a crítica ao (ou a um) falso universalismo e eventualmente com a defesa de particularismos supostamente virtuosos.

Mas, em contraposição aos problemas acima, o Ocidente é o fundamento efetivo da identidade de dezenas de países, tanto na Europa quanto nas Américas e em outras partes. Além disso, concepções fundamentais da vida contemporânea têm origem no Ocidente, em particular o universalismo secular, a tolerância e a atividade pacífica e cooperativa. Essas concepções fundamentam várias das mais importantes instituições atuais, organizadas no sistema da Organização das Nações Unidas, mas não somente nele.

Por outro lado, muitas das demandas não-ocidentais valem-se explicitamente das concepções ocidentais, como o uso sistemático da “crítica”, a exigência de tolerância, autonomia e soberania nacionais etc. Essas concepções são usadas por países não-ocidentais mesmo quando as concepções próprias a esses países são diametralmente opostas às ocidentais; muitos dos países que criticam o Ocidente adotam, eles mesmos, comportamentos criticáveis: imperialismo, colonialismo, falso universalismo etc., resultando em hipocrisias múltiplas e cruzadas.

Esse comportamento, que de maneira suave podemos chamar apenas de “ambíguo”, é compartilhado por intelectuais, em particular pelos intelectuais “críticos”. Assim como vários países, muitos intelectuais frequentes vezes usam o universalismo criado pelo Ocidente para sabotar esse mesmo universalismo, em favor de concepções e práticas que muitas vezes são particularistas, autoritárias, discriminatórias etc.

Essa conduta dos intelectuais é ainda estimulada pela teoria e prática do identitarismo; no fundo, ele é apenas uma variedade de etnocentrismo e, portanto, potencialmente “universal”, mas a sua forma específica, em voga desde há algumas décadas, é estadunidense (logo, plenamente ocidental). O identitarismo sistematiza e estimula os ressentimentos de grupos sociais e políticos que são minoritários ou que se vêem assim, enfatizando de maneira agressiva os particularismos e os facciosismos: é claro que as ambiguidades do Ocidente são um campo fértil para o identitarismo.

É nesse intrincado ambiente que se inclui a situação brasileira, que é muito específica, em múltiplos sentidos. Somos um país de dimensões continentais, o que nem sempre percebemos com clareza e que nos conduz a concentrar-nos em demasia em nossos problemas internos, ignorando o ambiente externo e a dependência de todos os países em relação a isso.

Também somos o único país lusofalante nas Américas, cercado por sete países hispanofalantes; além disso, em um continente republicano, nossa independência manteve a monarquia, para garantir a escravidão e o território gigantesco. Mas fomos colonizados por um povo ibérico, cuja plasticidade social é universalmente reconhecida. Além disso, compartilhamos também os aspectos positivos do Ocidente, herdando o racionalismo universalista, a trilha para a atividade livre e cooperativa, o estímulo à tolerância etc.

Retornamos aqui à afirmação inicial deste artigo: nós, brasileiros, lidamos muito mal com nosso caráter ocidental. Certamente que os problemas próprios ao Ocidente (e que, lamentavelmente, não são exclusivos do Ocidente) não ajudam nessa relação, como nos casos dos valores compartilhados e dos falsos universalismos usados externamente como pretextos para a dominação e a exploração, ou, internamente, para degradações étnicas.

Esses aspectos negativos estimulam a rejeição dos nossos aspectos ocidentais; a agressividade identitária de origem estadunidense dá uma camada extra à problemática relação que mantemos com nossa identidade nacional.

O resultado disso tudo é que nos afastamos de nossa ocidentalidade – e, no limite, tendemos a rejeitá-la. Deveria ser evidente que esse afastamento, ou essa rejeição, são graves e muito ruins. Ainda assim, uma série de práticas daí derivadas deixa claro que essa evidência, infelizmente, não é tão evidente assim, o que justifica as presentes reflexões.

Desenvolveremos essas questões em nosso próximo artigo.

Gustavo Biscaia de Lacerda é sociólogo da UFPR e doutor em Sociologia Política.

07 julho 2026

Positivismo e proletariado contra a mesquinhez burguesa

No dia 20 de Carlos Magno de 172 (7.7.2026) realizamos nossa prédica positiva, dando continuidade à leitura comentada do Apelo aos conservadores (em sua Terceira Parte - postura dos positivistas em relação aos revolucionários).

A prédica foi transmitida nos canais Positivismo (https://youtube.com/live/BQtmDZuVVf4) e Igreja Positivista Virtual (https://www.facebook.com/IgrejaPositivistaVirtual/videos/1456162439868393).

As anotações que serviram de base para a exposição oral encontram-se reproduzidas abaixo.

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Leitura comentada do Apelo aos conservadores

(20 de Carlos Magno de 172/7.7.2026) 

1.     Abertura da prédica

2.     Datas e celebrações

2.1.   Dia 18 de Carlos Magno (5.7): transformação de Richard Congreve (1899 – 127 anos)

2.2.   Entre 21 de Carlos Magno e 19 de Dante (8.7 e 3.8): recesso da Igreja Positivista Virtual

3.     Exortações

3.1.   Sejamos altruístas!

3.2.   Façamos orações!

3.3.   Como Igreja Positivista Virtual, ministramos os sacramentos positivos a quem tem interesse

3.4.   Para apoiar as atividades dos nossos canais e da Igreja Positivista Virtual: façam o Pix da Positividade! (Chave Pix: ApostoladoPositivista@gmail.com)

4.     Explicações gerais sobre o Apelo aos conservadores

4.1.   Que tipo de documento é o Apelo e a quem ele dirige-se?

4.1.1. O Apelo é um manifesto político e dirige-se não a quaisquer pessoas ou grupos, mas a um grupo específico: são os líderes políticos e industriais que tendem para a defesa da ordem (e que tendem para a defesa da ordem até mesmo devido à sua atuação como líderes políticos e industriais), mas que, ao mesmo tempo, reconhecem a necessidade do progresso (a começar pela república): são esses os “conservadores” a que Augusto Comte apela

4.1.2. O Apelo, portanto, adota uma linguagem e um formato adequados ao público a que se dirige

4.1.3. Empregamos a expressão “líderes industriais” no lugar de “líderes econômicos”, por ser mais específica e mais adequada ao Positivismo: a “sociedade industrial” não se refere às manufaturas, mas à atividade pacífica, construtiva, colaborativa, oposta à guerra

4.1.4. É necessário reforçar que, na medida em que a “conservação” consiste na manutenção da sociedade como base necessária para o aperfeiçoamento, a política “conservadora” proposta por Augusto Comte é progressista, de tal sorte que ela corresponde à união e à realização do ideal de “Ordem E Progresso”

4.1.4.1.          A noção positiva de “conservador” e de “conservadorismo” opõe-se à noção inglesa de “conservador” (conforme definida originalmente por Edmund Burke, em 1794) e que se aproxima de ausência de movimento, de movimento muito lento ou, em todo caso, de rejeição de mudanças sociais racionais e intencionais

4.1.4.2.          Assim, a expressão “apelo aos conservadores” (em francês: “appel aux conservateurs”) não significa, nem quer significar, “defesa do conservadorismo” (ou, como querem alguns, de maneira alucinada, “defesa do reacionarismo”)

4.2.   Outras observações:

4.2.1. Uma versão digitalizada da tradução brasileira desse livro, feita por Miguel Lemos e publicada em 1899, está disponível no Internet Archive: https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores

4.2.2. O capítulo em que estamos é a “Terceira Parte”, cujo subtítulo é “Conduta dos conservadores em relação aos revolucionários”

5.     Leitura comentada do Apelo aos conservadores

6.     Término da prédica

 

Referências

- Auguste Comte (franc.), Síntese subjetiva (Paris, Exécution Téstamentaire d’Auguste Comte, 2ª ed., 1900): https://archive.org/details/lasynthsesubjec00comtgoog.

- Augusto Comte (franc.), Sistema de filosofia positiva (Paris, Bachelier, 1838), v. 3, 45e leçon (“Considérations générales sur l’étude positive des fonctions intellectuelles et morales, ou cérébrales”).

- Augusto Comte (franc.), Sistema de política positiva (Paris. J.-B. Baillière, 4ª ed., 1880): https://archive.org/details/systmedepoliti01comt.

- Augusto Comte (port.), Apelo aos conservadores (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/augustocomteapeloaosconservadores.

- Augusto Comte (port.), Catecismo positivista (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 4ª ed., 1934).

- José Lonchampt (port.), Ensaio sobre a oração (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1896; catálogo da IPB, n. 165): https://archive.org/details/n.-165-jose-lonchampt-ensaio-sobre-a-oracao.

- Luís Lagarrigue (esp.), A poesia positivista (Santiago do Chile, 1890): https://archive.org/details/luis-lagarrigue-a-poesia-positivista-1890_202509.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), As últimas concepções de Augusto Comte (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1898): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-i e https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-ultimas-concepcoes-de-augusto-comte-ii.

- Raimundo Teixeira Mendes (port.), O ano sem par (Rio de Janeiro, Igreja Positivista do Brasil, 1900): https://archive.org/details/raimundo-teixeira-mendes-o-ano-sem-par-portug._202312/page/n7/mode/2up.